Ilha Swains

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Mapa da Ilha Swains.

A ilha de Swains (Olohega em língua toquelauana, Swains Island em inglês) é um atol do arquipélago de Tokelau administrado pela Samoa Americana. Ainda que pertença geográficamente a Tokelau, política e historicamente é um território dos Estados Unidos da América.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O atol é totalmente fechado e a laguna fica isolada do oceano. A salinidade da lagoa depende das chuvas. A superfície total do atol é de 1.865 km², sendo a área da laguna de 357 km². No leste da mesma há uma ilha de 764 m².

Em 2005 a população era de 8 (oito) habitantes na vila de Taulaga situada no oeste. No sudoeste há uma vila abandonada, Etena («o Edén»)..

História[editar | editar código-fonte]

Conforme as tradições da vizinha Fakaofo, Swains ficou deserta no século XVII depois de um ataque vindo daquela ilha , quanto tos habitante de Swains forma mortos ou seqüestrados.

Por muito tempo, Swains foi identificada como a ilha de Gente Hermosa (formosa) descrita pelo navegante português Pedro Fernandes de Queirós, que ali chegou em 2 de março de 1606. Atualmente, porém, acredita-se que Queiroz se referisse a Rakahanga, nas Ilhas Cook.

Em 1840 dois capitães declaram serem os descobridores da ilha: o britânico Turnbull e o norte-americano W.C. Swains do baleeiro George Champlan. O capitão Henry Hudson, do USS Peacock que estava em águas da Samoa, foi enviado para explorar o atol. Considerou que sua posição não coincidia com a descoberta de Queiroz, confirmou a posição dada por Swains e creditou a descoberta ao americano.

O capitão britânico Turnbull, que reclamava a propriedade, cedeu a ilha ao norte-americano Hutchinson Jennings. Junto com Malia, sua mulher samoana, se estabeleceu no atol Swains 1856, fundando uma comunidade e uma dinastia de proprietários. Seu filho, Eli Hutchinson Jennings Junior, chamado “King Jennings” por Robert Louis Stevenson, teve sucesso com plantação de coqueiros e atraiu a atenção das autoridades coloniais britânicas das Ilhas Gilbert e Ellice que reclamaram a ilha. Em 1909 os britânicos reconheceram a posse americana da ilha, mas legalmente ainda a consideram como “terra de ninguém” (terra nullius).

O filho de Eli Junior, Alexander Hutchinson Jennings, herdou a propriedade em 1920 e em 4 de março de a ilha foi anexada à Samoa Americana por solicitação de Alexander. Foi reconhecida a ele e a seu descendentes a propriedade da ilha, sob mando da autoridade de representante do governo. Não mais é explorada hoje a plantação cocos e no atol vive somente a família dos Jennings.

O governo da Nova Zelândia, do qual depende Tokelau, reconheceu em 1981 a soberania americana na Ilha Swains, mas a Constituição de Tokelau, ainda não aprovada, ainda é reclamada por Tokelau como parte do futuro estado, em estado associativo.

Dinastia Jennings[editar | editar código-fonte]

  • Eli Hutchinson Jennings, Senior (1814 - 1878), de 13 outubro de 1856 até 4 de dezembro de 1878.
  • Malia Jennings, sua viúva (? - 1891), até 25 de outubro de 1891.
  • Eli Hutchinson Jennings Junior, seu filho (1863 - 1920), até 24 de outubro de 1920.
  • Ann Eliza Jennings Carruthers, filha de Eli Jr. (1897 - 1921), junto com seu irmão.
  • Alexander Hutchinson Jennings, filho de Eli Jr. e irmão de Ann Eliza, até hoje.

Referências[editar | editar código-fonte]

11° 03′ S 171° 04′ W