Inhambu-guaçu

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Como ler uma caixa taxonómicaInhambu-guaçu
Crypturellus obsoletus.jpg

Estado de conservação
Status iucn3.1 LC pt.svg
Pouco preocupante
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Tinamiformes
Família: Tinamidae
Género: Crypturellus
Espécie: C. obsoletus
Nome binomial
Crypturellus obsoletus
( Temminck, 1815)
Inhambu-guaçu.

O inhambu-guaçu (Crypturellus obsoletus) é um tinamídeo florestal, habitando a floresta atlântica no Brasil em praticamente todos os níveis de altitude, sendo sua presença mais marcante, acima dos 400 m. Na América do Sul ocorrem algumas subespécies. Mede entre 28 e 32 cm. Alimenta-se de sementes, pequenos frutos, insetos e vermes. Ocorre nos estados brasileiros da Bahia (extremo sul) ao Rio Grande do Sul.

É encontrado na mata primária, nos trechos de vegetação densa e sub-bosque, e em matas secundárias. Possui vocalização em escala ascendente fortíssima, sendo a vocalização da fêmea mais longa que a do macho. É uma ave cinegética.

Acasala de setembro a dezembro. Seu ninho no solo é muito pouco elaborado, constituído de algumas folhas sêcas, sob alguma folhagem ou ao lado de algum tronco; e sua postura consiste em 2 a 3 ovos de coloração rosa-púrpura, incubados num período médio de 19 dias pelo macho.

Apresenta camuflagem eficiente, em tons de marrom-acinzentado, com desenho críptico nas penas traseiras (rectrizes). A coloração da fêmea tende a uma tonalidade mais avermelhada. Possui rápido vôo de fuga.

A raça geográfica Crypturellus obsoletus griseiventris, também chamado de inhambu-poca-taquara (foto superior à direita), ocorre no Brasil na região Amazônica; apresentando poucas diferenças quanto ao colorido geral; notadamente o ventre e cabeça mais acinzentados e bico pouco mais longo. Mas de vocalização bem diferenciada, lembrando vagamente a da espécie C. obsoletus obsoletus, do Sudeste e Sul do Brasil.

Nessas duas regiões do Brasil, dada a grande redução das áreas da Mata Atlântica primária, substituída por florestas secundárias e plantações de Pinus e Eucalyptus(contendo sub-bosques da mata nativa), o inhambu-guaçu apresentou um grande crescimento populacional, dado à maior oferta de habitat favorável.

Em detrimento por sua vez, de outro tinamídeo como o macuco (Tinamus solitarius), o qual ocorre exclusivamente na Mata Atlântica primária.

É também chamado de inhambu-açu e perdiz (litoral sul do estado de São Paulo/BR).

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • MASSARIOLI, MARCOS, 2003 UNIABC-SP. Tinamiformes do Brasil. Artigo Científico.