Chupeta

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Chupeta
Um bebê chupando os dedos

A chupeta ou pipo é um objeto para crianças entre aproximadamente duas semanas de idade até aos três a cinco anos de idade. Sua função é substituir o mamilo materno. Sua utilização é altamente questionável. Com a evolução da medicina foi descoberto que isso traz muitos malefícios sérios e irreparáveis ao bebê. Um exemplo são os defeitos na arcada dentária. A utilização desse objecto traz também malefícios na relação mãe-filho, pois diminui os laços que deveriam haver entre eles. No entanto, estudos mostram que o uso da chupeta pode trazer benefícios, como por exemplo, a diminuição do risco de morte súbita das crianças recém-nascidas.

O que parece ser conhecimento estabelecido, é que os bebês têm uma necessidade básica de sugar e que chupar o dedo, por exemplo, ocorre normalmente no útero, e que movimentos de sucção e engolir são exibidos entre a 13ª e a 29ª semanas do desenvolvimento pré-natal.

Usando técnicas naturais de alimentação - isto é, amamentação no peito sempre que o bebê o requer, este desejo básico de sucção parece ser razoavelmente satisfeito. Por exemplo, os caçadores-colecionadores [Kung] da África prendem seus filhos com tiras a seus lados, ao alcance da boca a suas mamas. De fato, o intervalo médio entre as mamadas é de apenas 13 minutos. Outros pesquisadores fizeram observações similares em outros continentes e tribos. Em algumas sociedades primitivas a avó, por exemplo, oferece sua mama a uma criança como tipo de chupeta. Talvez não seja surpresa que dentro dessas assim chamadas tribos primitivas as necessidades de sucção das crianças sejam totalmente satisfeitas pelas mamas.

Entretanto, no mundo desenvolvido as mães normalmente não prendem suas crianças às suas costas ou lados. A amamentação é normalmente realizada com base em um horário estrito. Nesses casos o desejo básico de sucção parece não ser totalmente satisfeito e consequentemente as chupetas são usadas para aproximar o intervalo.

História[editar | editar código-fonte]

As chupetas possuem uma longa história. Escavações na Itália, Chipre e Grécia sugerem que as chupetas têm pelo menos 3000 anos de idade. Entretanto, elas apareceram pela primeira vez na literatura médica, na Alemanha, em 1473 quando foram descritas por Bartholomäus Metlinger, e aproximadamente na mesma época um quadro da Madonna e Criança pintado por Albrecht Dürer mostra uma chupeta de pano.

Normalmente essas chupetas primitivas eram feitas de linho trançado, na qual substâncias como mel, leite adocicado, conhaque, láudano e até mesmo sementes de papoula poderiam ser colocadas. O uso de láudano adocicado (ópio misturado com álcool) tornou-se um grande escândalo na metade do século XIX. Essas chupetas de pano eram amarradas ao berço ou ao cobertor ao invés de na roupa do bebê, como é mais comum atualmente.

Nos anos de 1800, os comentários médicos sobre as chupetas de pano eram em geral altamente críticos. Christoph Jakob Mellin afirmou que a chupeta de pano produzia uma boca grande e lábios grossos. Ele também contestou sobre os panos serem umedecidos nas bocas das mães e enfermeiras o que poderia transmitir doenças venéreas.

A primeira patente sobre teta de borracha flangeada que se parece com uma chupeta moderna foi obtida em 1845. Ao final desse século, a borracha havia substituído totalmente os materiais mais tradicionais. Um catálogo inglês em 1882 mostrou que algumas delas possuía anéis e proteção anexados. Até 1900 a proteção e anel tornaram-se acessórios padrão como era a teta ou bico de borracha. Várias patentes foram concedidas nessa época e essas invenções são claramente reconhecidas como versões imaturas de seus equivalentes de hoje.

As babás do início do século XX demonstravam uma total antipatia pelas chupetas. Em um livro publicado em 1909 ("Mrs. Blossom on Babies") Helen Hodgson declarava que as chupetas eram uma invenção do diabo para tentar as mães a causarem danos a suas crianças, e adicionou que “Se o Senhor tivesse a intenção que pequenos bebês estivessem sempre chupando algo Ele os teria enviado já com chupetas em torno de seus pescoços”. Esta é uma imagem irônica à luz de tragédias futuras que surgiram da prática de amarrar chupetas em volta dos pescoços de bebês. Livros sobre bebês publicados entre 1930 e 1955 eram quase unânimes em condenar a chupeta como uma ameaça à saúde, uma causa de desfiguração da boca, de aftas e vários distúrbios digestivos. Não foi sem surpresa que entre 1900 e cerca de 1975 o projeto básico de uma chupeta evoluiu muito lentamente.

Mais recentemente, houve uma aceitação mais qualificada da chupeta, particularmente como uma alternativa ao sugar o dedo. Ao mesmo tempo, o uso da chupeta aumentou de forma gradual até o ponto em que em alguns países desenvolvidos 80% de todos os bebês e crianças pequenas se deliciam com esta forma não nutritiva de sugar e as vendas anuais de chupetas na Europa ultrapassaram 80 milhões de unidades.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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