Louis Jacques Mandé Daguerre

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde Novembro de 2011).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Louis Jacques Mandé Daguerre
Nascimento 18 de novembro de 1787
Local Cormeilles-en-Parisis, Val-d'Oise, França
Morte 10 de julho de 1851 (63 anos)
Local Bry-sur-Marne, França
Conhecido(a) por Daguerreótipo
Assinatura
Daguerre signature.svg

Louis Jacques Mandé Daguerre (Cormeilles-en-Parisi, Val-d'Oise, 18 de novembro de 1787Bry-sur-Marne, 10 de julho de 1851) foi um pintor, cenógrafo, físico e inventor francês, tendo sido o autor da primeira patente para um processo fotográfico (1835 - o daguerreótipo).

Na sequência da sua parceria com Joseph Nicéphore Niépce (selada em contracto assinado a 14 de Dezembro de 1829), Daguerre herdou a invenção e os conhecimentos adquiridos por Niépce o que lhe permitiu adicionar uma nova variação da câmera obscura. Cada um trabalhou de forma independente mas por diferentes vias, Niépce procurava teimosamente resolver o seu processo com betume da judeia ao passo que Daguerre procurava modificar o processo e os materiais usados a fim de reduzir o tempo de exposição que ainda se mantinha em cerca de uma hora. A imagem formada na chapa, depois de revelada, continuava sensível à luz do dia e padecia de curta durabilidade. Daguerre solucionou este último problema ao descobrir que, mergulhando as chapas reveladas numa solução aquecida de sal de cozinha, este tinha um poder fixador, obtendo assim uma imagem inalterável. O Artista Lemaître escreveu a Niépce sobre Daguerre: "Acredito que ele possui uma inteligência rara em tudo o que envolva máquinas e o efeito da luz". 1

A parceria de Daguerre com Niépce levou ao uso de placas revestidas a prata (cujo primeiro uso tem de ser creditado a Niépce) quando, na sequência de numerosas experiências, um novo quimico foi introduzido e que se provou decisivo para o método de Daguerre - iodo.

A fotografia não foi inventada apenas por uma pessoa. Ao invés disso, foi o resultado de favoráveis condições económicas, políticas e sociais bem como critérios científicos, observações afortunadas e intuição de algumas mentes inteligentes. Durante um período de dois anos (1839 - 1840) a fotografia deu passos decisivos através do trabalho de estudiosos como Fox Talbot (inventor do Calótipo) ou Hércules Florence (cidadão francês exilado no Brasil) cujos estudos e descobertas tiveram lugar na mesma altura que os estudos de Daguerre e Niépce.

Daguerre tinha problemas financeiros e não conseguiu obter o apoio de industriais por querer manter secreta a parte fundamental do seu processo. Após um incêndio no seu diorama a 8 de Março de 1839, ficou acordado uma pensão anual de 4.000 Francos para Daguerre e Isidore Niépce (herdeiro de Joseph Nicéphore Niépce) acrescidos de mais 2.000 Francos para Daguerre pelos "segredos do diorama".

Daguerre ficou implicitamente reconhecido como o pai do daguerreótipo apesar de conflitos posteriores com Isidore Niépce que representava os interesses do pai. Tendo sido a 19 de Agosto de 1839 que, no Instituto de França, foi anunciado ao mundo um novo processo, o daguerreótipo tendo sido posteriormente vendido ao governo francês.

Fontes[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Kravetz, Dokumentii po istorii izobretenia fotografii, Moscow and Leningrad, 1949, p. 193. No final de 1851 Grande Exposição de fotografia em Londres foi destacado na secção de "Maquinaria" na parte "Instrumentos Filosóficos"
Commons
O Commons possui multimídias sobre Louis Jacques Mandé Daguerre
Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.