Sapo-corredor
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sapo-corredor |
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| Classificação científica | ||||||||||||||
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| Epidalea calamita Laurenti, 1768 |
O sapo-corredor (Epidalea calamita, anteriormente incluído no género Bufo) é um sapo natural de zonas arenosas e zonas de charneca da Europa Ocidental e do Norte. Os adultos atingem os 60-70 mm de comprimento e distinguem-se facilmente do sapo-comum por terem uma risca amarela a meio do dorso. As suas patas posteriores são relativamente compridas, que lhes dá uma marcha característica, que os distingue de outras espécies de sapo. Desta forma de andar vem o seu nome comum, sapo-corredor.
O chamamento dos sapos-corredores é bastante alto e distinto, amplificado por um único saco vocal presente debaixo do queixo dos machos.
Índice |
[editar] Ciclo de vida
Este sapo vive até 12 anos de idade e alimenta-se de insectos, carunchos e outros pequenos animais. Durante a noite, deslocam-se em terreno descampado, e conseguem-se ver marcas das suas patas em areia solta. A distância que percorrem durante estas deslocações nocturnas é considerável, permitindo que esta espécie colonize novos habitats rapidamente.
[editar] Reprodução
O sapo-corredor reproduz-se entre Abril e Julho, deixando 'fios' de ovos em pequenos charcos não muito profundos. Os chamamentos altos são importantes porque o sapo-corredor normalmente encontra-se presente em números baixos e por isso é importante que machos e fêmeas se consigam encontrar.
Para a reprodução ser bem sucessida, os charcos precisam ter uma inclinação suave com alguma vegetação nas margens e na água. Muitas vezes estes charcos são temporários e as larvas não tem tempo de se desenvolver completamente antes da água secar. Para compensar a elevada mortalidade, o sapo-corredor acasala várias vezes durante o Verão. Em Setembro, a idade dos juvenis varia de um a três meses. Aparentemente, os indivíduos que se reproduzem no início da época não são os mesmos que os mais tardios.
[editar] Conservação
No Reino Unido, esta espécie uma das três espécies de anfíbio protegida pelo Plano Nacional de Biodiversidade. As razões apresentadas para o seu estatuto de conservação são: perda de habitat devida a sobrepopulação humana, redução de habitat costeiro por causa da construção de diques e acidificação do habitat aquático pela acção de chuva ácida e outros tipos de poluição.
[editar] Referências
- (em inglês) Beja, P. et al. (2004). Bufo calamita. 2006 IUCN Red List of Threatened Species. IUCN 2006. Acesso a {{{data}}}. Base de dados que inclui um mapa de distribuição e a justificação para o estado desta espécie ser pouco preocupante.

