Luisburgo

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Município de Luisburgo
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Fundação 21 de dezembro de 1995
Gentílico luisburguense
Prefeito(a) José Carlos Pereira
(2013–2016)
Localização
Localização de Luisburgo
Localização de Luisburgo em Minas Gerais
Luisburgo está localizado em: Brasil
Luisburgo
Localização de Luisburgo no Brasil
20° 26' 24" S 42° 06' 10" O20° 26' 24" S 42° 06' 10" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Zona da Mata IBGE/2008 [1]
Microrregião Manhuaçu IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Alto Jequitibá, Alto Caparaó, Caparaó, Divino, Manhuaçu, Manhumirim e São João do Manhuaçu
Distância até a capital 278 km
Características geográficas
Área 146,124 km² [2]
População 6 236 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 42,68 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,701 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 47 916,406 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 7 405,94 IBGE/2008[5]
Página oficial

Luisburgo é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, situado na Zona da Mata, na microrregião de Manhuaçu. Sua população estimada em 2014 é de 6.509 habitantes, conforme Censo do IBGE.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1901, foi criado o distrito de São Luís, subordinado ao município de Manhuaçu. Em 1923, o seu nome é transferido para Luisburgo. Em 1995, o local é constituído município e é instalado a 1º de janeiro de 1997. Acesse o site do município para maiores informações [1]

Com altitude de 813 metros, Luisburgo tem 145 km² e 6.509 habitantes, conforme Censo 2014 do IBGE. Seu relevo é montanhoso, com variações entre 500 e 1.810 m no seu ponto mais alto, o Pico da Pedra Dourada. A economia da cidade se baseia na pecuária e produção cafeeira, com impressionantes 16 milhões de pés de café.

Integrante do Circuito Turístico Pico da Bandeira, Luisburgo localiza-se nas imediações da Serra do Caparaó, sendo recortado por montanhas e fazendas cafeeiras.

O município dispõe de roteiros que reúnem áreas ecológicas, cachoeiras e propriedades rurais repletas e casas coloniais.

A Reserva Natural da Pedra Dourada é a principal área de preservação de Mata Atlântica do município.

Suas florestas são habitat de raridades da Fauna (paca, cutias, tapeti, jaguatiricas, macaco-prego e barbado) e da Flora (canelas, figueiras, folha-de-serra,ingá-ferro,folha-de-bolo, cedro, taquara e siritinga). A reserva é o maior atrativo turístico da cidade e ainda tem várias quedas d'água, como a Cachoeira da Pedra Dourada.

Outras opções de roteiros ecológicos são as cachoeiras dos córregos dos Barroso e dos Hott e as três montanhas que resguardam a sede. Embora se localizem em propriedades particulares, todas as atrações tem acesso permitido.

Como Chegar:

Distante a 300 km de Belo Horizonte, o município de Luisburgo tem acesso por Manhuaçu - cidade por onde passam as BRs 262 e 116 além da MG 111 -, por Manhumirim, São João do Manhuaçu e Divino.

AVENTURAS NAS CACHOEIRAS

Para quem quer pura diversão, vale a pena conhecer também as cachoeiras das localidades do Córrego dos Barroso e Córrego dos Hott. Aqueles que preferem desafiar os limites podem se deliciar fazendo trekking nas montanhas que resguardam a sede de Luisburgo.

A cidade é cercada por belos e grandes maciços que estão em áreas particulares. As três maiores ficam nas propriedades de José Knupp, José Thabeth (in memorian) e Nagibe Viana. Nesta última há um cruzeiro, muito freqüentado em Outubro, quando acontecem missas e outras celebrações da religião Católica.

CALENDÁRIO FESTIVO

É mais intenso no meio do ano, quando acontecem as tradicionais Festas Juninas. As quadrilhas são apresentadas pelas escolas e comunidades. Neste período, comemora-se o dia de São Luís Gonzaga (21 de junho), padroeiro da cidade; em Agosto, o município elege a Rainha do Café; Em Setembro é realizado o desfile cívico-escolar da Independência do Brasil (07 de setembro) e, no final do mês, a Feira da Paz e Festa do Produtor Rural, com muitos shows e barracas de comidas típicas. Em 21 de dezembro a cidade comemora a emancipação política.

NATUREZA PARADISÍACA

A natureza respira aliviada na principal reserva ecológica local.

A reserva Natural da Pedra Dourada é a principal área de preservação do município de Luisburgo. O local é ideal para quem gosta de observar a natureza, caminhar pelas trilhas estreitas da floresta ou se aventurar nas cachoeiras e montanhas.

Por reunir tantas maravilhas, o conjunto é a maior atração turística da cidade. A Pedra Dourada também é tida como um santuário das espécies atlânticas, um verdadeiro patrimônio que é preservado e amplamente divulgado pela comunidade.

A região recebeu este nome porque, ao amanhecer, a luz do sol atinge o alto de uma montanha de 1.810 metros de altitude e provoca um reflexo dourado que contrasta com a penumbra do vale. O espetáculo da alvorada é inesquecível.

Próximo ao topo do pico, fica a nascente de um dos principais afluentes do rio Manhuaçu, o córrego da Pedra Dourada, que tem 15 km de extensão. Em seu leito encontram-se várias quedas, como a Cachoeira da Pedra Dourada. O atrativo tem mais de 30 metros de corredeiras com queda de aproximadamente 20 m. Abaixo, há um poço natural.

As matas da reserva apresentam formação florestal bem desenvolvida, com árvores de mais de 15 m. Entre as plantas encontram-se principalmente folha-de-serra, ingá-ferro, folha-de-bolo e siritinga, mas também há jequitibás, jacarandá, orquídeas e bromélias, entre outras.

Entre a vegetação vivem pacas, cutias, tapeti, quatis, iraras, jaguatiricas, tatus e primatas raros, como o macaco-prego e o macaco barbado, também chamado de bugio, guariba ou gritador.

A área da Pedra Dourada, que faz fronteira natural entre Luisburgo e os municípios de Divino, Caparaó e Alto Jequitibá, pertence a Nagibe Viana Klein, que faz questão de preservar o santuário ecológico.

Como Chegar à Reserva Ecológica:

Sair de Luisburgo sentido Manhuaçu/Manhumirim e entrar à direita 1 km depois. A reserva fica a menos de 15 km da sede.

200 ANOS DE HISTÓRIA

O vale onde surgiu o município de Luisburgo começou a ser colonizado ainda na primeira década do século XIX. Até então, os habitantes nativos eram índios Tupi, chamados de Puri pelos pioneiros.

Os desbravadores da região foram bandeirantes vindos do litoral do Espírito Santo e imigrantes provenientes do Rio de Janeiro. Os primeiros procuravam ouro e apoaia, uma planta medicinal da Mata Atlântica. Os europeus, acostumados ao frio, estavam em busca de um clima mais ameno.

O Bandeirante Domingo Fernandes Lana foi o responsável pela abertura das primeiras estradas para o vale. Com o acesso, várias famílias suíças (Hott, Baltazar,Cosendey, Giviziez, etc) se estabeleceram ao redor das belas montanhas e começaram a cultivar as terras.

Desde sua gênese, Luisburgo teve a Agricultura como principal atividade econômica. A situação melhorou em 1849, com a chegada da cultura do café, maior fonte de renda atualmente. As primeiras plantações surgiram às margens do ribeirão São Luís.

Entre 1860 e 1874, a cidade recebeu novos grupos de colonos. Eram suíços, alemães, portugueses, italianos, turcos e libaneses, também procedentes do Espírito Santo e da região fluminense de Nova Friburgo.

A propriedade que deu origem ao distrito de São Luis do Manhuaçu pertencia a José Petronilho de Inácio Souza e sua esposa, Anna Rita de São Miguel, que em 25 de Janeiro de 1892 doam um terreno de 4 alqueires e 22 litros para São Francisco das Chagas, santo de devoção do casal.

Este patrimônio registrado em nome da Igreja Católica foi a pedra fundamental do atual núcleo urbano de Luisburgo. Nas imediações do terreno surgiram as primeiras habitações e prédios comerciais. A atividade mercantil era comandada principalmente por turcos e libaneses.

O café e o comércio trouxeram riqueza e crescimento. A localidade passa a precisar de mais serviços, como de cartório, aberto em 1890. Juvenil de Abreu, um escrivão do tabelionato, foi o responsável pela mudança de nome do distrito. Ele não era devoto de santos e sugeriu que a localidade se chamasse Luisburgo.

Em 1950, tem início o movimento pela emancipação, encabeçado por José Thabeth Knupp e José Thebit. A luta pela autonomia político-administrativa continua nas décadas seguintes, até que é aprovada a lei de emancipação, em 21 de dezembro de 1995.

PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO

Em 2013, Luisburgo fez levantamento oficial de seu Patrimônio Histórico. O município guarda um grande número de imóveis antigos com grande beleza arquitetônica. A maioria sofreu alterações, mas ainda têm o charme e o romantismo do século passado.

Grande parte das residências da sede são casas baixas com telhados de quatro águas. Também há alguns sobrados. A Igreja mais antiga é a Matriz de São Luiz Gonzaga.

No interior, há dezenas de propriedades rurais com características coloniais, destacando-se a Fazenda de Elza Estanislau, na localidade de Gameleira.

NOME ALTERADO

A vila de São Luiz do Manhuaçu foi assim denominada porque ali prevalecia a devoção por São Luiz Gonzaga, considerado pela Igreja Católica o padroeiro da Juventude. Coincidentemente, a região foi colonizada por uma maioria de jovens suíços.

Acontece que em 1890 é aberto o primeiro cartório da localidade e ali viera trabalhar um escrivão descendente de suíços chamado Juvenil de Abreu, que não era devoto de santos. Conta-se que naquela época, os funcionários do tabelionato tinham muito poder e Juvenil pretendia mudar o nome da localidade.

Para homenagear as origens européias da cidade, ele associou o nome do santo ao termo burgo (palavra que significa pequeno vilarejo), criando o nome Luisburgo.

APRECIANDO A PAISAGEM

Luisburgo tem acesso por Manhuaçu e Manhumirim. As próprias estradas que ligam os municípios constituem belo roteiros do Agro e Ecoturismo. Na paisagem se sucedem montanhas, matas, rio, cachoeiras, cafezais e muitas casas coloniais.

Vale a pena cruzar a Serra do Ouro - estrada vicinal que interliga Luisburgo e Manhumirim-. Em dias de tempo aberto, vislumbra-se toda a cordilheira do Caparaó após ultrapassar o ponto mais alto da estrada. O acesso fica a 8 km do Centro - na segunda entrada à direita.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.

Maria Aparecida Sérgio (1999, Histórico do Município de Luisburgo, Novo Dicionário Escolar, 10ª edição, ed. Acervo Cultural).

Guia Estrada (2005, p. 118 a 125)

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