Nicomedes II da Bitínia

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Nicomedes II (? — 127 a.C.) foi um rei da Bitínia, filho e sucessor de Prúsias II e antecessor de Nicomedes III.

Prúsias era detestado por sua crueldade,[1] ou por ter um comportamento efeminado,[2] e enviou seu filho Nicomedes II para Roma, para tentar evitar pagar uma dívida de guerra com Pérgamo.[1] Prúsias II resolveu matar Nicomedes, quando este estava em Roma, para que seus filhos de um segundo casamento o sucedessem.[3] Prúsias enviou Ménas, supostamente para auxiliar Nicomedes, mas com ordens de matá-lo.[1] Os assassinos [Nota 1] contaram o plano a Nicomedes, e disseram para ele se antecipar ao pai.[3]

Durante a guerra entre Prúsias e Nicomedes, o senado romano enviou uma embaixada à Ásia, escolhendo Licínio, que sofria de gota, Mancino, que teve sua cabeça esmagada por um tijolo e teve quase todos os ossos removidos, e Lúcio, um homem sem nenhuma percepção; Catão, líder do senado, comentou que Roma havia enviado uma embaixada sem pé, sem cabeça e sem coração.[4]

Nicomedes retornou à Bitínia, derrubou Prúsias, o exilou e o executou, sem sentir menos culpa do que o pai sentira ao ordenar a morte do filho.[3] Após Nicomedes haver derrotado Prúsias, ele se refugiou no altar de Zeus como suplicante, mas foi morto pelo filho, que assumiu o trono após este ato sacrílego.[5]

Notas e referências

Notas

  1. No texto de Apiano, bem mais detalhado, há apenas um assassino, Ménas; no texto de Justino, a referência é a assassinos.

Referências

  1. a b c Apiano, Guerras Mitridáticas, 1.4 [em linha]
  2. Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XXXII, 19 [em linha]
  3. a b c Justino, Epítome das Histórias de Pompeius Trogus, 34.4 [em linha]
  4. Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XXXII, 20
  5. Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XXXII, 21