Língua de Trapo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Língua de Trapo é um grupo musical paulistano, que promove apresentações com conteúdo humorístico.

História[editar | editar código-fonte]

Surgida em 1979, nos estertores da Ditadura Militar, no interior da Faculdade de Comunicação Social Casper Libero, fizeram bastante sucesso, principalmente entre o público jovem e universitário, por seu conteúdo de crítica política e social e postura de esquerda festiva.

Sua formação inicial contava com Laert Sarrumor, Guca Domenico, Luiz Domingues (na época também conhecido como : Luiz "Tigueis"), e Pituco. E chamavam-se de “Laert e seus Cúmplices”. Logo juntou-se ao trio Carlos Castelo (que assinava as músicas como Carlos Melo) e Lizoel Costa, colegas de faculdade do trio. Em 1980 começava oficialmente o grupo Língua de Trapo, com o lançamento de sua primeira fita demo, denominada "Sutil como um Cassetete", que era vendida nos corredores da faculdade e nos shows, principalmente no circuito universitário e em festivais de MPB. Nessa altura, outros músicos também estavam incorporados , como o percussionista Fernando Marconi e o tecladista, Celso Mojola. O lançamento de tal fita, lançou também o nome da banda no circuito. Em 1981 já acrescido dos novos integrantes Luiz Lucas no contrabaixo, João Lucas nos teclados e Sergio Gama e Silva na guitarra, e com Ademir Urbina assumindo a bateria, gravam seu primeiro e antológico LP, pelo Selo Lira Paulistana.

Vanguarda Paulista[editar | editar código-fonte]

O Língua de Trapo foi um dos nomes de destaque do movimento Vanguarda Paulista, que se formou a partir do músicos que se apresentavam no Teatro Lira Paulistana, em Pinheiros, que mesmo não tendo ligação especifica um com o outro, todos tinham em comum o fato de serem independentes, donos de seus próprios selos, lançando seus trabalhos sem interferência dos burocratas das gravadoras. Fez parte do movimento Vanguarda Paulista o núcleo chamado Pracianos, a 'facção zona norte', com os artistas Dari Luzio, Pedro Lua, Paulo Barroso, Le Dantas & Cordeiro e Carl Guerreiro, este tendo sido vencedor do festival da cancão da Globo em segundo, Ricardo Soares em primeiro.

Festival dos Festivais[editar | editar código-fonte]

Em 1985, participou do Festival dos Festivais com a canção Os Metaleiros Também Amam, que chegou até a final da competição. Os Metaleiros Também Amam foi a música mais vaiada pelo público, mas foi também, de longe, a mais engraçada.

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • Língua de Trapo: 1982
  • Sem Indiretas: 1984
  • Como é Bom Ser Punk: 1985
  • 17 Big Golden Hits Super Quentes Mais Vendidos No Momento: 1986
  • Brincando com Fogo: 1991
  • Língua ao Vivo: 1995
  • Vinte e Um Anos Na Estrada: 2000

Ligações externas[editar | editar código-fonte]