Mehmet Ali Ağca

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Ali Agca
Nascimento 9 de Janeiro de 1959 (55 anos)
Nacionalidade  Turquia
Ocupação Terrorista

Mehmet Ali Ağca (Nascido a 9 de janeiro de 1959, numa família pobre da Turquia) é o terrorista que cometeu o atentado contra o Papa João Paulo II em 13 de maio de 1981, quando este circulava em carro aberto pela Praça de São Pedro no Vaticano.

Ali Agca foi libertado em 18 de janeiro de 2010 da cadeia de Sincan, nos arredores de Ancara, após passar mais de 29 anos detido, em prisões na Itália e Turquia.

"Eu sou o Cristo eterno" foi o que disse ao ser libertado, em meio a frases desconexas, numa carta entregue pelo seu advogado.

Ao ser detido afirmou ser membro da Frente Popular para a Liberação da Palestina, ainda que a organização negou qualquer relação com ele. Mais tarde, afirmou formar parte de uma conspiração financiada pela Bulgária, com o apoio da KGB para assassinar o Papa pelo seu apoio ao movimento polonês "Solidariedade", embora isso nunca tenha sido verificado. Ağca foi condenado à prisão perpétua na Itália, mas recebeu anistia do presidente Carlo Azeglio Ciampi em junho de 2000. Ao seu retorno à Turquia, foi preso pelo assassinato do jornalista Abdi Ipecki, em 1979. Suspeita-se que Agca era simpatizante da organização de extrema-direita, Lobos Cinzentos, que na década de 1970 combatia todos que fossem considerados de esquerda, como era o caso de Abdi Ipecki.

João Paulo II foi atingido 3 vezes, quase matando-o. O papa conversou com Ağca na prisão de Rebibbia em 1983, e segundo relatos, falou à mãe do mesmo para tranquilizá-la:-"Fique calma pois já perdoei seu filho".

Em Maio de 2009 numa entrevista ao jornal "La Repubblica", disse já ter iniciado o processo para obter a nacionalidade portuguesa[1] .

Em Novembro de 2010 numa entrevista a uma televisão turca defendeu que o Vaticano planejou o atentado contra João Paulo II. Ali Agca afirmou: A ordem 'Matem o Papa' foi dada pelo primeiro-ministro do Vaticano, Cardeal Agostino Casaroli[2] .

Em Janeiro de 2013 afirmou que o líder espiritual da revolução iraniana, o ayatollah Khomeini, foi a pessoa que ordenou a morte do pontífice, num livro publicado em Itália[3] .

Referências

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