Lavagem a seco

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A lavagem a seco surgiu como uma alternativa para a lavagem tradicional, na qual a água é usada como meio de enxague e parte do processo. Os principais motivos que acarretaram o surgimento da lavagem a seco foram a constante necessidade de limpeza aliada ao rápido crescimento populacional e a estagnação dos recursos hídricos.

A questão ambiental não foi o único fator importante para o surgimento destas novas tecnologias, visto que a conveniência e a praticidade têm importância relevante no crescimento deste conceito.

De maneira geral a lavagem a seco é uma aliada à preservação e bom uso dos recursos hídricos mundiais, considerando que apenas 3% da totalidade hídrica mundial é doce, e apenas 1% é acessível e potável.[1] Os principais segmentos que utilizam lavagem a seco são os de limpeza de roupas e de veículos automotores.

Origem[editar | editar código-fonte]

Assim como a maioria das invenções conhecidas no decorrer da história mundial, a lavagem a seco surgiu por acaso. No século XIV, o francês Jean Baptiste Jolly notou que a sua toalha de mesa se encontrava mais limpa quando sua empregada, por acidente, derrubou uma lamparina de querosene sobre a mesma. Com isso, a sua tinturaria, Jolly, introduziu um serviço à base de querosene denominado “Lavagem a Seco”. A partir do fim da Segunda Guerra Mundial, os solventes sintéticos voláteis foram substituídos por um produto conhecido como “percloroetileno”, se tornando predominância na escolha deste setor. Este predominância ocorreu pelo fato deste produto caracterizar-se como mais seguro, eficiente e prático.[2]

Lavagem a seco de veículos[editar | editar código-fonte]

O conceito geral de lavagem a seco, com o passar do tempo, foi sendo aprimorado, até ultrapassar as fronteiras dos tecidos e chegar à limpeza de veículos. Esta entrada da lavagem a seco no setor automotivo pode ser relacionada ao imenso desperdício de recursos hídricos que este segmento representa.

O produto pioneiro neste tipo de lavagem utiliza cera de carnaúba como base e água como solvente. O produto foi desenvolvido e patenteado pelo brasileiro Lito Rodriguez em 1996.[3]

Na lavagem de carros utilizando-se água para enxágue, podem ser desperdiçados até 500 litros[4] de água a cada automóvel lavado. Neste sentido, é válido afirmar que já foram desperdiçados incontáveis litros de água potável ou água tratada só na lavagem de veículos.

Ainda existe um certo preconceito com relação à lavagem sem água de veículos, mas muitos dos paradigmas deste tipo de lavagem já foram desmitificados, como a possibilidade de riscar o carro e de manchar a pintura. [5]

A lavagem a seco de veículos preserva milhões de litros de água todos os meses. Apenas na principal rede de lava-rápidos do país, são economizados cerca de 20 milhões de litros mensais, que equivalem ao consumo diário de 180.000 pessoas. [6] [7]

Além da economia de água, as principais lojas prestadoras de serviços de lavagem a seco se preocupam com outros aspectos sustentáveis, como os panos utilizados na lavagem, que são reciclados para fabricação de tapeçaria automotiva, além de capacitação dos funcionários, entre outros. [8]

Vantagens[editar | editar código-fonte]

As vantagens relacionadas ao processo de lavagem a seco não são poucas. Primeiramente as principais vantagens estão ligadas à sustentabilidade do negócio. Evitar que litros de água sejam desperdiçados ao final do procedimento é o principal diferencial deste tipo de lavagem.

A precisão nos resultados também é um ponto forte. Independente do setor da lavagem, estofados, tecidos ou automóveis, são utilizados produtos químicos formulados especificamente para a utilização em determinada superfície, o que proporciona resultados superiores à lavagem convencional que utiliza a água como método padrão, independente da superfície a ser aplicada.

Como funciona[editar | editar código-fonte]

Apesar de possuírem o mesmo embasamento, o procedimento de lavagem a seco pode variar de acordo com o que está sendo higienizado. Apesar disso, independente do procedimento é preciso verificar se a superfície do veículo não possui nenhum dano já existente para que seja provado que o processo de lavagem não danifica a peça em questão.

Mais especificamente no caso das roupas, as mesmas são devidamente colocadas em uma máquina e lavadas com um solvente, para que depois, se consistida alguma impureza o solvente seja aplicado diretamente no local da mancha.

No caso dos estofados o produto é aplicado na peça, umedecendo a mesma com o solvente. Após isso o produto é retirado por um aspirador juntamente das impurezas.

No caso da lavagem a seco de veículos o procedimento de aplicação do produto é mais detalhada. A aplicação do produto nos veículos deve ser realizada através de borrifador especial, normalmente sendo necessário três panos para a realização da limpeza. O produto é aplicado diretamente na lataria, para que assim seja passado o primeiro pano na pintura do veículo. Outro pano deve ser passado para que o produto seja retirado, e um terceiro pano passado proporciona a retirada total do produto e o brilho final para a pintura.

Referências