Lousa digital

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Uma lousa digital

A lousa digital é um HID (dispositivo de interface humana) usado para comandar o computador diretamente na área de projeção focando a atenção do espectador diretamente no professor ou palestrante além de utilizar ferramentas didáticas em seu software que expandem as possibilidades de utilização de um computador comum com recursos diversos voltados para facilitação de apresentação de informações multimídia. A lousa digital é, assim, uma grande tela, sensível ao toque (tecnologia touchscreen), que permite que os alunos possam visualizar o mesmo conteúdo, havendo interação com o recurso de tela sensível ao toque, permitindo postar documentos na Internet, compartilhar arquivos na rede local ou enviar informações por e-mail.[1]

Os modelos mais atuais têm a UCP (Unidade Central de Processamento) acoplados na parte inferior, com tamanho bem discreto, que não chega a chamar a atenção das pessoas. É neste local que ficam os dispositivos que permitem o funcionamento da lousa digital, tal qual um computador normal (processador, memória e disco rígido ficam ali alojados). Existem modelos que possuem entradas USB neste mesmo local, e outros modelos que possuem entradas laterais (na própria lousa digital) de conexões USB para transferência de arquivos com unidades removíveis compatíveis (como um pen drive, por exemplo).

Dimensões[editar | editar código-fonte]

A lousa digital é um recurso que vêm revolucionando as salas de aula: é praticamente um computador, mas com uma tela de proporções grandes, dependendo do fabricante, mas geralmente em torno de 75 a 100 polegadas (não é padrão). O tamanho da tela é um fator determinante para esse tipo de tecnologia, uma vez que é necessário ter acesso físico à dimensão total da lousa (para poder interagir com a tela inteira) geralmente os tamanhos mais comodos são os de 70 a 80 polegadas.

Tecnologias[editar | editar código-fonte]

As lousas digitais possuem além de dimensões próprias da cada marca, tecnologias de digitalização também próprias, cada fabricante opta por uma forma de captação de sinais, as mais comuns são a ultrassônica, resistiva, eletromagnética e infravermelha.

Outras denominações[editar | editar código-fonte]

Como não há uma padronização de fato adotada pela ABNT, no Brasil recebe as seguintes denominações (de acordo com fabricante/regionalidade): lousa digital, painel digital, quadro interativo, quadro digital, lousa interativa

Interação e uso do equipamento[editar | editar código-fonte]

A interação com a lousa digital se dá por meio do toque com os dedos, e em alguns modelos, o uso de canetas especiais, utilizadas especificamente para este fim (funcionamento digital). As informações são digitalizadas, ou na escolha de ícones e botões de comando, ações específicas são realizadas. O teclado é virtual, acionado por comando é gerado um teclado digital onde se dá a digitação das informações que se quer registrar (tal como num tablet).

Recursos agregados[editar | editar código-fonte]

Alguns fabricantes disponibilizam programas educativos personalizados, com opções de interação e consulta on-line. São programas educativos, com desenvolvimento focado no ensino e aprendizagem, geralmente, aplicados para o Ensino Básico (ensinos fundamental e médio).

A lousa digital reconhece a maioria dos formatos de arquivos gerados pelos principais programas (Suíte do MS-Office, arquivos no formato WMV, JPG, entre outros), havendo apenas a necessidade de instalação e configuração de programas, caso não haja compatibilidade (assim como se dá no uso de um computador de mesa).

O papel do professor[editar | editar código-fonte]

Têm-se na lousa digital a proposta de interatividade que a Internet oferece, mas tendo o professor como o orientador e gestor do acesso às informações.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Terra. Lousa digital aposenta giz e quadro-negro em escolas de SP. Acesso em 24 de maio de 2011

Ver também[editar | editar código-fonte]