António Quadros

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António Gabriel de Quadros Ferro (Lisboa, 14 de Julho de 1923Lisboa, 21 de Março de 1993), foi um escritor português.

É um pensador, crítico e professor, também poeta e ficcionista. Licenciado em Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Foi fundador da extinta Sociedade Portuguesa de Escritores. Fundou a actual Associação Portuguesa de Escritores e o Instituto de Arte, Decoração e Design. (IADE)Director Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi um dos fundadores e directores das revistas de cultura Acto, 57 e Espiral.

Recebeu diversos prémios pela sua actividade literária.

Filho de António Ferro e Fernanda de Castro, ambos escritores, é pai de Rita Ferro, também escritora, de António Roquette Ferro (actual Director Geral do IADE) e Ana Mafalda Ferro.


Índice

[editar] Obra

  • Modernos de Ontem, 1947
  • Além de Ontem, 1949
  • Histórias do Tempo de Deus
  • O Pedro e o Mágico
  • Introdução a Uma Estética Existencial, 1954
  • Angústia do Nosso Tempo e a Crise da Universidade, 1956
  • A Existência Literária, 1959
  • O Movimento do Homem, 1963
  • Ficção e Espírito, 1971
  • Portugal entre Ontem e Amanhã, 1976
  • A Arte de Continuar Português, 1978
  • Fernando Pessoa, 1981-1982
  • Introdução à Filosofia da História, 1982
  • Poesia e Filosofia do Mito Sebastianista, 1982
  • Portugal Razão e Mistério, 1987
  • A Ideia de Portugal na Literatura Portuguesa dos Últimos Cem Anos, 1989
  • O Primeiro Modernismo Português ou Vanguarda e Tradição, 1989

[editar] Prémios

  • Prémio Ricardo Malheiros da Academia das Ciências de Lisboa, 1965 (Histórias do tempo de Deus)
  • Prémio Literário da Casa da Imprensa, 1965 (Histórias do tempo de Deus)
  • Prémio de Literatura Infantil e Juvenil da Secretaria de Estado da Informação e Turismo, 1973 (Pedro e o Mágico)
  • Prémio Literário Município de Lisboa (Prémio de Ensaio Literário ou Biográfico), 1983 (Poesia e Filosofia do Mito Sebastianista)]]
  • Prémio Literário Município de Lisboa (Prémio de Ensaio Literário ou Biográfico), 1984 (Fernando Pessoa - Vida, Personalidade e Génio)

[editar] Citações

"O tempo de Deus é o tempo da atenção. O tempo de Deus é hoje." (Histórias do Tempo de Deus)


"Interrogar é já crer, a descrença humana não existe." (Ode à crença)


"Chamamos-lhes alunos. Deveríamos antes chamar-lhes discípulos, se fossemos capazes de ser mestres."


"Só há em mim perguntas sem resposta: Instinto para amar, para durar, A grande porta abrir-se-á um dia, E tudo será noite, ou vida, ou luz..."


"Oferecer aos homens da terra uma antevisão do céu conseguida por meios humanos..." (Introdução a uma Estética Existencial)


"Toda a beleza é aviso."


"Sou a perdida unidade que a inteligência sozinha não pressente..."


"De imagem em imagem navegador do visível e do invisível, o homem perde ou acha a miragem..."


"quero ser um princípio e não um fim. que, depois de mim, as tempestades sejam outras e as lágrimas mais leves!"


"a ressorção do cosmos ultimará a reintegração da unidade do infinito no perfeito"

[editar] Referências

  • Redacção Quidnovi, com coordenação de José Hermano Saraiva, História de Portugal, Dicionário de Personalidades, Volume XVIII, , Ed. QN-Edição e Conteúdos,S.A., 2004

[editar] Ligações externas


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