Cateretê

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O cateretê é uma dança rural brasileira conhecida desde eras remotas. Seu o nome é tupi a dança apresenta características indígena. Dança-se em duas filas, uma de homens e outra de mulheres, que evolucionam uns diante dos outros ao som de palmas e bate-pés, sendo o acompanhamento constituído por duas violas. Os violeiros cantam no intervalo da dança e dirigem as evoluções do bailado.

Segundo opinião corrente, a dança tem origem nos povos ameríndios, tendo sido aproveitada pelo padre Anchieta (1534-1597) nas festas católicas da catequese. Não há, porém, nenhuma descrição coreográfica de tal cateretê primitivo. As primeiras ligeiras referências a ele datam do fim do século XIX, sendo que as descrições minuciosas são todas recentes. A dança se executa sempre em fileiras formadas por homens de um lado e mulheres de outro.

O caipira paulista considera que "todas as danças são invenção diabólica exceto o cateretê, porque esta foi abençoada e até praticada por Jesus, quando em sua peregrinação histórica". Para Mário de Andrade, esta superstição é uma sobrevivência histórica. Os jesuítas, no afã de retirar os índios e primeiros mestiços de suas práticas pagãs (sempre coreográficas), teriam enegrecido as danças ameríndias com o anátema divino menos o cateretê, que adotaram, substituindo-lhe os textos pagãos por outros católicos em tupi.

Os compositores urbanos de música popular adotaram por vezes o ritmo do cateretê nas suas produções tanto vocais como instrumentais, conservando até mesmo o nome como indicativo do gênero.