Linguagem de programação concatenativa

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Linguagem de programação concatenativa é uma linguagem de programação na qual todas as construções válidas, ou termos, correspondem a uma função e a sobreposição de termos denota composição de função.[1] A combinação de uma semântica de composição com uma sintaxe que a reflete faz as linguagens concatenativas bastante adequadas para manipulação algébrica e análise formal, defendem alguns pesquisadores.[2]

Muito da pesquisa original sobre a teoria das linguagens concatenativas foi feito por Manfred von Thun.

Propriedades[editar | editar código-fonte]

As propriedades das linguagens concatenativas são o resultado de sua sintaxe e semântica composicional:

  • Linguagens concatenativas são necessaramente livre de pontos, posto que permitir aos termos denotar variáveis violaria a regra de que todos os termos denotam funções.
  • A redução de qualquer expressão é a simplificação de uma função para outra; nunca é necessário lidar com a aplicação de funções a objetos.[3] *
  • Qualquer subexpressão pode ser substituída com um nome que a represente. A comunidade concatenativa chama isso de fatoração; isto é largamente usado para simplificar programas em partes menores.
  • A sintaxe e a semântica das lingaugens concatenativas formam um monoide.[4]
  • Linguagens concatenativas podem ser adequadas para uma implementação de "lógica linear", o que significa que nenhum lixo é gerado.[5]

Implementações[editar | editar código-fonte]

A primeira linguagem concatenativa foi Forth, embora Joy tenha sido a primeira linguagem a ser denominada concatenativa. Outras linguagens concatenativas são Cat, Enchilada, Factor, Onyx, PostScript, RPL, Stappl, and XY.

A maior parte das linguagens concatenativas existentes são baseadas em pilha - não só a implementação como também a semântica é expressa em termos de stacks. Isto não é um requerimento, e outros modelos foram propostas. Linguagens concatenativas são usadas em sistemas embarcados, aplicativos e aplicações web, como linguagens para código intermediário e em pesquisas. A maior parte das linguagens concatenativas são dinamicamente tipadas, embora Cat seja estaticamente tipada.

Referências

  1. Christopher Diggins (1º de janeiro de 2009). What is a concatenative language (em inglês). Dr. Dobbs Journal. Página visitada em 30 de novembro de 2009.
  2. Manfred von Thun (2009). Rationale for Joy, a functional language (em inglês). Synopsis of Joy, a functional language. Página visitada em 30 de novembro de 2009.
  3. Manfred von Thun (2009). Joy compared with other functional languages. (em inglês). Synopsis of Joy, a functional language. Página visitada em 30 de novembro de 2009.
  4. Manfred von Thun (2009). von Thun, Manfred: Mathematical foundations of Joy (em inglês). Synopsis of Joy, a functional language. Página visitada em 30 de novembro de 2009.
  5. Henry G. Baker (1993). Linear Logic and Permutation Stacks — The Forth Shall Be First (em inglês). Página visitada em 30 de novembro de 2009.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]