Peixe (Tocantins)

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Município de Peixe
Bandeira de Peixe
Brasão de Peixe
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 20 de junho
Fundação 1895
Gentílico peixense
Prefeito(a) Neila Pereira dos Santos (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Peixe
Localização de Peixe no Tocantins
Peixe está localizado em: Brasil
Peixe
Localização de Peixe no Brasil
12° 01' 30" S 48° 32' 20" O12° 01' 30" S 48° 32' 20" O
Unidade federativa  Tocantins
Mesorregião Ocidental do Tocantins IBGE/2008[1]
Microrregião Gurupi IBGE/2008[1]
Distância até a capital Não disponível
Características geográficas
Área 5 291,182 km² [2]
População 11 180 hab. IBGE/2013[3]
Densidade 2,11 hab./km²
Altitude 240 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,695 médio PNUD/2000[4]
PIB R$ 340,600,133 Milhoes IBGE/2010[5]
PIB per capita R$ 30 465,10 IBGE/2010[5]
Página oficial

Peixe é um município brasileiro do estado do Tocantins, criado em 1895 com terras desmembradas de São João da Palma (atual Paranã). Localiza-se a uma latitude 12º01'30" sul e a uma longitude 48º32'21" oeste, estando a uma altitude de 240 metros. Sua população estimada em 2004 era de 8 711 habitantes.

Possui uma área de 5111,29 km².

História[editar | editar código-fonte]

Originou-se com a vinda do ALferes Alfredo Ramos Jubé, quando ali acampou, juntamente com 20 praças, para impedirem ataques dos índios Canoeiros aos emissários de Vila Boa de Goiás. Os mesmos deviam atravessar o Rio Tocantins no porto local, onde um lavrador já possuía uma roça e uma pequena embarcação. Presume-se que nesse aludido local havia um tesouro escondido, dos padres jesuítas - Na mais alta pedra do Rio Santa Tereza, no lugar denominado Itans, está sepultado o maior tesouro dos Jesuítas... contava essa tradição.

Ramos Jubé e comandados, construíram suas casas e uma igreja, da qual ainda hoje se conservam as ruínas, na Praça Getúlio Vargas. A estes, posteriormente, se uniram Joaquim Tavares e Francisco da Silva Montes que, com suas famílias, construíram o primeiro núcleo e expulsaram os índios Canoeiros que viviam às margens do Rio Araguaia.

Pela Lei Provincial nº 13, de 31 de junho de 1846, a Vila de Santo Antônio do Peixe é elevada à categoria de Distrito do Município de Palmas (Paranã, hoje). As pessoas de mais destaque na época na Vila de Santo Antônio do Peixe, foram: Narcísio Poncio Leones, Eliseu Augusto Pinheiro Cangussu, Antônio José de Almeida, Pedro Pinheiro de Queiroz, Senador Domingos Teodoro e o Deputado Cândido Teodoro, incansáveis lutadores pela emanciapação política do Peixe.

A Lei Estadual nº 64, de 20 de junho de 1895, deu autonomia política ao Distrito de Peixe, com o mesmo topônimo, desmembrando-o do Município de Palmas (hoje Paranã) e instalando-o neste mesmo ano. Posteriormente, em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1936, o Município de Peixe apareceu com o nome de Santa Terezinha. Finalmente, novamente pelo Decreto-Lei Estadual nº 557, de 30 de março de 1938, apareceu com o nome atual

Significado do Nome Tempos depois, o Povoado de Santa Cruz da Itans foi vítima de uma enchente muito grande do Tocantins, que despejou suas águas nas vazantes e numa grande lagoa, pouco distante do Rio. . Com a baixa das águas, um peixe, de tamanho nunca visto nesse rio, ficou preso na referida lagoa onde veio a morrer, sendo encontrado por uma caravana de Vila Boa. Depois desse fato os viajantes diziam: Vamos passar o rio onde foi encontrado o peixe.... Ora, daí o nome atual de Peixe. A dita lagoa e córrego que serviu de vazante, tomaram a mesma denominação.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Ecopraia da Tartaruga[editar | editar código-fonte]

É uma imensa praia de aproximadamente 2 km², banhada pelo Rio Tocantins. Além da beleza de suas areias, a praia é um ponto de concetração de tartarugas, daí a origem do seu nome. A presença de tartarugas no local é um fenômeno único, com grande potencialidade para o ecoturismo e estudos biológicos. O acesso se dá pela estrada de rodagem até Porto do Peixe, descendo-se rio abaixo. A duração do percurso fluvial demora cerca de 15 minutos.[6]

Arquipélago do Tropeço[editar | editar código-fonte]

É um conjunto de 366 ilhas e ilhotas, formando um belíssimo arquipélago fluvial no rio Tocantins. São formas e tamanhos variados, em posições tais que fazem o rio correr em saltos sobre as pedras as corredeiras e os remansos. O tropeção, como é conhecido o lugar, é apenas um referencial. Na verdade, existem outras cachoeiras e saltos ao longo do rio, navegáveis em épocas distintas e orientadas pelos níveis das águas. O local impressiona pela beleza, porém, oferece muito perigo a quem não souber se guiar entre os canais convencionados a navegação. Um dos canais mais utilizados no verão é o “Canal das Cuias”. O Passeio é feito de canoa ou em pequenas lanchas a motor. Por entre os canais se pratica a pesca da caranha, abundante no local, e nas áreas de águas calmas, represadas naturalmente pelas rochas, pode-se pescar também tucunarés e jacundás. Com caiaques é possível explorar toda a região. A presença de um guia nos passeios é fundamental. São necessários cuidados especiais e orientação aos visitantes.[7]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2013 Censo Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2012). Página visitada em 11 de dezembro de 2012.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-20108 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. [1]
  7. [2]
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