Ciberterrorismo

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Ciberterrorismo é a expressão usada para descrever os ataques terroristas executados pela Internet, com o objetivo de causar o danos a sistemas ou equipamentos. Qualquer crime informático que ataque redes de computador pode ser classificado como ciberterrorismo, em que geralmente as ferramentas utilizadas são os vírus de computador. A facilidade com que os ataques são realizados e os danos que podem causar preocupam países pelo mundo todo.[1] O caso mais notório desses ataques ao Estado aconteceu em 2007 na Estônia, em que ciberterroristas atacaram os sites do governo, o que para Estônia, um país que tem quase todos os seus serviços na Internet, sendo considerado um país digitalizado, causou vários problemas nesses serviços, afetando diretamente a população. Vários outros incidentes como esse, mas em menor proporção, foram documentados.[2]

Ameaça[editar | editar código-fonte]

A Internet torna-se uma poderosa arma digital na mão dos ciberterroristas. Assim como vários países espalhados pelo mundo, os Estados Unidos atentam para o perigo dos ataques virtuais. Como os ciberterroristas conseguem acessar qualquer informação dos sistemas do governo, o terrorismo pela Internet é considerado uma ameaça para a integridade do Estado. Steven Chabinsky, o diretor do FBI responsável pela investigação dos cibercrimes, considera que o ciberterrorismo afeta a própria existência do país. Diz que outros governos e seus hackers podem estar interessados em enfraquecer os EUA, e que o ciberterrorismo está cada vez mais envolvido com o crime organizado. Afirma que a investigação do ciberterrorismo é a prioridade do FBI.[3]

Preparação para uma possível Ciberguerra[editar | editar código-fonte]

Os serviços de segurança das principais potências mundiais já se preparam para a ciberguerra, investindo em sistemas de segurança para prevenção de novos ataques. A Interpol, serviço que integra polícias de diferentes países, propôs, em 2010, a criação de um sistema global de identidade. O assunto, tratado em uma conferência realizada em Hong Kong tratou de soluções para prevenção do ciberterrorismo. O secretário-geral da Interpol, Ronald K. Noble, afirma que a dificuldade de identificação na rede agrava ainda mais a situação, considerando o encorajamento de hackers. O secretário-geral afirma que as polícias precisam de um canal seguro para se comunicar, livre de ciberterroristas.[4]
No Brasil, autoridades e pessoas relacionadas à área de segurança na virtual clamam para que a Internet deixe de ser um território "sem lei". Por enquanto, o que mais recebe atenções na Internet são imagens e outros conteúdos com direitos autorais que são trocadas ilegalmente pela rede. Em muitos países as leis de direitos autorais estão em vigor, no Brasil porém, não há fiscalização na prática e esses arquivos são trocados livremente. Vários governos pelo mundo já se movimentam contra a pirataria on-line e o ciberterrorismo, propondo formas para que as leis normais sejam aplicadas também na Internet. Essa intenção pela regulamentação e controle do uso da Internet, tornou-se evidente no caso WikiLeaks. A lei começa a tornar-se mais presente no mundo virtual.[5] Há a clara intenção de que as operadoras telefônicas cadastrem o IP de seus usuários para que a identificação se crimes na Internet seja feita de forma mais rápida, porém, não há nenhum projeto confirmado.

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências