Labirinto
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Nota: Se procura outros significados, veja Labirinto (desambiguação).
Um labirinto é constituído por um conjunto de percursos intrincados criados com a intenção de desorientar quem os percorre. Podem ser construções tridimensionais (como o lendário labirinto de Creta, ou um conjunto de sebes plantadas de forma a proporcionar entretenimento num jardim), desenhos (como os labirintos que aparecem nos jornais como passatempo), etc. Utiliza-se frequentemente o termo para adjectivar outros géneros de obras. Por exemplo, diz-se de um romance com enredo complicado ou cuja narração não é linear que é "labiríntico". Jorge Luis Borges desenvolveu o assunto em diversos contos e ensaios. Na mitologia grega, o labirinto de Creta teria sido construído por Dédalo (arquitecto cujo nome tornou-se, depois, também sinônimo de labirinto) para alojar o Minotauro, monstro metade homem, metade touro, a quem eram oferecidos regularmente jovens que devorava. Segundo a lenda, Teseu conseguiu derrotá-lo e encontrar o caminho de volta do labirinto graças ao fio de um novelo, dado por Ariadne, que foi desenrolando ao longo do percurso.
Tecnicamente alguns autores diferem Labirintos de Dédalos. Os Labirintos seriam caminhos unidirecionais que após algumas voltas sempre levaria ao centro, enquanto os Dédalos seriam as estruturas que visam confundir com entradas e saídas multiplas. Em inglês estes dois tipos de desenho são definidos pelas palavras "Labyrinth" e "Maze" respectivamente.
O labirinto originalmente, na Grécia, era um ambiente de experimentação, não uma prisão, onde seu percurso era mais importante que a saída.[1]
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[editar] A Simbologia do labirinto
O encontro do labirinto é considerado pelos gnósticos como um símbolo de iniciação. Em seu percurso haveria um centro espiritual oculto, uma dissipação de trevas pela luz e o renascimento pessoal. Nesse sentido, a superação seria encontro da verdade ou opus. Esta definição é mais sintonizada com o conceito de Labirinto e oposta ao conceito de Dédalo, ou em inglês "Maze" .
[editar] A Internet como labirinto
A Internet é um labirinto moderno. Duas estratégias podem ser utilizadas para percorrê-lo:
(i) a estratégia de Ariadne são, no qual toda rota é anotada ou registrada de forma a se percorrer o caminho de volta se o usuário quiser, logicamente, e usada para crscimento pessoal, no ambito de acregar valores, conhecimentos.
(ii) a estratégia de Ariadne louca, no qual o Internauta avança sem registro e por tentativas e erros, de sala em sala, site em site, sem uma forma de registro que permita sua volta pelo caminho passado. Em busca de algo momentanio que não satisfaz sua realizãção como pessoa, apenas algo passageiro. A internet como labirinto pode drenar sua energia se usada para satisfação momentania, muitos entram nesse labiranto e ficam presos, fato no qual identificamos como "vicio".
Essas duas estratégias podem conduzir a resultados de busca interessantes e diversos.
A teoria de grafos encontrada nos livros de algoritmos, por exemplo, permite o entendimento dos mecanismos de busca por redes estruturadas e não estruturadas, além de propor solução de alguns problemas de recursão e rotas mínimas.
Do ponto de vista topológico, os labirintos podem ser unicursais ou não. No caso dos unicursais há apenas uma rota possível. Esse é o caso de estradas diretas e dos caminhos em espiral. De um certo ponto de vista, os estudos de mapas e de labirintos se confundem... Desenhos definidos por sombras, como os explorados pelas artes plásticas e/ou interativas, podem ser confundidos com labirintos, pelo menos, aqueles mais primitivos, na forma de mapas potentes de um inconsciente mais profundo. Assim, esses labirintos de sombras (e por vezes, labirintos de espelhos) podem ser vistos e sentidos como causas silenciosas de temor ou pavor. Esse parece ser o caso das sombras projetadas sobre paredes das chamadas casas mal assombradas que sob o lusco-fusco de uma luz trêmula atiçam a nossa imaginação e pedem como a moeda da representação uma porção de projeção.
[editar] Mídia
O Labirinto de Dédalo também aparece na série de livros Percy Jackson e os Olimpianos, mas precisamente no quarto livro da saga, A Batalha do Labirinto, e é um dos principais cenários da trama de Rick Riordan. O Labirinto também aparece em God of War III.
Em 14 de outubro de 2011, uma família americana chamou a polícia após ficar perdida em um labirinto com onze quilômetros de trilha.[2][3][4][5] O labirinto, feito com milharal, se localiza em Danvers, Massachusetts.[6][7][8]
Referências
- ↑ História espacial e os mecanismos de interação nos jogos eletrônicos (PDF) pp. 6. Portal SBGames (Novembro de 2011). Página visitada em 13 de dezembro de 2011. "O autor chama atenção para o fato de que o labirinto, em sua origem grega, não era uma prisão, mas sim um espaço de experimentação e desafio, onde o percurso e o que ele guarda são mais importantes que a saída."
- ↑ Família chama a polícia depois de se perder em labirinto nos EUA
- ↑ Família chama polícia após se perder em labirinto
- ↑ EUA: família chama a polícia depois de se perder em labirinto
- ↑ Família liga para polícia nos EUA após se perder em labirinto de milho
- ↑ Família chama a polícia depois de se perder em labirinto nos EUA
- ↑ Família liga para polícia nos EUA após se perder em labirinto de milho
- ↑ EUA: Família perdeu-se em labirinto e chamou a polícia