Pilares da Criação

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Pilares da Criação na Nebulosa da Águia.

"Os pilares da criação" é um aglomerado de poeira e gás com tamanho interestelar na nebulosa de Águia, situado a aproximadamente 7,000 anos luz da terra. No nome, "Pilares" é sugestivo ao formato do lugar, e a parte "Criação" originou-se devido ao local ser um enorme berço de estrelas. Sua primeira imagem, datada em 1/04/1995, foi tirada pelo telescópio espacial Hubble.

Composição[editar | editar código-fonte]

Os pilares são, basicamente, compostos de poeira e moléculas frias de hidrogênio, que tem sido, além de vitais para o nascimento de novas estrelas, erodido por foto-evaporação, devido à forte exposição à luz violeta gerada à estrelas tecnicamente próximas. Conforme isso vai acontecendo, pequenos globos de gases dentro da nuvem são expostos. Estes globos tem sido chamados "EGGs" — um acrônimo para "Evaporating Gaseous Globules" (PTBR: Globos de evaporação de gás). As sombras dos EGGs protegem o gás, resultando em estruturas como formato semelhante à um dedo no topo dos pilares. O tamanho do maior pilar está em torno de 6 anos luz de altura. O local, abriga ainda, um grande aglomerado de estrelas jovens, que se formaram ali.

Hoje[editar | editar código-fonte]

Imagens mais recentes tiradas com o telescópio espacial Spitzer mostraram uma nuvem quente em torno dos pilares da criação. O que foi o bastante para ser interpretado por muitos como sendo uma onda de choque gerada por uma supernova. O formato da nuvem, sugere que a supernova explodiu há cerca de 6.000 anos e devastou as três colunas. Considerando a distância de 7,000 anos luz da terra, dentro de 1,000 anos a explosão será visível aqui na terra. Há ainda outra teoria defendida por outros astrônomos, que argumentam que esta nuvem quente nada mais é do que uma emissão de radio e raio-x maior do que esperado para a supernova, e que a poeira poderia ter sido aquecida pelo vento estelar. Se este for o caso, os pilares da criação vao sofrer uma erosão mais gradual.

A Foto do Hubble[editar | editar código-fonte]

A imagem obtida pelo telescópio é uma junção de 32 imagens de quatro câmeras diferentes. As cores foram emitidas pelos elementos da nuvem que são: verde para hidrogênio, vermelho para enxofre ionizado e azul para átomos de oxigênio duplamente ionizados. A parte que falta da imagem no canto superior direito decorre do fato de que uma das quatro câmeras tem uma visão ampliada dessa parte, o que permite aos astrônomos ver detalhes mais finos. Assim, as imagens desta câmera são reduzidos em tamanho proporcional para combinar com as outras três câmeras.

A foto de Herschel[editar | editar código-fonte]

Em 2011, o observatório espacial Herschel, capturou uma nova imagem em ondas longas de infravermelho, que permitiu aos astronomos verem dentro dos pilares e suas estruturas e assim, chegar a uma compreensão muito mais ampla das forças criativas e destrutivas no interior da Nebulosa da Águia.