Basílica de Santo Isidoro

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Basílica de Santo Isidoro, em Leão, na Espanha.

A Basílica de Santo Isidoro, chamada informalmente de Santo Isidoro de Leão (em espanhol San Isidoro de Leon, oficialmente Real Colegiata Basílica de San Isidoro) é um templo cristão localizado na cidade de Leão, na Espanha.

É um dos conjuntos arquitetônicos de estilo románico mais destacados da Espanha. Foi construído durante os séculos XI e XII.

Originariamente, era um mosteiro dedicado a São João Batista, ainda que se suponha que anteriormente se assentava em seu solo um templo romano. Com a morte de São Isidoro, bispo de Sevilha, e com o traslado de seus restos mortais para Leão, foi feita a troca no nome do templo.

O conjunto é considerado o mais completo da Espanha, e alguns acreditam que ele seja o mais completo do ocidente. Apresenta estilo românico em sua maior parte, com alguns detalhes em estilo gótico e renacentista.

História[editar | editar código-fonte]

A igreja original foi construída no período pré-árabe, sobre as ruínas de um templo dedicado ao deus romano Mercúrio. No século X, os reis de Leão estabeleceram uma comunidade de freiras beneditinas no local.

Com a conquista da região por Al-Mansur Ibn Abi Aamir, conhecido entre os espanhóis como Almanzor (Almançor), que durou de 938 a 1002, esta primeira igreja foi destruída e a área ao seu redor, devastada. Leão foi repopulada, e uma nova igreja um novo mosteiro foram estabelecidos no século XI por Afonso V de Leão.

A filha de Afonso, a infanta Sancha de Leão, casou-se com o conde de Castela, Fernando de Leão, e estabeleceram a sua corte em Leão. A igreja também se beneficiou de sua posição geográfica, na famosa rota de peregrinação a Santiago de Compostela. Escultores, mestres canteiros e artistas de toda a Europa vieram trabalhar no novo mosteiro que estava sendo construído.

A rainha Sancha escolheu o novo mosteiro como sítio da capela funeral real. Hoje em dia, onze reis, diversas rainhas e muitos nobres jazem, enterrados sob as abóbadas policromáticas do "panteão real" medieval. Em 1063, as relíquias de Santo Isidoro foram transferidas para a capela, e se estabelece na igreja colegiada uma comunidade masculina, regida pela regra de Santo Agostinho, comunidade que até hoje ainda sobrevive.

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

Igreja colegiada de Santo Isidoro e catedral.

No conjunto histórico da basílica podem ser encontradas amostras de diversos períodos da história da arte. A abside e o transepto do edifício estão no estilo gótico, enquanto outras partes do edifício datam dos períodos românico e renascentista.

O estilo românico chegou ao seu esplendor no Panteão dos Reis (Panteón de los Reyes); a capela funerária dos reis de Castela e Leão, é um dos mais destacados exemplos ainda existentes da arte românica em toda a região de Castela. Suas colunas são coroadas por raros capitéis visigóticos, decorados com motivos florais ou históricos. Os murais, pintados no século XII, estão em excelente estado de conservação, e consistem de diversos temas do Novo Testamento, juntamente com cenas da vida rural contemporânea.

A igreja em si possui uma planta em forma de cruz latina, com três naves, na qual também se pode apreciar a sobriedade do românico leonês, e em suas portas se vêem exemplos da obra escultórica da época. Amostras do estilo gótico podem ser vistas na capela maior, e em diversos murais.

O tímpano ricamente entalhado da Puerta del Cordero ("Porta do Cordeiro") é um dos destaques da basílica; criado antes de 1100, este tímpano românico retrata o sacrifício de Isaac por seu pai, Abraão.

Galeria de imagens[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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