Aqueronte

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O logo após sua morte, a alma era levada de barco pelo Caronte,deixando no Rio Aqueronte todos os seus sonhos, desejos e deveres que não foram realizados em vida. O rio mitológico Aqueronte localiza-se no Épiro, região do noroeste da Grécia. O nome rio pode ser traduzido como "rio do infortúnio" e acreditava-se que fosse um afluente do Rio Estige , este localizado no Mundo Inferior. Nele se encontra Caronte, o barqueiro que leva as almas recém-chegadas ao outro lado do rio, às portas do Hades, onde o Cérbero os aguarda.

Acreditava-se também que um outro afluente do Aqueronte emergia no cabo Aquerúsio (atualmente chamado de Eregli, situado na Turquia), e foi visto pelos Argonautas, de acordo com Apolônio de Rodes.

Os gregos estabelecidos na Itália identificavam o lago Aquerúsia, no qual o Aqueronte fluía, como sendo o lago Averno.

No Fédon de Platão, o filósofo aponta o Aqueronte como sendo o segundo maior rio do mundo (o primeiro é Oceano). Platão declarava que o Aqueronte fluía na direção oposta de Oceano, sob a terra de lugares desertos.

A palavra é também ocasionalmente usada como uma sinédoque para o próprio Hades.

O deus do rio concebeu Ascálafo com Orfne[1] (ou Górgira, de acordo com outra versão).

Virgílio menciona o Aqueronte junto a outros rios infernais em sua descrição do mundo dos mortos no Livro VI da Eneida.

No Inferno de Dante, o rio Aqueronte forma fronteira com o Inferno na região chamada de Ante-Inferno. Seguindo a tradição da mitologia grega, Caronte é quem transporta almas no rio em direção ao Inferno.

Aqueronte na geografia grega[editar | editar código-fonte]

Pausânias menciona um lago chamado Aquerúsia e um rio chamado Aqueronte, na Tesprócia[2] , junto às ruínas de Necromanteion, a Parga, cidade grega situada na parte continental desse país, diretamente oposta a Corfu [carece de fontes?]. Segundo o autor, foi inspirado nesta região que Homero descreveu o Hades, dando aos rios do mundo infernal nomes dos rios da Tesprócia[2] .

Aqueronte além da mitologia grega[editar | editar código-fonte]

Na era pré-cataclísmica de Robert E. Howard, o Aqueronte era um reino de trevas, tombado, contra o qual lutou Kull, na tentativa de prevenir sua ressurgência.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ovídio, Metamorfoses, Livro V, 533-550
  2. a b Pausânias, Descrição da Grécia, 1.17.5