Esforço cognitivo

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Quanto maior e mais duradouro o esforço cognitivo maior o desgaste psicológico

Esforço cognitivo se refere ao nível de utilização de recursos psicológicos como memórias, atenção, percepção, representação de conhecimento, raciocínio e criatividade na resolução de problemas. Os principais fatores associados ao esforço cognitivo são: experiência com problemas semelhantes, nível de abstração, tempo necessário para resolução, estimulação perceptiva, número de atividades realizadas simultaneamente, ansiedade, idade, horas de sono, alimentação, transtornos psicológicos, problemas físicos, inteligência, fadiga, apoio social e suporte instrumental. Enquanto a resolução de um problema sem nenhuma experiência prévia é considerado como muito desgastante, a resolução de um problema ao qual já foi desenvolvido um padrão de respostas usuais (esquema) envolve apenas um mínimo de esforço cognitivo que facilmente passa despercebido pelo sujeito cotidianamente.[1]

Essa mudança no esforço cognitivo ocorre pela formação de memórias de procedimentos no cerebelo para substituir o uso das estruturas corticais, temporais e límbicas pelas memórias explícitas.[2]

Paas e colaboradores desenvolveram um teste para medir o esforço cognitivo. Utilizando este teste ele compara o esforço feito para realizar o mesmo problema onde uma instrução incluía exemplos, a outra incluía problemas para serem resolvidos e um terceiro incluía descobertas práticas guiadas. A exemplificação se mostrou a mais eficiente e envolveu menor esforço cognitivo, seguida da resolução de problemas e em último ficou descobertas práticas. [3]

Referências

  1. Sweller, J. (1988). "Cognitive load during problem solving: Effects on learning". Cognitive Science 12 (2): 257–285. doi:10.1016/0364-0213(88)90023-7.
  2. Eslinger PJ, Damasio AR. Preserved motor learning in Alzheimer’s disease: implicationsforanatomy and behavior. J Neurosci 1986;6:3006-3009.
  3. Paas, F., Tuovinen, J.E., Tabbers, H.K., & Van Gerven, P.W.M. (2003). "Cognitive load measurement as a means to advance cognitive load theory". Educational Psychologist 38 (1): 63–71. doi:10.1207/S15326985EP3801_8.
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