Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos

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Nós que aqui estamos por vós esperamos
 Brasil
1998 • cor • 73 min 
Direção Marcelo Masagão
Roteiro Marcelo Masagão
Género documentário
Idioma português
Distribuição Riofilmes
Orçamento R$ 140.000
Página no IMDb (em inglês)

"Nós que aqui estamos por vós esperamos" é um filme brasileiro de 1999 sob a direção de Marcelo Masagão. Ele traz o filme como memórias do século XX. O filme retrata de uma verdadeira volta ao mundo no seu contexto histórico, econômico e cultural. Banaliza a vida e a morte para nos fazer refletir sobre ela.

Masagão inspirado na leitura cinematográfica da obra Era dos Extremos, do historiador britânico Eric Hobsbawm, mostra na produção, através da montagem das imagens produzidas no século XX e da música composta por Wim Mertens, o período de contrastes entre um mundo que se envolve em dois grandes conflitos internacionais, a banalização da violência, o desenvolvimento tecnológico, a esperança e a loucura das pessoas.

O filme usa imagens de arquivo de filmes clássicos (Chelovek's kinoapparatom, Un Chien Andalou, The General, Le voyage dans la lune, Berlin: Die Sinfonie der Grosstadt), fotos, pinturas, textos, etc, nos quais o autor viajou à Nova Iorque para conseguir imagens que ligassem fatos acontecidos, e histórias de pessoas normais com toda a revolução e acontecimentos históricos do tempo em que elas emergiram. O filme é considerado um documentário ficcional, segundo o diretor um "filme-memória", com imagens reais e textos criados por Masagão. Logo, no começo vemos cenas de "O Homem com a Câmera" e "Berlim: Sinfonia da Metrópole".

O título do filme vem do letreiro disposto em um cemitério localizado na cidade de Paraibuna, no interior do Estado de São Paulo, onde se lê a mesma frase "Nós aqui estamos, por vós esperamos" acontecimentos da vida de pessoas no século XX, com mortes banalizadas mas que de alguma contribuíram para a construção da história.

Apesar de não ter sido apresentado em muitos cinemas e nem ter ficado muito tempo em cartaz, foi premiado no Festival de Gramado em 2000 por sua montagem[1] e no Festival do Recife como melhor filme, melhor roteiro e melhor montagem. Sua produção custou cerca de 140 mil reais, sendo 80 mil direcionados somente para o pagamento de direitos autorais de imagens e fragmentos de vídeos. É considerado material didático, apresentando uma soma de imagens impactantes e reais, que optam pela subjetividade (inspiração em Freud). Masagão disse que as imagens falam por si só, não se faz necessária narração e nem explicação, apenas a correlação entre entas e imagens e as citações dos 'grandes da história'.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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