Fruta-do-conde
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Annona coriacea (dir.) e Annona squamosa (esq.)
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| Annona coriacea Mart. |
A fruta-do-conde ou Anona (Annona coriacea) é uma árvore pequena, não-pioneira, da família das anonáceas, que ocorre nos cerrados do Brasil.
Possui folhas ovadas, coriáceas, flores amarelas e frutos bacáceos múltiplos, grandes, comestíveis e muito saborosos, com sementes tidas como antidiarreicas. Também é conhecida pelos nomes de cabeça-de-negro, araticum-do-campo, araticum-dos-lisos e marolinho. Quando está maduro, o fruto abre-se.
Está na lista de espécies ameaçadas do estado de São Paulo[1].
[editar] Origem do nome
É conhecido mais comumente como fruta-do-conde pelo fato de a primeira muda da espécie, vinda das Antilhas, ter sido plantada na Bahia, em 1626, pelo governador Diogo Luís de Oliveira, o Conde de Miranda, conforme relato de Pio Corrêa.
Somente em 1811, a espécie foi introduzida no Rio de Janeiro, por um agrônomo francês, a pedido do rei Dom João VI.
No Nordeste do Brasil, Brasília e interior do estado do Rio de Janeiro, a fruta do conde é confundida com a pinha, sendo plantada atualmente no Vale do São Francisco, incluindo a fruta modificada sem sementes.
É também conhecida no Norte e em partes do Nordeste como ata.