Bico-de-lacre-comum

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Bico-de-lacre-comum

Bico-de-lacre-comum
Estado de conservação
Status iucn3.1 LC pt.svg
Pouco preocupante
Classificação científica
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Subreino: Metazoa
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Infrafilo: Gnathostomata
Superclasse: Tetrapoda
Classe: Aves
Subclasse: Neognathae
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Família: Passeridae
Subfamília: Estrildinae
Tribo: Estrildini
Género: Estrilda
Espécie: E. astrild
Nome binomial
Estrilda astrild
Linnaeus, 1758

O bico-de-lacre-comum (Estrilda astrild), também conhecido como bico-de-lacre-de-santa-helena, é uma pequena ave, pertencente à subfamília Estrildinae. É nativo da África subsaariana, mas com extensão de ocupação estimada de 10.000.000 km².

Introdução em Portugal[editar | editar código-fonte]

Esta espécie foi introduzida em Portugal, na década de 1970, e existe actualmente em grande quantidade. É uma espécie popular e de fácil adaptação em cativeiro.

Introdução no Brasil[editar | editar código-fonte]

Foi introduzida no Brasil pelos marinheiros dos navios mercantes portugueses da rota da Índia que atravessavam o Atlântico. Soltas, essas aves proliferaram abundantemente e hoje são encontradas em bandos nos capinzais do Sul, Sudeste, Norte e Centro-oeste brasileiros.

Características[editar | editar código-fonte]

Morfofisiologia[editar | editar código-fonte]

É um pássaro pequeno, cerca de 11 a 13 centímetros de comprimento e 12 a 14 centímetros de envergadura. Tem um peso de 7 a 10 gramas. Apresenta uma cor acastanhada mais escura no dorso e é mais acinzentado na região do peito. Tem o bico vermelho-vivo e uma risca vermelha à volta dos olhos e no peito. Os machos e fêmeas são idênticos, mas os machos têm uma cor mais vermelha no peito, diferenciando-se pela cor preta na base inferior da cauda, que na fêmea é de tom acastanhado.

Comportamento[editar | editar código-fonte]

O bico-de-lacre convive com pássaros de outras espécies do mesmo porte. Podem ser encontrados em bandos. É uma ave calma e colonial.

Alimentação[editar | editar código-fonte]

Estes pássaros são granívoros. Sua alimentação é variada, embora deva haver maior abundância de painço. Não apreciam insectos, mas se alimentam de alguns ocasionalmente, especialmente na reprodução quando precisam de mais proteínas.

Reprodução[editar | editar código-fonte]

Estrilda astrild

O casal constrói o ninho, oval ou esférico, geralmente com capim gordura, mas também com penas e algodões. A postura normal é de 3 a 5 ovos durante o ano, excluindo os meses mais frios. Os ovos são incubados em onze a treze dias, pelo casal. Os filhotes têm desenvolvimento lento, se comparados a outras espécies: permanecem no ninho cerca de vinte e um dias e somente em três semanas se alimentam sozinhos. Os jovens têm uma plumagem incompleta e o bico preto. Algumas semanas depois o bico vai ficando vermelho começando da região das penas perto dos olhos até a a ponta do bico.

Distribuição, conservação e habitat[editar | editar código-fonte]

O habitat desta espécies de pássaros é variado, podendo ir de paisagens abertas, campos, até áreas urbanas e sua introdução em Portugal obteve sucesso, mais para o norte do que para o sul. Não há registro de extinção da espécie, cuja expansão se dá, também, pelo facto de ser introduzida. Intessante notar, no Brasil, a íntima relação dessa ave com um capim africano, também introduzido, o chamado "capim gordura", "Melinis minutiflora" que serve de alimentação e também para a elaboração dos ninhos.

Fotos[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • (em inglês) BirdLife International (2004). Estrilda astrild. 2006 IUCN Red List of Threatened Species. IUCN 2006. Acesso a 06.11.2007.
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