Orhan I

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Orhan I
Bei dos Otomanos
Orhan I.jpg
Orhan I, o segundo bei da dinastia Otomana
Governo
Reinado 12811359
Consorte Teodora Cantacuzena
Antecessor Osman I
Sucessor Murad I
Vida
Nascimento 1281
Morte março de 1362 (81 anos)
Pai Osman I

Orhan I, também conhecido como Orhan Gazi ou Orhan Bey (1281março de 1362), foi o segundo bei do então nascente império dos Turcos Otomanos (forma aportuguesada de Osmanli, relativo a Osmã Gazi, do qual Orhan era filho e herdeiro político). Orhan governou os Turcos Otomanos de 1326 a 1359.

Tendo recebido de seu pai o pequeno Estado centralizado em Sogut, Ohran logrou, durante o seu reinado, conquistar todo o noroeste da Anatólia, de Pérgamo até Ancara, privando o Império Bizantino de todas as suas províncias anatólias. Obteve ainda, nos últimos anos de seu reinado, de forma relativamente pacífica, a cabeça-de-ponte de Galípoli, a partir da qual seu filho e sucessor, Murad I, inciaria a conquista otomana dos Bálcãs.

Política[editar | editar código-fonte]

Pouco após assumir o governo dos Otomanos, em 1326, Orhan capturou Bursa, projeto que seu pai Osmã deixou incompleto. Quatro anos depois, em Pelecano, derrotou Andrónico III Paleólogo e feriu de morte o domínio bizantino na Ásia Menor, sendo então uma questão de menos de duas décadas para que tudo o que restara da Ásia bizantina caísse em mãos turcas. Quando da queda da própria Constantinopla, já havia mais de cem anos que a Ásia bizantina não mais existia.

Após a queda de Niceia (1331) e Nicomédia (1337), Orhan anexou o estado muçulmano rival de Karasi, cuja área se estendia de Pérgamo até o Dardanelos. Por volta da mesma época caiu Scutari, ficando extinta a Anatólia bizantina. Outros bastiões bizantinos na Iônia e na Cária já haviam sido conquistados pelos emirados de Saruhan, Aydin e Mentese, todos, por sua vez, absorvidos mais tarde pelo Império Otomano, entre 1389 e 1390.

Orhan casou-se com Teodora, filha do príncipe e militar bizantino João Cantacuzeno, e como retribuição ao prestigioso casamento, Ohran apoiou Cantacuzeno no golpe de estado de 1347 em que este derrubou o imperador João V Paleólogo e se autocoroou "Imperador dos Romanos". Logo em seguida, pela primeira vez, os soldados otomanos pisaram o solo europeu, como membros da guarda pessoal de João VI Cantacuzeno.

Em 1354, quando João V Paleólogo retomou o poder, Salomão Paxá, filho de Orhan e seu principal general, apoderou-se de Galípoli, com auxílio dos próprios contingentes turcos da guarda pessoal do deposto imperador João Cantacuzeno. A península de Galípoli encontrava-se, então, despovoada, em seguida a um terremoto que provocou a fuga da população grega autóctone. Foi neste mesmo ano que o emirado de Ancara caiu sob o poder de Orhan, e foi incorporado ao império.

Legado[editar | editar código-fonte]

No mapa acima, a parte oriental da bacia do Mediterrâneo, os Bálcãs, a Anatólia, e a extensão do nascente Império Otomano, ao tempo da morte de Orhan I: Todo o noroeste da Anatólia já se encontrava unificado sob o domínio dos Otomanos, e o Império do Oriente já então se restringia a, grosso modo, a Trácia, as ilhas do Egeu e partes da Grécia e da Macedônia

Durante o reinado de Orhan, os Turcos Otomanos começaram a cortar seus laços de vassalagem ao já combalido Sultanato de Rum.

Orhan faleceu em 1359, legando ao seu filho Murad um Estado de cerca de 130 mil quilômetros quadrados de extensão, e de soberania e fronteiras consolidadas.

Precedido por
Osman I
Bei dos Otomanos
1326–1359
Sucedido por
Murad I
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