Ettore Ovazza

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Ettore Ovazza (Turim, 21 de Março de 1892Stresa, 11 de Outubro de 1943) foi um banqueiro e homem de negócios italiano de origem judaica, que tomou o partido do fascismo.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ettore Ovazza, filho de Ernesto Ovazza, judeu assimilado, tinha participado na Primeira Guerra Mundial como tenente de artilharia, tendo participado na batalha de Caporetto. Proprietário de um banco em Turim, junta-se aos Camisas Negras após a marcha sobre Roma, para contrariar o socialismo que ameaçava a ordem estabelecida.

Membro do Partido Nacional Fascista, colabora no jornal La Nostra Bandiera ("A Nossa Bandeira"), no qual se afirmava o apoio dos judeus ao novo regime (em Itália, à época, um em cada três judeus adere ao fascismo). Consegue uma entrevista com o Duce em 1929.

Apesar das Leggi razziali de 1938, continua como membro do partido fascista, mas após o início da Segunda Guerra Mundial que concluiu – em detrimento de Mussolini – o Eixo Roma-Berlim, Ettore Ovazza é obrigado a demitir-se do partido e a vender o seu banco.

A 9 de Outubro de 1943, quando tentava atravessar a fronteira italo-suíça, Ettore Ovazza é preso juntamente com a sua mulher Nella, o seu filho Riccardo (nascido em 1923) e a sua filha Elena (nascida em 1928) em Gressoney (Vale de Aosta) pela Gestapo. Depois de detidos na prisão de Domodossola, são assassinados dois dias depois nos subterâneos de uma escola de Stresa.