Ilha Dragonera
| Dragonera Sa Dragonera |
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|---|---|
| Geografia física | |
| País | |
| Localização | Mediterrâneo |
| Arquipélago | ilhas Baleares |
| Ponto culminante | 360 m no Pico Popi m |
| Área | 2,88 km² |
A ilha Dragonera (ou Sa Dragonera em catalão) é um ilhote pertencente às ilhas Baleares, Espanha. Encontra-se situada a oeste da ilha de Maiorca e foi protegida como espaço natural.
Tem um comprimento de 3200 metros e uma largura de 500 metros, com um relevo íngreme e irregular, que provoca a aparição de algumas protuberâncias que alcançam o seu pico mais alto, o chamado Na Popia, a cerca de 360 metros de altura. No cume encontrava-se um farol, atualmente em ruínas. As localidade mais próximas são Sant Elm e Port d'Andratx, onde se estabeleceram centros de mergulho, fato que aumentou o fluxo de turistas nas temporadas estivais.
Em princípios da década de 1970, existia um projeto para a sua edificação. Ao finalizar o seu planejamento incluía mansões de luxo, um hotel, um porto e um casino. Os protestos dos ecologistas paralisaram em várias ocasiões o início da construção e, após um processo judiciário longo, acabaram paralisando definitivamente o projeto. Em 1987 foi comprado pelo Conselho Insular de Maiorca. Em 26 de janeiro de 1995, e pelo decreto 7/1995, o Governo Balear protegeu a Dragonera, assim como os seus ilhotes vizinhos, Pantaleu e ilha Mediana.
A sua única via de acesso é mediante navio desde Sant Elm ou Paguera. A ilha tem um pequeno porto natural com um embarcadoiro em Cala Lladó. Desde o embarcadoiro podem realizar-se várias rotas a pé para explorar a ilha.
Índice |
História [editar]
Em Dragonera foi encontrada uma necrópole em Es Lladó, o qual sugere que a ilha foi usada para enterramentos.
Em 1229 Jaime I de Aragão usou Dragonera para preparar o ataque e posterior conquista de Maiorca. O Llibre del Repartiment de Mallorca outorga a propriedade da ilha de Dragonera ao bispado de Barcelona.
Em 1581 constrói-se a torre de na Pòpia. A torre de Llebeig foi construída em 1585.
Em 1811 a família Villalonga obtém a propriedade da ilha, que conservaria até 1934, voltando-a a recuperar em 1939.
Em 1880 o Arquiduque Lluís Salvador realizou uma descrição da ilha no seu livro Die Balearen.
Em 1910 entram em funcionamento os faróis de Tramuntana e Llebeig.
Em 1941 Joan Flexas compra a ilha e converte a zona de Es Lledó em terras de cultura. Durante anos a ilha foi empregue como esconderijo para o contrabando. Em 1974 a empresa PAMESA comprou a ilha a fim de urbanizá-la. Esta urbanização não chegou a ser realizada pelas pressões ecologistas. Em 1984, após um processo de 10 anos, a Audiência Nacional de Espanha decretou a impossibilidade de urbanizar. Em 1987 o Conselho Insular de Maiorca comprou a ilha.
Em 26 de janeiro de 1995 o Governo Balear declarou Dragonera, Es Pantaleu e a ilha Mediana como Parque Natural, no decreto 7/1995.
Clima [editar]
A quantidade de precipitação média é de 350 mm. Nos meses de setembro e dezembro registram-se as precipitações mais fortes.
Edificações [editar]
Torres de defesa [editar]
Durante o século XVIII na ilha de Maiorca foram construídas uma grande quantidade de torres de defesa para a vigilância da costa, devido às incursões piratas. Como parte deste projeto, foi construída uma torre no ponto mais alto da ilha Dragonera. Anos mais tarde foi construída a torre de cala llebeig. A torre situada sobre o pico Popi foi demolida para construir um farol no mesmo local.
Faróis [editar]
O "farol velho" foi construído em 1850 sobre a antiga torre de vigilância. Por causa das nuvens e névoa, que ocultavam muitas vezes a luz do farol, este foi desmantelado em 1910.
O "farol de llebeig" começou a ser construído em 1905, entrando em serviço em novembro de 1910.
O "farol de tramuntana" começou a ser construído em 1907. Localiza-se a 54 metros e consta de uma torre de 11 metros, o que faz que a sua luz alcance 20 milhas. Atualmente é um museu sobre os faróis da ilha e da vida dos fareiros.
Entre 1960 e 1975 os faróis da ilha foram automatizados e, portanto, em 1975 os fareiros deixaram de viver na ilha. Em 1995 instalaram-se placas solares na ilha, permitindo o uso de energia elétrica.
Amarradouro e casa do guarda-forestal [editar]
Outras pequenas construções (armazém, galinheiro, casa...) da ilha são usadas atualmente para a manutenção do Parque Natural.
Excursões [editar]
Se bem que é possível explorar a ilha livremente, há quatro grandes rotas marcadas. Todas estas rotas partem do embarcadouro de Cala Lladó.
- A excursão que sai do embarcadouro e chega até o farol de tramuntana tem um comprimento de 1,7 quilômetros, as ladeiras são suaves e a altitude máxima é de 65 metros. Esta excursão é de fácil percurso, durando cerca de 60 minutos (ida e volta). Cabe destacar-se a visita ao centro de interpretação do farol.
- Uma segunda excursão liga o embarcadouro e o farol velho (na Pòpia). Este trajeto, de cerca de 3,8 quilômetros e com uma altura máxima de 352 metros, pode ser percorrido em cerca de 3 horas (ida e volta). O caminho é suave, pois foi construído para transportar materiais do antigo farol. No cume de na Pòpia é possível visita os restos do antigo farol.
- Otra excursão liga o embarcadouro com o farol de llebeig. Esta excursão, de dificuldade média, tem um trajeto de 4,5 quilômetros podendo realizar-se em menos de três horas (ida e volta). Pode-se visitar a torre de llebeig, restaurada em 2004, e no Outono podem-se observar as áreas de voo do falcão marinho.
- A última excursão liga o embarcadouro com a ponta de na Miranda. Esta excursão de 1,2 quilômetros, de dificuldade baixa, é realizada em cerca de 30 minutos. Cabe destacar-se as suas boas vistas sobre Cala Lladó. Ademais, poderão observar-se as antigas áreas de cultura (olival e cereal), atualmente reabilitadas e em produção.
Referências
- Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em espanhol, cujo título é «isla Dragonera».