Chinua Achebe

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Chinua Achebe
Nascimento 16 de novembro de 1930
Ogidi, Protetorado britânico da Nigéria
Morte 22 de março de 2013 (82 anos)
Boston, Estados Unidos
Ocupação escritor
Principais trabalhos Things Fall Apart

Chinua Achebe (Ogidi, 16 de novembro de 1930Boston, 22 de março de 2013) foi um romancista, poeta, crítico literário e um dos autores africanos mais conhecidos do século XX.[1] [2] Achebe escreveu cerca de 30 livros (romance, contos, ensaio e poesia), alguns dos quais retrataram a depreciação que o Ocidente faz sobre a cultura e a civilização africanas, bem como os efeitos da colonização do continente pelos europeus, mas também escreveu obras abertamente críticas à política nigeriana.[3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Albert Chinualumogu Achebe nasceu em Ogidi no início da década de 1930, 30 anos antes da Nigéria se libertar do domínio colonial britânico. Fez seus estudos básicos em um colégio missionário e, embora educado na cultura ocidental, também foi criado na cultura tradicional Igbo, seu grupo étnico, no sudeste da Nigéria. Quando chegou a universidade, ele renegou o seu nome britânico, Albert, para assumir o seu nome Igbo: Chinualumogu (Chinua abreviado).[4]

Sua obra mais conhecida é O Mundo se Despedaça (em inglês: Things Fall Apart), publicada em 1958, quando ele tinha 28 anos, e que foi traduzida para mais de cinquenta línguas. O romance tratava de considerações a respeito dos conflitos entre o governo colonial britânico e a cultura Igbo. Outros destaque da sua carreira literária foram A paz dura pouco, A flecha de Deus e A educação de uma criança sob o protetorado britânico.[5] Ele foi um crítico da maneira como os autores estrangeiros retratavam a África, especialmente no livro O Coração das Trevas, de Joseph Conrad.[5]

O escritor deixou sua pátria várias vezes para trabalhar como professor nos Estados Unidos e passou a morar definitivamente nesse país em 1990, após sofrer um acidente de carro que o deixou com problemas motores.[3] Ainda assim, lecionava na Universidade de Brown. Mesmo sendo muito respeitado na Nigéria, tanto pela sua obra literária quanto também pelas suas tomadas de posição, Achebe criticava frequentemente os dirigentes nigerianos, pela corrupção e má administração do país, tendo recusado por duas vezes ser condecorado pelas autoridades locais.[6]

Em 2007, foi galardoado com o prestigioso Prémio Internacional Man Booker.[6] Em 2012, ele lançou o livro There was a Country: a Pessoal History of Biafra, onde relembrou suas vivências na época do conflito em Biafra e o governo central da Nigéria, quando Achebe desempenhou funções diplomáticas e fez parte do Ministério de Informação de Biafra até o fim da guerra.[3]

Achebe morreu em Boston, aos 82 anos, em 22 de março de 2013.[3]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]