Mohenjo-daro

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Pix.gif Ruínas Arqueológicas de Mohenjo-daro *
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Património Mundial da UNESCO
Vista geral das ruínas de Mohenjo-daro
País Paquistão
Critérios (ii)(iii)
Referência 138
Coordenadas 27° 19′ N 68° 8′ E (Sind, Paquistão)
Histórico de inscrição
Inscrição 1980  (4ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.

Mohenjo-daro (AFI[muˑənⁱ dʑoˑ d̪əɽoˑ], em urdu: موئن جودڑو; em sindi: موئن جو دڙو, lit. "Monte dos Mortos"), é um sítio arqueológico situado na província do Sind, no Paquistão. Construído por volta do século XXVI a.C., foi um dos maiores centros populacionais da antiga Civilização do Vale do Indo, e um dos primeiros grandes povoados urbanos do mundo, contemporâneo às civilizações do Antigo Egito, Mesopotâmia e Creta. Mohenjo-daro foi abandonada no século XIX a.C., e só foi redescoberta em 1922. Escavações importantes têm sido conduzidas no sítio da cidade, que foi declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1980.[1] Atualmente, no entanto, o sítio tem sofrido com ameaças de erosão e restaurações indevidas.[2]

Nome[editar | editar código-fonte]

Mohenjo-daro, o nome atual do local, significa apenas "Monte dos Mortos" no idioma sindi. Não se conhece o nome original da cidade, porém a análise de um selo encontrado em Mohenjo-daro sugere um possível antigo nome dravidiano, Kukkutarma ("a cidade [-rma] do galo [kukkuta]").[3] A briga de galos pode ter tido algum significado ritual e religioso na cidade, e galinhas domesticadas no local poderiam ser usadas para propósitos religiosos, e não como fonte de alimento.[4]

História[editar | editar código-fonte]

Mohenjo Daro é um sítio arqueológico com mais de 4.000 anos que apresenta uma interrogação. Antiga sede de uma civilização da qual se ignoram as causas do repentino desaparecimento, foi o local onde se adotou uma forma de escrita de tipo pictográfico, cujo significado nos é ainda desconhecido, e onde também se usavam roupas de algodão, as mais antigas já descobertas. Mohenjo Daro é um local onde não existem tumbas, mas é chamado de Colina dos Mortos e o lugar onde estão os esqueletos é extremamente radioativo.

A maioria são esqueletos com traços de carbonização e calcinação de vítimas de morte repentina e violenta. Não são corpos de guerreiros mortos nos campos de batalha, mas sim restos de homens, mulheres e crianças. Não foram encontradas armas e nenhum resto humano trazia feridas produzidas por armas de corte ou de guerra. As posições e os locais onde foram descobertas as ossadas indicam que as mortes foram repentinas, sem que houvesse tempo hábil para que as vítimas dessem conta do que estava ocorrendo. As vidas das pessoas foram ceifadas enquanto realizavam suas atividades diárias. Passaram do sono à morte junto a dezenas de elefantes, bois, cães, cavalos, cabras e cervos.

Mohenjo Daro situa-se aproximadamente a 400 milhas de Harappa. Foi construida por volta de 2600 a.C., e foi abandonada por volta de 1700 a.C., provavelmente devido a uma mudança do curso do rio que suportava esta civilização.

Outra vista de Mohenjo-Daro.

Mohenjo Daro foi redescoberto na década de 20 do século XX pelo arqueólogo Sir John Marshall [5] . O seu automóvel ainda se encontra no museu de Mohenjo Daro, evidenciando a sua presença, luta e dedicação a Mohenjo Daro.

A linguagem da Civilização harappeana ainda não foi decifrada e o verdadeiro nome da cidade, assim como o de outras cidades escavadas em Sindh, Punjab e Gujarat, é desconhecido. "Mohenjo Daro" significa em Sindhi "Monte dos Mortos."

Referências

  1. Mohenjo-Daro: An Ancient Indus Valley Metropolis mohenjodaro.net. Visitado em 19-5-2008.
  2. "Mohenjo Daro: Could this ancient city be lost forever?". BBC News. 27 de junho de 2012. Página acessada em 27-10-2012.
  3. Iravatham Mahadevan. "'Address’ Signs of the Indus Script" (PDF). Apresentado na Conferência Mundial Clássica Tâmil de 2010. 23–27 de junho de 2010. The Hindu.
  4. R. D. Crawford. Poultry Breeding and Genetics. Elsevier Health Sciences. pp. 10, 11, 44. 1980. Mohenjo-daro pode ter sido um ponto de difusão para a futura domesticação mundial das galinhas.
  5. Marshall, John (ed.) (1931). Mohenjo-Daro and the Indus Civilization. Arthur Probsthain, London, 3 vols.


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