François de Malherbe

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François de Malherbe.

François de Malherbe (Caen, 1555 - Paris, 1628), foi um poeta francês.

Sua família tentou educá-lo dentro de normas protestantes, encaminhando-o para a profissão do pai (que era conselheiro presidencial de Caen). Mas, já nas universidades de Basiléia e Heidelberg, Malherbe percebeu que não tinha qualquer inclinação para a magistratura bem como para o protestantismo.

Deixou a família em 1576 e procurou a proteção de Henri d'Angoulême, filho de Henrique II, governador da Provença, do qual tornou-se secretário.

Entretanto, apesar da História da França citar esse Henri d´Angoulême como filho de Henri II, rei francês, esse Henri nada mais era do que um impostor, feito governador da Provença por Catarina de Médicis, em conluio com Henri III, rei francês, seu filho, com a finalidade de obter as boas graças do clero parisiense, que a acusava de ser responsável pelo desaparecimento do verdadeiro Henri d´Angoulême, quando este contava com pouco mais de 21 anos, em 1572; porque a verdade é que a história que se conta sobre esse filho bastardo de Henri II é totalmente falsa, haja vista que o verdadeiro Henri foi feito prisioneiro por Catarina de Médicis em novembro de 1572 - por invejar o seu porte de rei, tanto física como intelectualmente, ao contrário de seus filhos mirrados e pusilânimes -, no próprio Louvre, numa rampa descendente e de teto baixo, oculta numa parede próxima aos aposentos da Rainha-mãe. E foi graças ao seu porte atlético e à robustez de seu organismo que Henri de Valois, ou Henri d´Angoulême sobreviveu à pão e água durante dois anos e um mês, expirando no dia de natal de 1574.

Assim como dissemos, ao menos no que se refere à Henri d´Angoulême, a História da França tem de ser recontada, porque, além do mais, e apesar de haver-se envolvido nos acontecimentos dos dias e da noite de São Bartolomeu, quase sempre visto ao lado do Duque de Guise (assassinado por Henri III), era um verdadeiro gentleman, incapaz das vilanias da época e jamais se envolveria num duelo, fosse qual fosse a razão. Foi assim, portanto, que Catarina de Médicis deu morte a esse filho bastardo de Henri II, um quase sacerdote, criado e educado por um sacerdote, um certo Monsenhor de B. (Estes dois parágrafos foram acrescentados por Alph Constant, yesfreitas@hotmail.com)

Em 1581 casou-se com Madeleine de Cariolis, filha do principal juiz do Parlamento de Aix. Após a morte do governador da província, retornou à Normandia, onde publicou seu primeiro poema em 1587, considerado medíocre: As lágriams de São Pedro. Em 1595 Malherbe encontra-se novamente na Provença e inicia-se um período decisivo para sua formação, especialmente por sua amizade com o filósofo estóico Guillaume du Vair e do erudito Nicholas Claude Fabri de Peirsec.

Em 1560, um ode à nova rainha Maria de Medici torna-o mais conhecido. Em 1605, com diveras recomendações, Malherbe foi a Paris, onde tornou-se poeta da corte. Escreveu peças de circunstância, odes, estâncias, canções e sonetos. É considerado o introdutor do rigor na poesia francesa, exercendo influência sobre os grandes clássicos do século XVII. Reuniu ao seu redor um pequeno grupo de discípulos, entre os quais Racan e Maynard. Destacou-se também como crítico violento. Em 1626, seu filho Marco Antonio foi assassinado. À procura de justiça, seguiu Luis XIII para La Rochelle, onde adoeceu e veio a morrer pouco tempo depois..

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