Campo Grande

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Nota: Para outros significados de Campo Grande, ver Campo Grande (desambiguação).

Município de Campo Grande
Campo Grande vista do ar
"Cidade Morena"
"Cidade-Jardim"
Brasão de Campo Grande
Bandeira de Campo Grande
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário 26 de agosto de 1899
Fundação 21 de junho de 1872
Gentílico campo-grandense
Lema Poder, Prosperidade e Altruísmo
Prefeito(a) Nelson Trad Filho (PMDB)
Localização
Localização de Campo Grande
20° 26' 34" S 54° 38' 45" O20° 26' 34" S 54° 38' 45" O
Unidade federativa Mato Grosso do Sul
Mesorregião Centro Norte de Mato Grosso do Sul IBGE/2008 [1]
Microrregião Campo Grande IBGE/2008 [1]
Região metropolitana
Municípios limítrofes Norte: Jaraguari e Rochedo;

Sul: Nova Alvorada do Sul e Sidrolândia;
Leste: Ribas do Rio Pardo;
Oeste: Terenos.

Distância até a capital 1.088 quilômetros
Características geográficas
Área 8.096,051 km²
População 747.189 hab. est. IBGE/2008 [2]
Metro {{{população_metro}}} hab. est. IBGE/2008 [2]
Densidade 92,29 hab./km²
Altitude 592 metros
Clima tropical de altitude Cwa
Fuso horário UTC-4
Indicadores
IDH 0,814 elevado PNUD/2000 [3]
PIB R$ 7.839.567 mil (BR: 37º MS: 1º) - IBGE/2006 [4]
PIB per capita R$ 10.244,00 IBGE/2006 [4]
Campo Grande
Outras informações
CEP 79000-000[5]
Padroeiro Santo Antônio de Pádua
Vínculo diocesano Arquidiocese de Campo Grande
Vereadores 21
Comarca Campo Grande
Eleitores 509.776 (31,51% do estado) est. TRE-MS[6]
País Brasil
Macrorregião Centro-Oeste
Área urbana 154,45 km² (BR: 14º MS: 1º)[7]
Índice Gini 0,610 est. 2000
Potencial de consumo 0,58% est. 2006
Trabalhadores 333.597[8]
Unidades locais 25.144 empresas est. IBGE/2005[9]

Campo Grande é um município brasileiro da região Centro-Oeste, capital do estado de Mato Grosso do Sul. Reduto histórico de divisionistas entre o sul e o norte, Campo Grande foi fundada há mais de 100 anos por colonizadores mineiros, que vieram aproveitar os campos de pastagens nativas e as águas cristalinas da região dos cerrados. A cidade foi planejada em meio a uma vasta área verde, com ruas e avenidas largas. Relativamente arborizada e com diversos jardins por entre as suas vias, apresenta, ainda nos dias de hoje, forte relação com a cultura indígena e suas raízes históricas. Por causa da cor de sua terra (roxa ou vermelha), recebeu a alcunha de Cidade Morena. A cidade está localizada em uma região de planalto, em que é possível ver os limites da linha do horizonte ao fundo de qualquer paisagem. O aqüífero Guarani passa por baixo da cidade[10]

Campo Grande está localizada no centro do estado e eqüidistante dos extremos norte, sul, leste e oeste de Mato Grosso do Sul, fator que facilitou a construção das primeiras estradas da região, contribuindo para que se tornasse a grande encruzilhada ou pólo de desenvolvimento de uma vasta área.

É considerado o mais importante centro catalisador de toda a atividade econômica e social do estado, posicionando-se como o de maior expressão e influência cultural, sendo também o pólo mais importante de toda a região do antigo estado, desmembrado em 1977[11]. Em 1950, o município concentrava 16,3% do total das empresas comerciais de Mato Grosso do Sul; em 1980, este número subiu para 24,3% e, em 1997, a 34,85%. Também registrou crescimento populacional acima da média nacional nos anos 1960, 70 e 80. Hoje, a cidade possui dimensões e características próximos aos de uma metrópole, com uma população próxima de 1 milhão de habitantes, sendo considerada uma das cidades mais desenvolvidas da região Centro-Oeste do Brasil. Segundo pesquisa feita em 2006 pela revista Exame, Campo Grande é a 28ª melhor cidade do Brasil em infra-estrutura[12], fator decisivo na atração de investimentos.

Índice

[editar] Etimologia

Seu atual nome originou-se do primeiro nome, que era Arraial de Santo Antônio de Campo Grande.

[editar] História

Criação da Vila

Em 1870 (por razão da Guerra da Tríplice Aliança) chegou a notícia aos moradores de Monte Alegre (no Triângulo Mineiro) de terras férteis para agropecuária, na região do então "Campo Grande da Vacaria". Isso acabou contentando José Antônio Pereira, que precisava de terras para alojar sua família. Em 21 de junho de 1872 chegou e se alojou em terras férteis e completamente desabitadas da Serra de Maracaju, na confluência de dois córregos - mais tarde denominados Prosa e Segredo - e que hoje é o Horto Florestal.

”No ano seguinte, José Antônio Pereira regressou a Monte Alegre, deixando o seu rancho e a sua lavoura incipiente entregues a João Nepomuceno, com quem se associara. Nepomuceno era caboclo de Camapuã, um arraial que morria, situado na antiga Fazenda Imperial do mesmo nome, nas cabeceiras do Coxim, e que ali aparecera, 'de muda' para Miranda, quebrando a monotonia do ermo com dois carros de bois que o peso da carga fazia chiar nos eixos.”" [Rosário Congro (1884-1963), primeiro historiador da cidade)][13]

No dia 14 de agosto de 1875, José Antônio Pereira enfim retorna com sua família (esposa e oito filhos), escravos, além de outros (num total de 62 pessoas). No primeiro rancho, que houvera construído, encontra agora Manoel Vieira de Sousa (Manoel Olivério) e sua família, provenientes de Prata, Minas Gerais, que aqui haviam chegado atraídos pelas notícias dos campos de Vacaria, juntamente com seus irmãos Cândido Vieira de Souza e Joaquim Vieira de Souza, e alguns empregados, um dos quais Joaquim Dias Moreira (Joaquim Bagage). As famílias se unem e originam a primeira geração de campo-grandenses. No fim de 1877 cumpre uma promessa feita durante a viagem de retorno e constrói a primeira igrejinha (rústica de pau-a-pique com telhas de barro). As casas, de precário alinhamento, formaram a primeira rua (chamava-se Rua Velha, atual rua 26 de Agosto, e terminava num pequeno largo (atual Praça dos Imigrantes), onde havia uma bifurcação, formando mais duas vias). José Antônio Pereira, fundador do arraial, construiu sua residência definitiva no final da ramificação de baixo (hoje rua Barão de Melgaço). Faleceu em sua fazenda "Bom Jardim", em 11 de janeiro de 1900, meses depois da emancipação política da vila (26 de Agosto de 1899). A partir de 1879 novas caravanas de mineiros foram chegando e sendo distribuídas nas terras devolutas, marcando suas posses, quase sempre sob a orientação do fundador. Estabeleceram assim as primeiras fazendas do Arraial de Santo Antônio do Campo Grande. No centro da rua, no comércio e farmácia, que pertenciam a Joaquim Vieira de Almeida, reuniam-se a alta sociedade do local. Era o homem que tinha maior instrução na vila e era o redator de documentos de caráter público ou privado. E eram resolvidos ali os problemas comunitários, de onde saíam as reivindicações ao governo. Foi de autoria do próprio Joaquim Vieira de Almeida uma correspondência solicitando a emancipação da vila.

O nascimento de um município

A região e a vila se desenvolviam em razão do clima e da privilegiada situação geográfica. Isso atraiu os habitantes de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Nordeste, entre outros. Depois de cansativas e insistentes reivindicações (também devido a sua posição estratégica, e sendo passagem obrigatória em direção ao extremo sul do Estado, Camapuã ou ao Triângulo Mineiro), o governo estadual promulga a resolução de emancipação da vila e a eleva à condição de município, ao mesmo tempo que passa a se chamar apenas Campo Grande em 26 de agosto de 1899. Com a emancipação ocorrida, Joaquim Vieira de Almeida havia falecido em decorrência de sua tuberculose e sem ver seu pedido atendido. O município de Campo Grande se desenvolve com a agropecuária, proporcionada pelo estabelecimento de fazendas de criação de gado em suas imediações e nos campos limpos de Vacaria. Torna-se um centro comercial bovino, de onde partiam comitivas conduzindo boiadas para o Triângulo Mineiro e o Paraguai. Construída em 1900 por Manuel da Costa Lima, a estrada boiadeira (hoje BR-163), passou a ligar Campo Grande às barrancas do Paraná. Com isso, as boiadas dirigiram-se também para São Paulo, onde abriu-se novo mercado para a região e novas oportunidades para o comércio local, além de intercâmbio. Chega a Campo Grande em 1909 o engenheiro Temístocles Pais de Sousa Brasil, que foi indicado e designado pelo Exército para realizar os estudos para a locação e a construção do quartel-general e outros aquartelamentos das Forças Armadas da região de Mato Grosso, além de ser designado para projetar a primeira planta urbana e rocio da vila de Campo Grande.

Crescimento, desenvolvimento e revolução
Vista aérea de Campo Grande em 1937
Planta de Campo Grande de 1939
Figura do Plano Diretor do Escritório Saturnino de Brito

A Comarca de Campo Grande é criada em 1910. Seu primeiro juiz de direito foi Arlindo de Andrade Gomes. Seu primeiro promotor público, Tobias de Santana. As idéias modernizadoras dos primeiros administradores influenciaram várias áreas, da pecuária ao urbanismo, e foi traçada a zona urbana com avenidas e ruas amplas e arborizadas. É instalada a energia elétrica em 1916 e em 16 de julho de 1918, pelo Decreto nº. 772, o município é elevado à categoria de cidade. De 1921 a 1923, na gestão do intendente Arlindo Andrade, são feitas várias obras urbanas (urbanização da Av. Afonso Pena, arborização das vias principais e secundárias e ajardinamento da Praça Ari Coelho, entre outras). Outro fator de progresso para o município e para o estado de Mato Grosso foi a chegada da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, da RFFSA (atual Novoeste), em 1914, ligando as duas bacias fluviais: Paraná e Paraguai, aos países vizinhos: à Bolívia (via Corumbá) e ao Paraguai (via Ponta Porã). Foi um marco decisivo para o desenvolvimento de Campo Grande, que despontava como uma das mais progressistas cidades do antigo estado de Mato Grosso, superando a então capital estadual Cuiabá.

Funcionando como pólo comercial e de serviços de uma vasta região, Campo Grande desenvolvia-se e firmava sua liderança no sul do Estado. A transferência, em 1921, do Comando da Circunscrição Militar, inicialmente sediado em Corumbá (antes de chegar á Campo Grande, a Circunscrição da 9ª Região Militar teve como sedes ainda as cidades de Cuiabá e Aquidauana). A transferência e construção dos quartéis e outros estabelecimentos militares foi outra iniciativa que contribuiu para o seu desenvolvimento e liderança. Outro passo para o seu desenvolvimento foi a vinda de imigrantes estrangeiros: (japoneses, árabes, armênios) a partir de 1924. Em 1930 já possuía cerca de doze mil habitantes (além de três agências bancárias, correios e telégrafos, várias repartições públicas, estabelecimentos de ensino primário e secundário, assim como clubes recreativos). Tinha acesso ao abastecimento de água canalizada, energia elétrica e telefone.

Em 1932, chegou a informação na cidade da deflagração da Revolução Constitucionalista. Quando a cidade soube da notícia, viu seu primeiro desafio: “de que lado ficar?” As lideranças da época (políticos e coronéis oriundos do norte do estado e radicados na região) romperam de vez com o poder e uniram-se a São Paulo contra tudo e todos. Com isso foi declarado um estado independente, o Estado de Maracaju, com Campo Grande sendo a capital administrativa. Seu governador foi o renomado médico Vespasiano Martins, então intendente. A sede (ou o palácio do governo) foi instalado no prédio da Maçonaria, de lá partindo as decisões e o planejamento do combate às forças legalistas). A capital legal do Estado, que era Cuiabá (esta recebia maior influência de Goiás, Rio de Janeiro, Paraná e parte de Minas Gerais), continua legalista. Campo Grande acabou, deste modo, tornando-se a capital do estado de Maracaju, anseio concretizado que já era manifestado desde o início do século (o sul independente do norte), mas que durou poucos meses, de 11 de julho até outubro de 1932.

Divisão e criação do estado de Mato Grosso do Sul

Com a vitória legalista, o sonho de divisão é frustrado, mas se reiniciou em 1958, quando dois militares (então coronéis), Ernesto Geisel e Golbery do Couto e Silva, estavam em Mato Grosso para viabilizar a divisão do estado em dois, e concluíram que esta não era apenas viável, mas muito necessária, pois havia uma diferença enorme entre as regiões norte (entrada da Floresta Amazônica) e sul (representada por campos de pastagem). Com o general Ernesto Geisel empossado na Presidência da República nos anos 70, é nomeado o general Golbery do Couto e Silva para a chefia de sua Casa Civil. A região sul finalmente elege a maioria da Assembléia Legislativa Estadual, o que acabou concretizando, em 11 de outubro de 1977, pela Lei Complementar nº 31, a criação do estado de Mato Grosso do Sul, com capital em Campo Grande, instalado em 1979.

[editar] Política

Ver artigo principal: Política de Campo Grande

A Constituição de 1988 determina um novo perfil a gestão local, que passa a obter mais recursos financeiros do governo federal e adquire a si responsabilidades na saúde, educação e gestão ambiental. A política campo-grandense, através da legislação e gestão, desenvolve um papel importante através das ações que podem transformar seu destino nas áreas social, econômico, ambiental e territorial, já que a classe política (vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores, ministros e presidentes) é detentor de poder. Campo Grande tem seu próprio Plano Diretor Municípal, no qual está contemplados a lei de uso do solo urbano, zoneamentos comerciais e plano diretor de turismo, entre outras exigências.

O poder político em Campo Grande é representado pelo prefeito, vice-prefeito e secretários municipais. Para o prefeito criar alguma lei, é preciso a aprovação do Poder Legislativo, sendo este composto pela Câmara dos Vereadores. A gestão do prefeito torna-se mais fácil quando recebe apoio dos vereadores.

[editar] Sistema eleitoral

Campo Grande conta com o maior colégio eleitoral do estado de Mato Grosso do Sul. Seu eleitorado total é de 509.910 (238.974 homens e 270.936 mulheres). Pertence á Comarca de Campo Grande.

[editar] Orgãos públicos federais, estaduais e municipais

[editar] Poder Legislativo

O poder legislativo em Campo Grande é representado pela Câmara de Vereadores, que são responsáveis pela apreciação e aprovação de leis municipais. A cidade é representada por 21 vereadores. Abaixo a lista dos vereadores locais e seus respectivos partidos.

[editar] Poder Executivo

O poder executivo em Campo Grande é representado pelo prefeito, vice-prefeito e secretários municipais, que são responsáveis pela aplicação das leis municipais. A gestão do prefeito torna-se mais fácil para o mesmo quando recebe apoio dos vereadores.

Prefeitura

Paço municipal

Trata-se de uma construção de estilo moderno. Foi construída nos anos 70 e abriga as secretarias da Prefeitura Municipal de Campo Grande e o Gabinete do Prefeito. (Av. Afonso Pena, 3297, Centro).

Prefeitos

De 1899 a 1942, a cidade teve cerca de 39 intendentes e prefeitos. O entra e sai de administradores municipais, em 43 anos, acusava o quanto era difícil governar com estabilidade a cidade. Se todos tivessem cumprido seus mandatos, seriam consumidos 172 anos no poder. Nelson Trad Filho (PMDB) é o atual prefeito.

Cidades gêmeas

[editar] Poder Judiciário

Campo Grande é sede do Poder Judiciário Estadual (Tribunal e Justiça do Estado). Também é sede do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, ou seja, o Estado de Mato Grosso do Sul. O Tribunal de Contas do Estado, embora sediado em Campo Grande, não pertence ao Poder Judiciário nem é um órgão do Poder Legislativo, pois possui autonomia administrativa e financeira. Sua função é auxiliar o Legislativo e fizcalizar a aplicação do dinheiro público.

[editar] Subdivisões

Ver artigo principal: Subdivisões de Campo Grande

[editar] Símbolos oficiais

Ver artigo principal: Brasão de Campo Grande
Ver artigo principal: Bandeira de Campo Grande
Hino oficial

Escrito em 7 de setembro de 1918.

Ver artigo principal: Hino de Campo Grande

[editar] Geografia

Vista da capital
Região central de Campo Grande.
Localização

O município de Campo Grande está localizado geograficamente na porção central de Mato Grosso do Sul, na Serra de Maracaju. Está eqüidistante dos extremos norte, sul, leste e oeste e se situa a 1.134 km de Brasília. Tem posição estratégica, sendo passagem obrigatória para o Paraguai, Bolívia e o turismo no Pantanal.

Possui uma latitude 20º26'34" Sul e a uma longitude 54º38'47" Oeste.

Campo Grande apresenta topografia plana e a formação Serra Geral é constituída pela seqüência de derrames basálticos. Estas rochas efusivas estão assentadas sobre arenitos eólicos da Formação Botucatu e capeadas pelos arenitos continentais, fluviais e lacustres. Sua menor altitude é 490 metros e a maior é de 698 metros, tendo altitude média de 592 metros.

Solo

Os tipos de solos originais que constituem o município são:

  • Latossolo vermelho escuro: solos minerais profundos e bem drenados;
  • Latossolo roxo: solos profundos, bem drenados e com baixa suscetibilidade a erosão;
  • Areias quartzosas: solos minerais, não hidromórficos, textura arenosa, pouco desenvolvido e com baixa fertilidade natural;
  • Solos litóicos: solos rasos, muito pouco evoluídos, apresentam teores baixos de materiais primários de fácil decomposição.
Vegetação

Campo Grande possui um conjunto geográfico uniforme. Se localiza na zona neotropical e pertence aos domínios da região fitogeográfica da savana. Sua cobertura vegetal autóctone apresenta-se com as fisionomias de savana arbórea densa, savana arbórea aberta, savana parque e savana gramíneo lenhosa (campo limpo), além das áreas de tensão ecológica representadas pelo contato savana/floresta estacional e áreas das formações antrópicas. Os tipos de vegetação originais do município são:

  • Cerrado: caracteriza-se por árvores baixas, de troncos retorcidos e cascas grossas, espalhada pelo terreno.
  • Florestas ou matas: caracteriza-se pelo predominio de árvores altas que crescem bem próximas umas das outras.
  • Campos: caracteriza-se pela formação de plantas rasteiras, predominando o capim e a grama.
Hidrografia

Campo Grande localiza-se sobre o divisor de águas das bacias dos rios Paraná e Paraguai. O Aqüífero Guarani passa por baixo da cidade[14], sendo capital do estado detentor da maior porcentagem do Aqüífero dentro do território brasileiro. O município não tem grandes rios, sendo cortado apenas por córregos, ribeirões e rios de pequeno porte. Hidrograficamente segue as seguintes informações:

  • Bacia: Rio Paraná
  • Sub-bacia: Rio Pardo.
  • Rios: Anhanduí e Anhanduizinho
  • Córregos: Prosa, Segredo, Sóter, Pindaré, Vendas, Botas, Buriti, Lagoa, Imbirussú, Ceroula, Serradinho, Cabaça, Cascudo, Bandeira, Bálsamo, Brejinho, Poção, Formiga, Desbarrancado, Olho D'água, Cabeceira, Pedregulho, Nascente, Lageado e Guariroba.
Clima

Em Campo Grande, as temperaturas são bastantes variáveis durante o ano. Predomina o clima tropical de altitude, com duas estações muito bem definidas: quente e úmida no verão e fria e seca no inverno. Nos meses de inverno a temperatura pode cair drasticamente. Precipitação média de 1.500 mm ao ano, com variações durante certos anos (para mais ou para menos). A amplitude térmica é muito grande devido a influência quase nula da maritimidade (a cidade está muito distante do oceano). O tempo em Campo Grande:

Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura Média °C 24.4 24.4 24 23.1 20.4 19.1 19.3 21.8 22.6 24.1 24.3 24.3 22.7
T. Mínima Absoluta °C 12.1 7.4 8.2 7.5 2 1.7 -3.4 (1) -0.4 2 8.8 10.6 14.8 -3.4
T. Mínima Média °C 19.7 20.1 18.3 18.4 16 15.3 14 16 17.5 18.9 19.5 20.4 17.8
T. Máxima Absoluta °C 35,3 34,7 35 34,4 32,5 32 32,6 35,8 39,5 37,4 40,1 (2) 37,2 40.1
T. Máxima Média °C 28,6 30,4 30,2 29,2 27,1 26,1 26,7 29 27,5 30,6 30,4 29,8 29.8
Prec. Média mm 243.3 187.1 145.4 101.2 111.4 44 45.7 39.7 81.1 130 110 229.3 1469
Prec. Máxima 24h mm 109.2 69.8 90 112 147 53.4 60.8 37.3 75.8 102.2 115.1 80.8 147 (3)
Umidade Rel. do Ar % 80.8 80.6 78 77.5 74.8 72.3 65.9 59.6 63.2 67.6 72.5 80.3 72.8
  1. 18 de julho de 1975;
  2. novembro de 1985;
  3. maio de 1986.
Fuso horário

O fuso horário é de -1h com relação ao Horário de Brasília e de -4h ao UTC.

Área territorial

Possui atualmente área total de 8.096,051 km², ocupando 2,26% da área total do Estado. A área urbana totaliza 154,45 km² segundo a Embrapa Monitoramento por Satélite.

Limites

Faz divisa com os municípios de Jaraguari, Rochedo, Terenos, Sidrolândia, Nova Alvorada do Sul e Ribas do Rio Pardo.

[editar] Economia

Crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) (fonte: IBGE)
Ano PIB (R$) PIB per capita (R$)
2000 3.621.488.000,00 5.385,27
2001 3.847.086.995,00 5.593,90
2002 4.802.070.000,00 6.830,00
2003 5.515.740.000,00 7.675,00
2004 6.356.403.000,00 8.658,00
2005 6.903.356.000,00 9.207,00
2006 7.839.567.000,00 10.244,00

Sendo o mais importante pólo econômico de Mato Grosso do Sul, sua arrecadação de ICMS no estado é de 59,83%.

A população economicamente ativa do município totaliza 333.597 pessoas (189.202 homens e 144.396 mulheres) e seu potencial de consumo é de 0,58% (est. 2006).

O cenário de crescimento atual faz com que a cidade possa ter condições de oferecer mais empregos, mas tem como desafio crescer de forma planejada sem que esse boom se torne uma catástrofe social e tire um dos principais chamarizes para o investimento: a qualidade de vida. Um exemplo otimista pode ser observado nos supermercados populares espalhados nos bairros da cidade. Famílias de baixa renda movimentam o comércio local, reflexo do momento de aparente prosperidade. A construção dos quatro novos shoppings centers (Iguatemi Arvoredo, Norte-Sul, Pátio Central e Cidade Morena) na cidade deve gerar mais cinco mil postos de empregos.

De um modo geral, a maior parte da mão-de-obra ativa do município é absorvida pelo setor terciário (comércio de mercadorias e prestação de serviços). A construção civil também desempenha papel muito importante na economia local.

[editar] Setor primário

Na agricultura as principais culturas agrícolas são soja, milho, arroz e mandioca. É o 4º produtor de leite, 6º produtor de mel-de-abelhas (juntamente com os municípios de Amambai, Laguna Carapã e Maracaju), 11º produtor de ovos de galinha, maior produtor de lã e 17º produtor de trigo do estado.

A pecuária bovina abastece os frigoríficos locais, que exportam carne para outros estados do Brasil. Outra atividade importante é a pecuária leiteira. Possui o 3º rebanho suíno, 6º rebanho bovino, 14º rebanho ovino e o 12º efetivo de aves (galinhas, galos, frangos) do estado.

[editar] Setor secundário

A junção dos setores primário e secundário, especialmente na agroindústria, desempenha papel importante na economia local.

Segundo o IBGE, há um total de 1300 indústrias de transformação no município. Principais Ramos: indústria extrativa, editorial e gráfica, roupas (vestuário, calçados e artefatos de tecidos), mobiliário, entreposto de ovos, fábrica de conservas, frigorífico (abate de aves, coelhos e bovinos), beneficiamento e fábrica de laticínios, sucos e extrato de frutas, água mineral e refrigerantes, material de limpeza, farelo e farinha de soja, fábrica de produtos e subprodutos de origem animal, metalúrgica, transporte, madeireira, mecânica, material elétrico e de comunicação, papel e papelão, borracha, produtos farmacêuticos e veterinários, perfumaria/sabões/velas, produtos de matérias plásticas, têxtil, curtume, fábrica de óleo de soja, fábrica de massas e biscoitos, moinho de trigo e fecularia.

Estima-se que só nos pólos industriais devem ser instaladas 180 indústrias nos próximos anos, sendo que 40 estão em fase de execução, o investimento é de R$ 900 milhões com a expectativa de pelo menos 15 mil novos empregos. A Agência Municipal de Desenvolvimento Econômico estima que dentro das 180 indústrias incentivadas nos pólos industrias nas saídas para Cuiabá e Sidrolândia, 40 estão em fase de instalação, 53 já funcionam, 44 cumprem as exigências e apresentam os projetos e 43 foram canceladas ou negadas. Muitas vezes as questões ambientais pesam na hora de não aceitar um investimento.

[editar] Setor terciário

Shopping Popular, mais conhecido como Camelódromo
Shopping Eldorado Campo Grande
Shopping Dom Aquino

Com um razoável desenvolvimento comercial, Campo Grande dispõe de variados estabelecimentos, entre eles supermercados, hipermercados, lojas de conveniências e alguns shoppings centers. O número de estabelecimentos comerciais em 2005 era de cerca de 12 mil, em 2008 há previsão de ultrapassar os 15 mil estabelecimentos e em 2010 pode chegar a 20 mil unidades. Vários grupos acenam para o mercado campo-grandense: a rede varejista Wal-Mart inaugurou em agosto de 2008 sua primeira loja na cidade, o Supercenter Wal-Mart. Pertencente ao mesmo grupo, o Maxxi Atacado, na Av. Cel. Antonino, foi inaugurado em dezembro de 2008. O grupo Pão de Açúcar, dono do Hipermercado Extra, também já demonstrou interesse em montar outra loja na Capital.

Campo Grande dispõe de variados serviços (restaurantes, padarias, confeitarias, bancos, financeiras, órgãos públicos-federais, estaduais e municipais, clubes, hotéis, pousadas, bordéis e motéis).

Centros de compras

Os principais centros de compras de Campo Grande são:

  • O Marrakesh Center localiza-se no centro da cidade e possui 20 lojas. Já foi o maior e principal shopping de Campo Grande.
  • O Shopping Campo Grande fica localizado na Avenida Afonso Pena, principal via urbana de Campo Grande. Possui 180 lojas, 7 âncoras, 10 salas de cinema, praça de alimentação e estacionamento para mais de 2000 veículos.--
  • O Shopping Pantanal dispõe de cerca de 100 lojas, restaurante e praça de alimentação. Possui entrada e saída pelas ruas Dom Aquino e Marechal Cândido Mariano Rondon, uma das ruas mais movimentadas de Campo Grande.
  • O Shopping Pátio Central fica localizado na Rua Cândido Mariano, com entrada também pelas Ruas Dom Aquino e 14 de Julho. dispõe de 51 lojas, 2 âncoras, praça de alimentação e estacionamento coberto para 170 veículos. O Shopping está sendo expandido para um 3º piso que deverá abrigar um cinema.

Serão inaugurados mais quatro shoppings até 2010. A construção desses empreendimentos na cidade deve mobilizar mais de R$ 400 milhões em investimentos. São eles:

  • Iguatemi Arvoredo: pertence ao Grupo Iguatemi, terá mais de 120 lojas, está sendo construído numa área de 40 hectares, localizada na BR-163 norte, ao lado do novo residencial Alphaville Campo Grande;
  • Shopping Brilhante: com 80 lojas, sendo 8 âncoras;
  • Shopping Cidade Morena: que deverá contar com 14 andares com cerca de 230 lojas, sendo 10 andares para estacionamento.
  • Shopping Norte-Sul: que deverá contar com cerca de 200 lojas, além de um hotel da Rede Ibis que quando finalizado, sera o maior shopping da cidade com possibilidade de expansao no futuro;
Bancos

Com relação a bancos Campo Grande conta com:

Tipo de banco Agências
Bancos privados 152
Bancos públicos (Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco do Brasil) 41
Hospedagem

Em Campo Grande a rede hoteleira chega a 50 unidades e o númerode leitos a 4 mil. Faltam dois mil leitos em hotéis para atender a demanda de eventos na Capital. Os investimentos que vem para aliviar essa deficiência é o novo hotel em frente ao Shopping Eldorado Campo Grande, na Avenida Afonso Pena, da rede hoteleira Metropolitan e Hotel Internacional. O prédio terá classificação de quatro estrelas, com oito andares, 200 apartamentos, dois restaurantes, seis salas de conferência, uma sala de ginástica e galeria de lojas que atenderá as classes A e B. As obras da rede Metropolitan iniciaram em março de 2007, com previsão de conclusão até o 2° bimestre de 2010. O custo do investimento deve superar R$ 25 milhões. Outro hotel, o Holiday Inn de categoria cinco estrelas, está sendo construído em frente à Base Aérea, na Avenida Duque de Caxias. O valor desta obra não foi revelado. A obra do hotel faz parte do projeto da prefeitura em trazer a Copa do Mundo de 2014. O proprietário é o empresário Jair Pandolfo, donos de três hotéis em Campo Grande.

Turismo - City Tour

City Tour é o ônibus turístico que atende a cidade. O desenho do coletivo é o grande destaque e foi desenvolvido pela empresa Marcopolo. O modelo é um Viale Double Decker SUNNY de dois andares, sendo o piso superior aberto, o que possibilita aos passageiros uma vista razoável de todos os pontos turísticos. Com capacidade para 74 lugares, possui bancos com cintos de segurança, câmera interna no piso superior, microfone com alto-falantes, itinerário eletrônico, rampa de acesso e espaço reservado para deficientes físicos. Foi idealizado com a parceria entre o Campo Grande Convention & Visitors Bureau e a Prefeitura de Campo Grande. Seu trajeto é concluída em cerca de 2 horas e 30 minutos, num trajeto total de 48 km. Passa em 46 pontos turísticos. Durante o passeio um guia conta um pouco da história de Campo Grande.

[editar] Demografia

[editar] População

Crescimento populacional
1960 74.249
1970 140.140
1975 180.300
1980 291.777
1991 526.126
1996 600.069
2000 663.621
2003 705.975
2008 747.189

Desde a sua criação, a população de Campo Grande tem crescido de maneira constante, com uma população de mais de 747 mil habitantes (31,77% do total estadual) e cerca de 90 hab/km², sendo o terceiro maior e mais desenvolvido centro urbano da região Centro-Oeste e a 23ª maior cidade do Brasil. Entre seus moradores é possível encontrar descendentes de espanhóis, italianos, portugueses, japoneses, sírio-libaneses, armênios, paraguaios e bolivianos. A qualidade de vida de Campo Grande acabou atraindo também muitas pessoas de outros estados do Brasil, especialmente dos estados vizinhos (São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul).

[editar] Imigração

Há pouco tempo, o Brasil havia abolido a escravidão negra, então as necessidades de mão-de-obra nos campos e nas cidades eram uma questão de emergência, e o interesse em receber imigrantes por parte do governo brasileiro veio a solucionar uma questão que já estava se tornando agravante para o País.

Imigração alemã e do leste europeu

Em 1924 a Europa, principalmente a Alemanha, vivia as conseqüências da 1ª Guerra Mundial. Propaganda de fartura e vida melhor era exibida em filmes sobre o sucesso das colônias européias no Sul do País, através de uma Companhia de Colonização Alemã: a "Hacker". Esta Companhia providenciou a vinda de um grupo de Alemães, búlgaros, poloneses, russos, austríacos e romenos, para estabelecerem na Colônia de Terenos, um núcleo agrícola próximo de Campo Grande, demarcado para receber os novos colonizadores. A Companhia de colonização fracassou e a Prefeitura de Campo Grande se responsabilizou pela total assistência aos colonos imigrantes; fornecia alimentos, material agrícola, sementes, remédios, utensílios domésticos, inclusive o transporte das bagagens das famílias, vindas pela ferrovia. O então Prefeito de Campo Grande, Dr. Vespasiano Barbosa Martins não poupou esforços para que a Colônia progredisse, mas os Colonos acostumados com o trabalho mecanizado nas lavouras da Europa, não se adaptaram ao trabalho dura da enxada, e deixaram esta Colônia voltando alguns para a Europa, outros indo se estabelecer no Sul do País.

Imigração espanhola

Nas primeiras décadas do século XX, os espanhóis chegaram à Campo Grande: Os Cubel, os Vasques, os Gomes, Sobral, Pettengil, Caminha e outros. Na década de 20, Francisco Cubel Pastor chega a Campo Grande com esposa e filhos, e funda a Padaria Hodierna Espanhola, e os bisnetos dos imigrantes que aqui vieram, hoje atuam nos mais variados ramos das atividades sociais, políticas e comerciais da cidade.

Imigração italiana

Bernardo Franco Baís foi o primeiro italiano que chegou a Campo Grande e aqui constituiu uma grande família que contribui até hoje para o desenvolvimento político, econômico e social de Campo Grande. Depois, influenciado por ele, vários outros imigrantes aportaram no Sul de Mato Grosso em busca de novas terras, como é o caso de Francisco Giordano que em 1912 junto com sua família fixou-se nesta cidade.

Muitos outros italianos deram grande parcela de contribuição para a cidade, entre eles: Lacava, Mandetta, Molitemo, Menotti, Panutti, Carmelo Interlando, Leteriello, Bacchi, Bertoni, Camilo, Canale, Cândia, Dissoli, Espósito, Fragelli, Matioli, Maymone, Mayolino, Metello, Oliva, Muzzi, Pache, Oliva, Simioli, Tognini, Trivelato, Trombini, Zardo, Crepaldi, Bogarim, Candelorio e vários outros. Todos fizeram e fazem a história da cidade.

Imigração japonesa

A crise que abalou o Japão com suas guerras, desempregos e superpopulação, fez com que criassem a Companhia Imperial de Imigração, e através dela no dia 18 de Junho de 1908, o navio chamado Kasato Maru, chegou ao Porto de Santos, trazendo 781 imigrantes, sendo que 26 famílias viriam para Mato Grosso, informados de suas terras férteis, pouco exploradas, e de clima agradável.

A notícia da necessidade de mão-de-obra para a construção da Ferrovia no Estado de Mato Grosso, com remuneração muito boa na época, exaltou os ânimos daqueles imigrantes que se desiludiram nas fazendas de café de São Paulo e Minas Gerais, e partiram com destino ao Sul de Mato Grosso. Em 1909 um grupo de 75 imigrantes, a maioria de Okinawa partiu de Santos em um cargueiro fretado pela construtora da ferrovia. Vieram pelo Sul até o estuário do Rio da Prata, percorreram parte do território Argentino até o Rio Paraguai, seguindo seu curso até seu destino em Porto Esperança, na base das obras da ferrovia, já em Mato Grosso. Outros vieram pelo Peru, também informados pelos serviços da Ferrovia Noroeste do Brasil.

Aqui as dificuldades também eram desanimadoras, mosquitos, febre amarela, ataque dos índios, com a morte de muitos imigrantes, obrigando alguns a desistirem do trabalho na construção da ferrovia. Com o final da construção da Ferrovia Noroeste do Brasil entre 1914 e 1915, muitos Japoneses se fixaram em Campo Grande. As condições para aqui se estabelecerem eram tentadoras, pela oferta de lotes a preços baixo, com a condição de neles se construir. Como havia deficiência na produção de hortifrutigranjeiros na região, e os preços dos alimentos eram exorbitantes, um grupo de sete famílias, formaram um núcleo de colonização que se chamou Mata do Segredo, e foram estes pioneiros que impulsionaram o surgimento de outros núcleos de Japoneses na região.

A venda de frutas e verduras ainda hoje se concentra nas mãos dos japoneses no Mercado Municipal e na Feira Central com quase 80 anos de existência, e transformando-se também, em ponto turístico da cidade, com suas barracas estilizadas, do sobá, yakisoba e ao espetinho de carne. Gerações de nisseis escolheram profissões liberais como, a medicina, odontologia, engenharia, política, ou comércio, dando continuidade ao crescimento econômico e cultural de Campo Grande.

Imigração paraguaia

A instabilidade que sempre existiu no Paraguai desde a sua independência, obrigando o País a passar por várias guerras, golpes e ditaduras militares, fez com que milhares de Paraguaios deixassem seu País em busca de tranqüilidade e sustento para suas famílias. Devido à grande extensão fronteiriça de Mato Grosso do Sul com este País, e a facilidade em suas fronteiras, ajudou que muitos imigrassem, e continuaram a imigrar para nosso Estado. Em Campo Grande, a maior colônia de imigrantes é a Paraguaia, exercendo sua influência em todas as atividades econômicas, sociais, políticas e culturais.

O primeiro núcleo de paraguaios se deu onde se localiza hoje a Vila Carvalho, com registro da chegada da família de Eugênio Escobar em 1905. A Vila Popular também é formada em sua maioria por Paraguaios que aqui chegaram em 1959, e ali se estabeleceram próximo ao frigorífico, na época o FRIMA, que os empregavam por serem especialista na lida com o gado, principalmente na charqueada, sendo que outras vilas agrupam grande quantidade de Paraguaios. Introduziram-se nas mais variadas atividades do comércio, colocando em prática seus conhecimentos adquiridos no seu País, uns trabalhando com o couro nas selarias e sapatarias; outros como barbeiros, donos de bares, restaurantes e lanchonetes. Alguns, filhos de imigrantes são hoje, advogados, médicos, políticos, dando sua contribuição ao desenvolvimento de Campo Grande.

A influência cultural paraguaia tornou-se a mais marcante no cotidiano do Campo-grandense, com as rodas de tereré (erva-mate com água fria), a polca paraguaia, a guarânia e o chamamé, a festa de Nossa Senhora de Caacupê com missas, terços, muita comida e danças. Na alimentação, a "chipa" e a "sopa paraguaia" fazem parte do cardápio Campo-grandense. O uso de ervas medicinais exerce uma influência significante do costume paraguaio, onde se depara em cada esquina do centro da cidade, com um vendedor de ervas chamado "raizeiro". Os paraguaios também fundaram em Campo Grande o Hospital Adventista do Pênfigo, que trata, entre outras, a doença do fogo selvagem, que foi fundado pelo Pastor Alfredo Barbosa, nos anos 50, curando muitos doentes, graças ao emprego de uma fórmula fornecida por um homem vindo do Paraguai, de nome Jamar. Hoje o atendimento do hospital é feito à pessoas do mundo todo.

Imigração portuguesa

Em 1913 chega a Campo Grande Antonio Secco Thomé com seus filhos Manoel e Joaquim Maria Secco Thomé. Especialistas na arte da Marcenaria e Carpintaria, logo conseguiu trabalho, e em seguida abriram seu próprio negócio. Com o passar dos anos abriram a Firma Thomé S. Irmãos, a mais importante do município, responsáveis por obras importantíssimas para a cidade e vários municípios do Estado de Mato Grosso. Outros Portugueses aqui se estabeleceram e deram sua participação no desenvolvimento da cidade: os Oliveira, Cação, Figueira, Figueiredo, Pereira, Fonseca, Pedrosa, Duarte, Gonçalves, Cardoso, Mateus, Marques, os Dias Barreira e muitos outros.

Imigração sírio-libanesa

A partir de 1912, fugindo das guerras sangrentas que assolavam o Oriente; Sírios, Libaneses, Turcos e Armênios, chegavam ao Porto de Santos. De Santos partiram para Porto de Corumbá, que era o portal de entrada para o Centro Oeste, e o pólo comercial de Mato Grosso. Alguns seguiram para Campo Grande, em lombos de burros e carretas puxados por juntas de bois outros através da estrada de ferro Noroeste do Brasil, chegaram cheios de esperança e dispostos ao trabalho, na próspera Vila de Campo Grande. No início, mascateavam pelo interior do Estado levando suas mercadorias, ao mais distante vilarejo ou fazendas. O mascate virou comerciante, e na rua 14 de Julho, Av. Calógeras e rua 26 de Agosto começaram a montar suas lojas, fartas de mercadorias das mais variadas categorias.

Amim Scafe foi o primeiro comerciante Árabe que chegou a Campo Grande em 1894. A partir daí, outros foram chegando e instalando suas lojas comerciais, sendo eles: Salomão e Felipe Saad, Moisés Maluf e Marão Abalem, Moisés Sadalla, Salim Maluf, Felix Abdalla, Eduardo Contar, João Siufi, Chaia Jacob, Aikel Mansour, Abrão Julio Rahe, Elias Baixa, entre outros. Continuaram contribuindo para o crescimento de Campo Grande de geração em geração, atuando nas mais variadas atividades comerciais, liberais e políticos da capital de Mato Grosso do Sul.

[editar] Infra-estrutura

Condição social
Indicador Situação
Abastecimento hidráulico a água que é consumida vem principalmente dos córregos Lageado e Guariroba.
Energia elétrica desde 2001 uma usina termelétrica inaugurada no município utiliza o gás natural boliviano trazido pelo Gasoduto Brasil-Bolívia.
Habitação o número de imóveis em Campo Grande é de 339.524 unidades (IBGE 2000), entre residências e edifícios (estes são cerca de 930 e aparecem em maior número na região central da cidade). Em breve será a primeira capital do Brasil a eliminar todas as sua favelas
Índice gini 0,610 (est. 2000)

[editar] Educação

Indicador Situação
Analfabetismo 5,4%
Crianças na escola 97,12%.
Educação básica
Escolas Federais 1
Escolas Estaduais 114
Escolas Municipais 124
Escolas Particulares 202
Ensino básico

Segundo o MEC, das 449 escolas de ensino básico, fundamental, médio e profissionalizante, 8 se localizam na zona rural. As 441 escolas da zona urbana se dividem da seguinte maneira:

As escolas que se destacam são: CMCG, SENAC , SENAI, SESC Almirante Tamandaré, SESC Camilo Boni , SESC Horto Florestal e SESI.

Ensino superior

Nos anos 60 Campo Grande abriga a sua primeira instituição de ensino superior, as Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso (FUCMAT), que depois seria a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Nessa mesma década é criada a Universidade Estadual de Mato Grosso (UEMT), com um dos campi instalado na cidade (com cursos nas áreas de saúde, ciências exatas e tecnologia). Depois da divisão do estado passa a se chamar Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (FUFMS), hoje UFMS. Nos anos 70 fundou-se o Centro de Ensino Superior “Professor Plínio Mendes dos Santos” (Cesup), que logo depois passa a se chamar Universidade Para o Desenvolvimento do estado e da Região do Pantanal (Uniderp).

Atualmente, no ensino superior, Campo Grande dispõe de nove estabelecimentos:

[editar] Saúde

Indicador Situação
Mortalidade infantil 13,45 por mil
Leitos do SUS 1474
Leitos privados 989

Em Campo Grande existem 843 unidades de saúde (sendo 27 hospitais), distribuídos entre públicos e privados. Com relação ao número de leitos, Campo Grande oferecem um total de 2463 leitos hospitalares, com 1474 do SUS e 989 leitos privados.

Cemitérios

Dispõe dos seguintes cemitérios:

[editar] Mídia

Meios de comunicação e internet
Ver artigo principal: Mídia de Campo Grande

Dispõe de uma boa infra-estrutura para comunicações que abrange jornais, revistas, rádios e emissoras de televisão. Com relação a internet, Campo Grande dispõe de conexões de banda larga e pontos de acesso público. No entanto, a forma mais comum de acesso para a população é nos próprios hotéis ou com preços normalmente mais em conta, além de cybercafés e LAN houses, casas de jogos em rede. O acesso a internet é bastante difundido em toda zona urbana.

Telecomunicações

O setor de telecomunicações em Campo Grande é atendido da seguinte forma:

Tipo de telefone Número de linhas Operadoras
Fixo residencial 347.482 Brasil Telecom, GVT, NET e Embratel
Móvel celular 648.000 Vivo, Tim, Claro e Brasil Telecom

[editar] Transporte

Com relação ao transporte, Campo Grande é servida por:

  • Rodoviário: Automóvel (BR-060, BR-163 e BR-262, além de rodovias estaduais); Ônibus (no terminal rodoviário operam 20 empresas).
  • Aéreo: Possui um aeroporto internacional que é o maior do estado (Pistas: duas de 2600 m, Área de Embarque: 6 mil m², Empresas de transporte: 5. Distância do Centro: 6 km).
  • Urbano: ônibus, fresquinho, táxi e moto táxi.

[editar] Segurança

A segurança pública é de responsabilidade da Guarda civil, e de delegacias da Polícia civil e militar. A segurança nacional é de responsabilidade das unidades do Exército Brasileiro e da Aeronática.

Comando do Exército
Organização Sigla
2ª Delegacia do Serviço Militar da 30ª C S M 2ª Del SM/30ª CSM
6º Centro de Telemática de Área 6°C T A
9º Batalhão de Suprimento 9º B Sup
9º Companhia de Guardas 9º Cia Gd
9ª Inspetoria de Contabilidade e Finanças do Exército 9ª I C F Ex
14º Companhia de Polícia do Exército 14º Cia PE
18º Batalhão Logístico 18º B Log
20º Regimento de Cavalaria Blindado 17º R C B
30ª Circunscrição de Serviço Militar 30ª C S M
Colégio Militar de Campo Grande C M C G
Comando e Companhia de Comando da 9ª Região Militar Cmdo 9ª RM e Cia Cmdo 9ª RM
Comando e Companhia de Comando do Comando Militar do Oeste e 9ª Divisão de Exército Cmdo CMO/9ª DE e Cia Cmdo CMO/9ª DE
Comissão Regional de Obras da 9ª Região Militar C R O/9
Hospital Geral de Campo Grande H Ge C Grande
Parque Regional de Manutenção da 9ª Região Militar Pq R Mnt/9
Comando da FAB
Organização
Base Aérea de Campo Grande
CINDACTA II
DAC
Hospital da Base Aérea de Campo Grande
Infraero

[editar] Urbanização e arquitetura

Zona Norte.
Reserva Indígena Urbana Marçal de Souza.

Campo Grande tem característica e tamanho dignos de uma metrópole, possuindo avenidas amplas e largas que se cruzam nos sentidos norte-sul e leste-oeste, formando um desenho semelhante a um tabuleiro de xadrez.

Campo Grande experimentou um "boom" de desenvolvimento nas década de 1960, década de 1970 e década de 1980 (condição que acabou facilitando também a construção das primeiras estradas de acesso), sendo grande pólo atrativo de empregos. Já na década de 1990, definhava na ausência de perspectivas econômicas, chegando até mesmo a sofrer déficit nas estatísticas de crescimento, recuperando-se a partir do final desta década. Há uma perspectiva de que no início da década de 2020 conte com mais de 1 milhão de habitantes, podendo assim ser considerada uma metrópole regional. Nos últimos anos houve um grande crescimento de construções voltadas para as classes A e B, ultrapassando R$ 1 bilhão só na fase de implantação. Isso se dá pelas seguintes razões: saturação dos grandes centros (que já não mais têm espaço para determinadas atividades econômicas); da estabilidade econômica e aumento da renda da população local; incentivos municipais e estaduais, que vão desde a isenção de ISS (Imposto sob Serviços de Qualquer Natureza), IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) até doação de áreas e execução de terraplanagem. Também pesa o fato de que na cidade não existe concentração de indigentes se comparado aos grandes centros, que também pesa na hora de atrair investidores. Os programas sociais dos governos conseguiram amenizar a situação crônica enfrentada pelas famílias excluídas.

Entretanto a expansão horizontal da cidade acabou provocando baixa densidade populacional, grandes distâncias, bairros com pouca infra-estrutura, além de inúmeros terrenos vagos. Segundo urbanistas, caberia outra Campo Grande dentro. Será a primeira capital a eliminar todas as favelas e,apesar disso os índices de violência são baixos.

[editar] Cultura

Ver artigo principal: Cultura de Campo Grande

A cultura em Campo Grande é marcada pela diversidade de costumes, música e gastronomia e reflete traços culturais singulares devido a herança deixada pelos índios e diversas raças, como a européia, sírio-libanesa, japonesa, paraguaia, boliviana e pelos migrantes oriundos de outros Estados que aqui se radicaram.

[editar] Religião

As religiões predominantes são a protestante e a católica. Para esta última, a cidade pertence a Arquidiocese de Campo Grande e seu padroeiro é Santo Antônio. Todavia, Campo Grande possui uma das maiores populações evangélicas do País. Igrejas como Batista, Presbiteriana, Metodista, Luterana e Assembléia de Deus possuem muitos adeptos e apresenta crescimento mais acentuado do que o catolicismo. Como a maioria das cidades brasileiras, começou a se desenvolver a beira de um curso d'água e aq sombra de uma igreja. Algumas edificações se mesclam a história da cidade.

[editar] Cultura popular

Produtos regionais

Um dos seus maiores símbolos de Campo Grande nasceu da inspiração de Conceição Freitas da Silva, mais conhecida por Conceição dos Bugres. Suas esculturas de bugrinhos ficaram famosas no resto do mundo. Mesmo depois de sua morte, seus descendentes continuaram seu projeto. O artesanato indígena, principalmente terena e kadiwéu também é muito comum na cidade. Na produção terena se destaca a ceramica, adornos, objetos em palha, barro e tecelagem. Na produção kadiwel se destaca mais o barro. Atualmente na cidade há peças esculpidas em osso e couro de peixe. Esculturas de tuiuiús, garças, onças também se destacam. Também se destacam o artesanato rural como arreio, berrante e agroprodutos. Em prédios públicos como a Casa do Artesão há disponível várias opções (situado esquina da Avenida Calógeras a Afonso Pena, no Centro). Há também a Praça dos Imigrantes, onde é comercializado trabalhos manuais. Campo Grande é um dos maiores núcleos de artesanato do estado, possuindo vários espaços:

  • Barroart: ponto de venda de artesãos do Estado, bar-lanchonete com possibilidade de música ao vivo e plantão para turistas. Iniciou suas atividades em 1999, sendo ponto de referência turistica, pois apresenta cerâmica kadiweu e terena, além dos tradicionais bugres.
  • Feira Central: também conhecida como "Feirona", foi fundada no início dos anos 70 e é a feira mais tradicional e movimentada da capital. Trata-se de um local bastante peculiar, onde diversas culturas e tradições convivem e se misturam. Além de frutas, legumes e verduras, é possível encontrar comidas típicas japonesas (sobá, yakisoba e sushi), além de espetinhos de churrasco e doces caseiros. Na feira, também há bancas de artesanato, além de hippies que vendem brincos, pulseiras e colares. Horário de funcionamento: quarta-feira e sábado.
  • Feira Indígena: localizado na frente do Mercado Municipal, é um espaço doado aos Índios Terena para que possam divulgar e comercializar seus trabalhos artesanais e produtos cultivados.
  • Memorial da Cultura Indígena: situado na única aldeia indígena urbana do país, Aldeia Indígena Marçal de Souza, o Memorial foi construído com bambu e é coberto por palha de bacuri (coqueiro típico da região) em forma de ocas para cultivar um pouco da cultura indígena. Há espaço para exposições e comercialização de objetos de artesanato. A construção contempla os visitantes portadores de necessidades especiais com banheiros adequados.
  • Mercado Municipal Antônio Valente: mais conhecido como Mercadão, sua construção deu-se em 1933 pelos irmãos Fidales e a Prefeitura Municipal. Hoje o local é visitado por todos e principalmente quem vem do interior. É caracteristico o pastelzinho frito na hora e o cafezinho todas as manhãs.
  • Primeiro Traço: aberta em 2001 para exposição de trabalhos de diversos artesãos de Mato Grosso do Sul, sobretudo de Neide Ono, Douglas e família Colombelli e Mariano Neto, entre outros. Praticamente toda a venda de peças é feita para turistas de fora do Estado. Este espaço nasceu da união 49 artesãos.
  • Quiosque da Arte: venda de artesanato local.
Costumes

Os costumes em Campo Grande é a soma de povos que fizeram da região Centro-Oeste do Brasil um rico encontro de tradições.

Influência

Capital do estado que concentra a 2ª maior comunidade indígena do Brasil, Campo Grande mistura influencias de diversas etnias, principalmente dos vizinhos fronteiriços. Desbravada por mineiros, Campo Grande acolheu diversos imigrantes, além de brasileiros de vários estados. Ainda partilha a cultura do estado em que está inserido, o Mato Grosso do Sul. No município é grande a interação com a zona rural. Quem mora na zona urbana se desloca muito para a zona rural, ocorrendo também o contrário. A influencia que o campo exerce na cidade é grande e percebe-se através dos alimentos. Entre os costumes mais fortes da cultura local encontram-se eventos como o Moto Road e a exposição agropecuária local.

[editar] Música

Na música regional destacam-se géneros como o chamamé, guarânia e sertanejo. A mesma é forma importante de expressão e registro da história do povo.

O Cenário Musical

A música Sertaneja é o forte da capital, com várias casas que escolhem este tipo de som para animar suas noites. Também a música pop, rock and roll, blues e MPB tem suas devidas importâncias. Há também muitos adeptos da música eletrônica, movimento que vem ganhando inúmeros eventos ao longo de cada ano em Campo Grande.

  • Grupos
Nome Gênero
Banda Clandestino pop-rock latino
Bêbados Habilidosos blues
Grupo Acaba música regional
Grupo Tradição maxixe e regional
O Bando do Velho Jack southern rock e blues

Ainda podemos encontrar na música regional, músicos/compositores/cantores que não podem deixar de ser citados, dentre eles encontramos: Almir Sater e Geraldo Roca, Família Espíndola, Carlos Colman, João Figar e tantos outros.

[editar] Culinária

A culinária de Campo Grande incorpora vários sabores que conquistam o turista. Na cidade os restaurantes incorporaram ao cardápio local receitas desenvolvidas com produtos regionais. Um exemplo é o nhoque de mandioca com molho de carne-seca. Também se destaca o churrasco de carne bovina (por conta da forte influência gaúcha) com mandioca (hábito adquirido com os índios). Para completar umas gotas de shoyu, tempero japonês a base de soja (shoyu = soja em japonês), que se tornou popular entre os campo-grandenses. Do Japão também veio outro prato típico: o sobá, que é um tipo de macarrão, sendo a primeira cidade no Brasil a dispor desse tipo de restaurante. Os peixes também tem sua impotancia gastronômica, sendo muito comum o pacu, dourados, pintado e piranha. A sopa paraguaia, também muito comum, é um tipo de bolo com milho, cebola e queijo. Outro prato comum é a chipa, semelhante ao pão-de-queijo. Outros pratos que também são comuns são os feitos com pequi, como arroz ou galinha com pequi (cuidado para não se machucar com os espinhos que tem dentro da fruta), além de guariroba e arroz carreteiro com charque.

cidadão consumindo o Tereré

Como bebida típica há o tereré (feito com infusão de erva-mate e água gelada), servido numa guampa geralmente de chifre de boi e com uma bomba, de fácil preparo e tomado nos encontros entre amigos e familiares. Existem regras bem definidas numa roda de tereré e que devem ser respeitadas. A bebida é consumida especialmente fim-de-semana acompanhada de música regional.

[editar] Vida e lazer cultural

A cidade dispõe de vários cinemas, teatros, restaurantes, bares e choperias, possuindo uma vida noturna bastante rica.O campo-grandense é um povo que gosta de novidades, portanto a vida noturna da cidade nunca se estabeleceu de fato. Os bares têm uma atividade limitada a poucos meses, pois após a animação inicial com a inauguração, as pessoas desaparecem e voltam a tomar tereré na frente de casa, assim todos os bares da cidade fecham alguns dias para passar por reformas periódicas, anunciando ‘grandes novidades’ que, em geral, se resumem a uma nova cor da parede; algo que surpreendentemente re-atrai o público. Freqüentemente acontece de dois estabelecimentos passarem por reforma ao mesmo tempo, o que divide a opinião popular que não gosta da idéia de ter que decidir aonde ir. Percebendo isso, os donos dos bares assinaram o ‘Tratado de Tordesilhas’, que diz que “nenhum bar deve estar a mais de 50 metros do outro.” , pois assim podem dividir o mesmo público, que pode comprar um chope no Santo Me, uma porção de fritas no Péssimus, enquanto utiliza o banheiro do Café Mostarda.

Espaços de cultura e exposição
  • Art Galeria Mara Dolzan: realiza exposições culturais e de arte.
  • Centro de Cultura José Octávio Guizzo: nesse espaço são realizadas oficinas gratuitas de arte (dança, teatro, pintura, etc). Possui 02 auditórios e uma galeria para exposições temporárias.
  • Centro Municipal de Belas Artes: possui um teatro para 435 lugares e um auditório para 137 pessoas.
  • Centros de Tradições Gaúchas: em Campo Grande há dois CTGs: CTG Farroupilha e CTG Tropeiros da Querência. OBS: além dos CTGs citados acima, Campo Grande ainda é sede estadual do Movimento Tradicionalista Gaúcho de Mato Grosso do Sul (fundado em 9 de fevereiro de 1990), situado na rua Everest, 325, sala 1.
  • Conjunto Ferroviário: antiga Estação Ferroviária Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (N.O.B.); em 1907 chegou em Campo Grande uma comitiva, chefiada pelo engenheiro Emilio Schenoor, para estudar e definir o traçado da ferrovia da companhia Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que assinou contrato com o Governo Federal, permitindo-a fazer interferência na estrutura da área urbana da cidade. Edificada ao lado da Estação Ferroviária, a vila começou a ser construída com o objetivo de agregar funcionários e seus familiares. A vila localiza-se em torno de uma ruela, próxima ao local do nascimento do ex-presidente Jânio Quadros, ocorrido em 1917 na rua 14 de Julho.
  • Espaço Unimed: no local acontecem exposições mensais.
  • Memorial Apolônio de Carvalho: vários museus e espaços para exposições.
  • Morada dos Baís: é resultado de um projeto do Sebrae/MS, em parceria com a Prefeitura de Campo Grande, que, em 1993, revitalizaram a antiga construção de 1918. Inicialmente tratava-se da residência de Bernardo Baís, um dos primeiros e mais importantes comerciantes da cidade. Com sua morte em 1938, o prédio foi alugado e transformado na Pensão Pimentel, uma das primeiras referências em hotelaria de Campo Grande, que funcionou até 1979, quando foi desativada e caiu no abandono. Após sua revitalização, o lugar se tornou um dos principais pontos turisticos da cidade, sendo parada obrigatória para quem quer saber mais sobre o turismo, a cultura e a história de Campo Grande. Nesse espaço são feitas também exposições temporárias e permanentes.
  • Observatório do Pantanal: conta com teatro municipal para 1,2 mil pessoas, um museu interativo e um planetário.
  • Palácio das Comunicações Jornalista David Nasser: pertence ao governo estadual. Sua torre é muito famosa por ser a maior torre de alvenaria do mundo com 100 m de altura, e também por ter sido ponto de avistamento de objetos não identificados. Em sua estrutura funciona a diretoria de uma rádio FM e da TV Educativa, ligada a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.
  • Salão de Exposições Loyde Bonfim Andrade: realiza várias exposições.
  • Sarau do Zé Geral: trata-se de um espaço para movimentos culturais de diversos gêneros, tendo sido fundado no fim dos anos 90.
  • Usina de Arte Conceição Ferreira: O espaço está ligado às Artes Cênicas e oferece aulas de teatro, além de criar e produzir peças de teatro.
Cinemas

Conta com um total de 17 salas de exibição, sendo 1 para filmes eróticos e uma para filmes mais raros. OBS: com a inauguração de mais três shoppings centers (Norte-Sul, Iguatemi e Brilhante) na cidade até 2010, o número de cinemas irá subir para quase 30.

Museus
Teatros

Atualmente Campo grande possui 10 teatros.

Vida noturna

Campo Grande possui diversão para os mais diversos públicos e sua vida noturna e muito rica e movimentada, tendo várias opções para sair na cidade, especialmente nos fins de semana. Para o calor do fim da tarde há vários bares espalhados pela cidade, um para cada tipo de gosto, especialmente regional. Mas há baladas variadas também: boates, matinês, shows e festas temáticas (de anos 80 por exemplo). A noite vem crescendo cada vez mais com a inauguração de novos bares e casas noturnas. Há ainda os restaurantes e vários destes servem variados tipos de comida, possuindo também a opção de rodízios, principalmente pizzarias. Na cidade há no total quase 1000 estabelecimentos de bares, choperias, lanchonetes e restaurantes.

[editar] Literatura

União Brasileira de Escritores - Seção MS

Surgiu a partir do antigo MEI - Movimento de Escritores Independentes e atualmente congrega escritores da capital e do interior do Estado. Realizou em 1986 a Noite da Poesia de Campo Grande como mostra não competitiva, a partir de 1989 transformada em um concurso de poesia contemplando texto e declamação. O evento que se tornou referência Estadual, hoje acontece em nível nacional. É realizado graças à parceria com a Fundação de Cultura de Campo Grande, que nos últimos anos trouxe grandes nomes para a realização de palestras; entre eles: Adélia Prado, Wally Salomão, Arnaldo Antunes, Nélida Piñon, Gabriel o Pensador e Affonso Romano de Santana.

Academia Sul-Mato-Grossense de Letras
  • Cognominada "Casa Luis Alexandre de Oliveira" com sigla A.S.L., é sucessora da Academia de Letras e História de Campo Grande, fundada em 11 de outubro de 1972 e desde 1979 possui o nome atual. É uma associação de duração ilimitada, que tem finalidade exclusivamente literária e cultural, legalmente constituída em pessoa jurídica. É a associação literária máxima que representa o estado de Mato Grosso do Sul perante a Academia Brasileira de Letras.

[editar] Esporte

A cidade oferece uma razoável estrutura esportiva: recebe todo ano eventos esportivos e automobilisticos importantes como a Formula Truck e a Stock Car. A cidade é também uma das candidatas a ser uma das subsedes da Copa de 2014 no Brasil. O maior estádio universitário da América Latina também se encontra na cidade. Possui vários outros equipamentos esportivos que impulsionam mais o turismo esportivo e atraem milhares de pessoas. Para prática de esportes, existem vários ginásios e centros esportivos espalhados pela cidade.

[editar] Automobilismo

A cidade é servida pelos seguintes equipamentos automobilisticos:

  • Autódromo Internacional Orlando Moura: o autódromo fica 15Km a oeste do Centro de Campo Grande e possui uma pista com 3.433 metros de extensão. Recebe todos os anos etapa nacional da Stock Car, Fórmula Truck e Motovelocidade.
  • Kartódromo Ayrton Senna: o autódromo fica a cerca de 15 km a sul do Centro de Campo Grande, no bairro Cidade Morena, possui uma pista de 930 metros de extensão.

[editar] Futebol

Os principais times municipais são o Esporte Clube Comercial e o Operário Futebol Clube, pois foram estes que jogaram no Campeonato Brasileiro. Outros times profissionais do município são: Associação Atlética Moreninhas, Associação Atlética Portuguesa, Centro Esportivo Nova Esperança (CENE), Clube de Esportes União-CEU, Esporte Clube Campo Grande, Esporte Clube Taveirópolis e o CRAECC (Clube Recreativo dos Amigos do Esporte Clube Comercial).

Copa de 2014

Campo Grande é uma das candidatas a ser uma das subsedes da Copa de 2014 no Brasil. A cidade possui razoável infra-estrutura que atendem as exigencias da FIFA, além de um bom planejamento urbano. Campo Grande concorre diretamente com a cidade de Cuiabá e indiretamente com as cidades de Goiânia e Brasília para ser sub-sede. Foi oferecido o Estádio Pedro Pedrossian, o Morenão, para ser a sede dos jogos no município.

[editar] Pontos turísticos

Campo Grande dispõe de uma grande infra-estrutura turística tanto para o turismo tradicional quanto para turismo de eventos e turismo histórico. Oferece várias opções de hotéis e equipamentos de lazer rural e urbano, sendo considerada um importante ponto turístico em território brasileiro. É por Campo Grande que começa toda aventura turística dos que se propõem a conhecer o Pantanal.

Turismo contemplativo
Templo da IURD
Praça Cuiabá
Praça central de Campo Grande
Ônibus turístico ou City Tour
Monumento à imigração japonesa
Morada dos Baís, construído por Bernardo Franco Baís em 1918
Praça da República, mais conhecida como Praça do Rádio
O Relógio Central de Campo Grande, atualmente na esquina da Rua Calógeras com a Avenida Afonso Pena, outrora localizava-se entre a Rua 14 de Julho e a Avenida Afonso Pena

Áreas verdes

Aves cortando o céu e animais em parques urbanos. Visitar a cidade é estar em contato com a natureza. Suas áreas verdes são locais para a contemplação, lazer e prática de exercício. Há uma variedade de locais na cidade. Campo Grande dispõe das seguintes áreas verdes:

  • Áreas fechadas
  • Lagos
  • Lago do Amor: já mereceu este nome: nos anos sessenta e setenta foi refúgio de lazer do campo-grandense, com bar, pedalinhos, e muita moça bonita. Ganhou esse nome por ser cenário frequente de namoros no carro, ao som, certamente, de ié-ié-ié. Atualmente está abandonado.
  • Lagoa do Parque: grande lago formado próximo à nascente do córrego Prosa.
  • Lagoa Itatiaia: quem mora próximo à lagoa freqüenta o local para contemplar a natureza, praticar exercícios físicos e livrar-se do estresse do dia-a-dia; o problema é que a lagoa, que foi revitalizada em dezembro de 2003, esta descuidada.
  • Parques
  • Parque Anhanduí: localizado na confluência do córrego Segredo com o córrego Prosa. Possui sede administrativa e teatro de arena.
  • Parque Ayrton Senna: o parque oferece um espaço amplo para eventos e exposições, além de contar com diversas quadras de esporte. O parque oferece também oficinas culturais para diversas faixas etárias.
  • Parque Cônsul Assaf Trad: são 258.800 m² de uma área contígua ao empreendimento em um parque com muito muito verde, 3 lagos, trilha, estações de alongamento, um playground e um anfiteatro. Depois de pronto, o parque foi doado ao município e passou a ser mais uma opção para passeios com a família e convívio com a natureza.
  • Parque Ecológico do Sóter: inaugurado no fim de 2.004, é um dos parques mais novos da cidade. Projetado como parque modelo, oferece área verde de 22 hectares, quadras poliesportivas, pista de skate e patinação, pista de cooper, ciclismo e quiosque com churrasqueira.
  • Parque Estadual do Prosa: anexo ao Parque das Nações Indígenas e Parque dos Poderes, possui área de 135 hectares onde fica a nascente do rio Prosa. Local com trilhas para pratica de esportes radicais. No mesmo parque esta situado o CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) e espaços para exposições e vendas de artesanatos regionais.
  • Parque Estadual Mata do Segredo: possui 177,58 hectares e utilizado também para fins de pesquisa científica, educação ambiental, recreação e turismo em contato com a natureza. Situada na zona norte de Campo Grande, pertence ao Exército.
  • Parque Florestal Antônio de Albuquerque: chamado também de Horto Florestal (desde 1956), o parque possui uma área verde de 4,5 hectares. Abriga espaço de lazer e várias espécies de árvores nativas, preservando suas características próprias. O local dispõe de orquidário, espelho d’água com espaço para manifestações culturais, pista de bicicross, pista de skate, teatro de arena coberto para atividades múltiplas (capacidade para cerca de 2.000 pessoas), projeto de reflorestamento e paisagismo, biblioteca pública e centro de convivência para idosos.
  • Parque Jacques da Luz: o parque oferece um espaço amplo para eventos e exposições, além de contar com diversas quadras de esporte. O parque oferece também oficinas culturais para diversas faixas etárias.
  • Parque das Nações Indígenas: considerado o maior parque urbano do mundo, com uma extensão de 119 hectares, o local oferece infra-estrutura adequada para a prática de lazer e esporte. Possui uma pista asfaltada para caminhada de 4000m, quadra de esportes, pátio para skate e patins, sanitários, lanchonetes, policiamento e um grande lago formado próximo à nascente do córrego Prosa. Disponibiliza também um local destinado a shows e apresentações. Cerca de 70% da vegetação do parque é formada por gramas e árvores ornamentais que fazem parte do projeto de paisagismo do parque. Uma grande quantidade de espécies de árvores são preservadas, como jenipapo, mangueira e aroeira.
  • Parque dos Poderes: possui como característica a paisagem do cerrado. Os pequenos prédios que abrigam os diversos setores da administração estadual se espalham ao longo das avenidas, dando ao conjunto aspecto de perfeito equilíbrio ambiental. Destacam-se na paisagem a Torre da TV Educativa (apontada como a mais alta de alvenaria no País) e o Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, um dos maiores e mais bem equipados centros de convenções do interior do Brasil. Dirigir no parque á noite exige atenção para não atropelar algum bicho (lobinhos, quatis e tatus) que mora na reserva adjacente. E de dia também porque, principalmente nos fins de semana, o parque é tomado pelos adeptos da caminhada e da bicicleta.
  • Praças
  • Praça Ary Coelho: localizada no centro da capital, o local abrigou o primeiro cemitério de Campo Grande (na época, arraial de Santo Antônio), tornando-se praça em 1909 com o novo traçado da cidade. Em 1954 recebeu o nome de Praça Ary Coelho em homenagem ao Prefeito de Campo Grande, assassinado em 1952, em Cuiabá-MT. A praça costuma abrigar shows musicais, além de apresentações de teatro e capoeira. É a praça mais tradicional da capital.
  • Praça Cuiabá: conhecido também por Monumento Cabeça de Boi, seu traçado topográfico foi feito em 1923, no início da construção dos quartéis e da Vila Militar do Exército. O local, na época da inauguração do Coreto (1925), ainda não era uma praça, mas apenas uma rotatória na confluência das ruas Dom Aquino, Marechal Rondon e Duque de Caxias.
  • Praça das Araras: dispõe de quadra esportiva, espelho d'água, parque infantil e o monumento das araras. Também conhecida como Praça União. Foi inaugurada junto com o Mercado Municipal em 1964. O monumento foi criado pelo artista Cleir para despertar a atenção da população para a preservação da arara azul. Após o término da construção do complexo Cabeça de Boi, em 1996, a praça foi totalmente remodelada. Por causa das polêmicas esculturas das araras, que lhes emprestam o nome, a Praça das Araras é uma das mais procuradas pelos campo-grandenses e visitantes. O monumento das araras foi idealizado pelo artista plástico Cleir.
  • Praça Esportiva Belmar Fidalgo: possuindo toda infra-estrutura esportiva, foi construído em 1933 como estádio de futebol. Em 1987, tornou-se uma praça esportiva. Em 1994, o local passou por uma grande reforma. Na Praça Esportiva Belmar Fidalgo existem duas quadras poli esportivas, arena para quadras de areia, pista de cooper, banheiros, duchas, campo de futebol suíço, playground infantil, área para ginástica, lanchonete, sede administrativa, muito verde e uma forte iluminação. O local é muito freqüentado, sobretudo aos finais de semana.
  • Praça dos Imigrantes: a praça é dividida em duas partes: uma com lanchonete e banheiros e outra com 30 estandes onde são vendidos trabalhos artesanais. Neste local, ainda há um mini palco que é utilizado para apresentações em dias comemorativos, como Dia das Mães, Dia do Artesão e Dia do Índio, entre outras.
  • Praça Lúdio Martins Coelho: conhecida também por Praça Itanhangá, é uma área verde onde podem ser encontradas nascentes de água. Possui pista de Cooper, quiosques e um parque infantil.
  • Praça Oshiro Takemori: na praça funciona a Feira Indígena, que possui três quiosques em formato de oca onde são comercializados produtos naturais (raízes medicinais, palmito, variedades de pimenta, milho verde, abóbora, conservas de pequi, etc) e peças de artesanato indígena. Possui um espaço para eventos que comporta 500 pessoas.
  • Praça da República: conhecida como Praça do Rádio, por ficar em frente á sede do Rádio Clube. O terreno pertencia à Diocese de Campo Grande, que fez uma permuta com a Prefeitura Municipal para a construção da Praça da República. No local, costumam acontecer feiras e shows musicais. A praça também abriga uma pequena loja de artesanato regional.
  • Praça Vilas Boas: conhecida também como praça do peixe, por ter um formato semelhante á de um peixe. Foi toda revitalizada e é mantida pelos moradores. O Bairro Vilas Boas concentra muitos artistas- plásticos, artesãos e músicos.

Outros locais

Os monumentos são marco de sua história e eterniza a importância dos povos que contribuíram para a evolução urbana de Campo Grande. Algumas edificações se mesclam a história da cidade:

  • Aquário Municipal de Campo Grande: será inaugurado em 2010 e terá 30 mil metros quadrados.
  • Monumento do Aviador: o avião foi usado na Segunda Guerra Mundial, que guarda a entrada da Base Aérea, homenageando o Tenente Aviador Chaves Filho, Sub Comandante da Base.
  • Monumento ao Índio: monumento que simboliza a cultura indígena.
  • Monumento da Imigração Japonesa: O monumento marca a chegada da colônia japonesa ao Estado, no início do século XX. A obra é do escultor Yutaka Toyota e está localizada na área central da Praça da República, sendo inaugurada no dia 26 de agosto de 1979 em homenagem aos 70 anos da imigração japonesa. O monumento representa a maqueta de uma casa típica japonesa.
  • Monumento Carro de Boi: conhecido também por Monumento dos Imigrantes, é considerado o Marco da Fundação da cidade. Este monumento marca o local onde chegaram as primeiras famílias de migrantes em Campo Grande, que vieram de Minas Gerais desbravar a região. Idealizado pela artista plástica Neide Ono e construído em 1996, o monumento é representado por um carro de boi, meio de locomoção utilizado pelos colonizadores da cidade. Localizado ao lado do Horto-Florestal.
  • Monumento Pantanal Sul: o monumento é representado por dois tuiuiús, símbolo do Pantanal.
  • Obelisco: construído em homenagem aos fundadores da cidade, o Obelisco foi inaugurado no dia 26 de agosto de 1933, na gestão do então Prefeito Ytrio Corrêa da Costa, num projeto do Engenheiro Newton Cavalcante, na época comandante da Circunscrição Militar. Foi tombado como Patrimônio Histórico de Campo Grande em 26 de Setembro de 1975.
  • Relógio Central: originalmente construído na confluência da rua 14 de Julho com a avenida Afonso Pena, foi ponto de referência da cidade, onde aconteciam grande reuniões e comícios políticos. A réplica existente, inaugurada em 2000, imita o original, que media 5 metros de altura, possuía um relógio com quatro faces e foi demolido em nome do progresso.
  • A importância dos templos históricos
  • Catedral de Nossa Senhora da Abadia: construída por volta de 1880, sendo a primeira igreja construída na cidade e é homenagem ao santo protetor de José Antônio Pereira, fundador da cidade. Foi demolida em no ano de 1922 para a construção da atual igreja matriz, tendo recebido o título de Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Abadia depois da bênção do Papa João Paulo II em 1991.
  • Igreja de São Benedito: A igreja está intimamente ligada a ex-escrava Eva Maria de Jesus, a Tia Eva. Líder de sua comunidade, ela construiu a igreja em 1910 para pagar uma promessa feita a São Benedito. A igreja foi decretada Patrimônio Cultural de Campo Grande em junho de 1998. A imagem de São Benedito, esculpida em madeira e trazida de Goiás por Tia Eva, permanece até hoje no local. Tia Eva faleceu em 1926 e seu corpo está sepultado em frente a capela. Desde 1905, os devotos do santo e descendentes da Tia Eva reúnem-se para a tradicional Festa de São Benedito, no mês de maio, que inclui eventos culturais, bailes, comidas típicas, leilões e jogos de quermesse, rezas e fogos de artifício.
  • Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro: fundada em 1938, localiza-se em um dos primeiros bairros da cidade, o Amambaí.
  • Paróquia de São Francisco de Assis: localiza-se ao lado da estação ferroviária e uma das poucas igrejas que ainda conservam sua arquitetura original, é utilizada para prática religiosa e cultos e pertence aos padres franciscanos, formando com o conjunto ferroviário um marco referencial urbano da parte antiga da cidade. Considerada uma das maiores construções históricas de Campo Grande.
  • Paróquia São José: construída em 1938, possui belos vitrais e é uma das mais frequentadas na cidade.
  • Templo da Igreja Presbiteriana Central de Campo Grande: templo construído em 1935 e um dos mais procurados para casamentos.
Turismo rural

Na cidade há também a opção do turismo rural. Pode-se conhecer estâncias, pousadas rurais, pesque-pagues, trilhas ecológicas, cachoeiras e fazer esportes radicais e cavalgadas. No day-use o turista pode conhecer a história e cultura dos peões locais, além de ter a opção de comprar guloseimas e artesanato rural.

Turismo de eventos
Centro de Eventos Albano Franco

Campo Grande se destaca no quesito turismo de eventos no Brasil, oferecendo muitas oportunidades de negócios. Recebe vários eventos nacionais e internacionais, dispondo de ótima infra-estrutura de serviços.

[editar] Eventos

Mês Evento(s)
Data móvel Expogrande; Moto Road
Janeiro Festa de Santo Reis
Fevereiro Carnaval de Rua
Maio Festa de São Benedito
Junho Arraial de Santo Antônio
Agosto Bon Odori; Corrida do Facho; Desfile Cívico-Militar; Morena Folia; Passeio Ciclistico
Outubro Festas das Nações
Dezembro Festa de Nossa Senhora do Caacupé

[editar] Filhos ilustres

Relação dos campo-grandenses conhecidos no Brasil e/ou no mundo. Há várias gerações de pessoas ilustres:

Nome Profissão
Alberto Luiz de Souza jogador de futebol
Almir Sater violeiro e cantor
Aracy Balabanian atriz
Diego Ferrero compositor, músico e cantor
Geraldo Espíndola compositor, músico e cantor
Glauce Rocha atriz
Gracyanne Barbosa dançarina
Helena Meireles violeira e cantora
Humberto Espíndola artista plástico
Hoover Orsi piloto de competições
Jânio Quadros político e ex-presidente da república
José Viegas ex-ministro da Defesa
Jussara Freire atriz
Lídia Baís artista plástica
Luís Antônio Corrêa da Costa (Müller) jogador de futebol
Marcelo Saragosa jogador de futebol
Patricia Hadlich jornalista do SBT
Priscila Pires BBB 9
Reginaldo Leme jornalista
Rodolpho Leone bailarino
Sidney Rezende jornalista
Sônia Abrão jornalista
Talita Antunes jogadora de volei de praia (rainha da praia 2008 e 4 lugar em Pequim)
Tetê Espíndola cantora
Veruska Donato repórter da TV Globo
Victor Henrique Woitschach (Ique) cartunista e ilustrador

Referências

  1. 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. Estimativas da população para 1º de julho de 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 5 de setembro de 2008.
  3. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  4. 4,0 4,1 Produto Interno Bruto dos Municípios 2003-2006. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (16 de dezembro de 2008). Página visitada em 4 de janeiro de 2009.
  5. CEP de cidades brasileiras. Correios. Página visitada em 31 de Julho de 2008.
  6. Eleitorado de Mato Grosso do Sul. TRE-MS. Página visitada em 30 de Julho de 2008.
  7. Urbanização das cidades brasileiras. Embrapa Monitoramento por Satélite. Página visitada em 30 de Julho de 2008.
  8. "IBGE"
  9. Sidra. IBGE. Página visitada em 29 de Julho de 2008.
  10. Portal Uniágua: Aquífero Guarani
  11. Divisão do estado de Mato Grosso completa 30 anos, Globo.com, 11 de outubro de 2007
  12. Portal Exame, As campeãs em infra-estrutura, 16 de novembro de 2006.
  13. "O município de Campo Grande - estado de Matto Grosso" 1919, páginas 9-10; reeditado pelo Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, em 2003"
  14. Aquífero Guarani. Portal Uniágua. Página visitada em 29 de Julho de 2008.

[editar] Ver também

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[editar] Ligações externas

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