François Joseph Westermann

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François Joseph Westermann (05 de setembro de 1751 - 5 de abril de 1794) foi um general francês das Guerras Revolucionárias[1] e figura política da Revolução Francesa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Nascido em Molsheim ( Bas-Rhin ), François Joseph Westermann entrou em para um regimento de cavalaria em uma idade adiantada, mas logo deixou o serviço e foi para Paris. Ele era um entusiasta da Revolução, e em 1790 tornou-se greffier do município de Haguenau. Depois de uma breve prisão sob a acusação de incitar motins em Haguenau, voltou a Paris, onde se juntou Georges Danton desempenhando um papel importante no ataque às Tulherias em 10 de agosto 1792.

Ele acompanhou Charles François Dumouriez em suas campanhas com o Exército do Norte, e ajudou-o em suas negociações com os Habsburgos, sendo preso como cúmplice após a deserção do general. Denunciado por Jean-Paul Marat à Convenção Nacional, Westermann conseguiu provar sua inocência, e foi enviado com a patente de general de brigada para sufocar a revolta na Vendeia.

Revolta de Vendée e morte[editar | editar código-fonte]

Westermann distinguiu-se pela sua extraordinária coragem, manobras ousadas e tratamento severo dos insurgentes. Depois de sofrer uma derrota em Châtillon,[1] ele derrotou os Vendéens em Beaupréau, Laval, Granville, e Baugé, e em dezembro de 1793 aniquilou totalmente o exército insurgente em Le Mans e Savenay.[1]

Em um documento polêmico, cuja autenticidade é contestada, Westermann supostamente escreveu ao Comitê de Salvação Pública:

"Não há mais Vendée, cidadãos republicanos. Ele morreu sob a nossa espada livre, com suas mulheres e seus filhos. Acabou enterrado nos pântanos e bosques de Savenay. Seguindo as ordens que vocês me deram, eu esmaguei crianças sob os cascos dos cavalos e massacrei as mulheres, as quais pelo menos não vão mais suportar bandidos. Eu não tenho um único prisioneiro a me censurar. Exterminei todos eles ... "[2]

Alguns historiadores acreditam que esta carta nunca existiu.[3] A rebelião ainda não tinha terminado, e havia vários milhares de prisioneiros vivos detidos pelas forças de Westerman, quando a carta foi supostamente escrita.[4] A morte de civis também teria sido um explícita violação das ordens da Convenção à Westermann.[5]

Depois de sua vitória, ele foi convocado à Paris, onde, por ser amigo e partidário de Georges Danton, ele foi proscrito assim como outros partidários de Danton, sendo posteriormente guilhotinado.

Ele foi representado por Jacques Villeret no filme 1983 Danton

Referências

  1. a b c (2013) "Une guerre sans merci" (em francês). Secrets d’Histoire fevrier-avril (3).
  2. Secher, Reynald. A French Genocide: The Vendee. University of Notre Dame Press, (2003). p. 110 ISBN 0-268-02865-6
  3. Frédéric Augris, Henri Forestier, général à 18 ans, Éditions du Choletais, 1996
  4. Jean-Clément Martin, Contre-Révolution, Révolution et Nation en France, 1789-1799, éditions du Seuil, collection Points, 1998, p. 219
  5. Jean-Clément Martin, Guerre de Vendée, dans l'Encyclopédie Bordas, Histoire de la France et des Français, Paris, Éditions Bordas, 1999, p 2084, et Contre-Révolution, Révolution et Nation en France, 1789-1799, p.218.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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