Daniele Barbaro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Daniele Barbaro, por Paolo Veronese

Daniele Matteo Alvise Barbaro (também chamado Barbarus) (Veneza, 8 de Fevereiro de 1514-1570) foi um tradutor e comentarista italiano do Vitruvius.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Era filho de Francesco di Daniele Barbaro e Elena Pisani, filha do banqueiro Alvise Pisani e de Cecilia Giustinian[1] . Barbaro estudou filosofia, matemática e óptica na Universidade de Pádua.

Seu irmão era Marcantonio Barbaro. Juntos construíram a Villa Barbaro.

Barbaro teve uma significante carreira política, servindo ao governo veneziano como embaixador em Londres, junto ao patriarca da Aquileia e representante da República de Veneza no Concílio de Trento (1561).

Foi retratado pelo pintor Paolo Veronese (1565-67).

Em 1557 foi eleito coadjutor (sacerdote adjunto) do Patriarca da Aquileia e tradutor do Vitruvius, Giovanni Grimani.

Produção e relações humanistas[editar | editar código-fonte]

A fama de Barbaro deve-se principalmente à sua vasta produção de escritos nas artes, matemática e cartas. Cultura humanista, foi amigo e admirador de personalidades como Andrea Palladio (1508-1580), Pietro Bembo (1470-1547) e Torquato Tasso (1544-1595).

Seus trabalhos incluem: uma edição de comentários na Retórica de Aristóteles, por seu tio-avô Ermolao Barbaro (Veneza, 1544); uma edição de Ermolao Barbaro Compendium scientiae naturalis (Veneza, 1545); tradução comentada do Dieci libri dell'architettura di M. Vitruvio (Dez livros sobre arquitetura por M. Vitruvius, Veneza, 1556), que publicou depois numa versão em latim (M. Vitruvii de architectura, Veneza, 1567); um importante tratado da ciência da pintura, La pratica della perspettiva (A prática da perspectiva, Veneza, 1569); e o inédito e interminado tratado sobre a construção de relógios de sol (De Horologiis describendis libellus, Veneza, Bibl. Marciana, Cod. Lat. VIII, 42, 3097). É possível que este último trabalho tenha discutido acerca de outros instrumentos, incluindo o astrolábio, o planisfério de Juan de Rojas, o bastão de Jacob, o torquetum e o holômetro de Abel Foullon.

Referências

  1. Venice and the Renaissance, Manfredo Tafuri, trans.Jessica Levine, 1989, MIT Press, ISBN 0262700549
  • Władysław Tatarkiewicz, History of Aesthetics, vol. III: Modern Aesthetics, edited by D. Petsch, translated from the Polish by Chester A. Kisiel and John F. Besemeres, The Hague, Mouton, 1974.
Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.