Primeira Guerra Civil de Castela

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Primeira Guerra Civil de Castela
Parte da Guerra dos Cem Anos
Battle najera froissart.jpg
Batalha de Nájera, num manuscrito do século XV; os Ingleses e Pedro estão à direita
Data 1366 a 1369
Local Castela
Desfecho Vitória de Henrique II de Castela após o assassinato de Pedro I
Combatentes

Blason Castille Léon.svg Pedristas (Reino de Castela)

Royal Arms of England (1340-1367).svg Reino de Inglaterra

Armoiries Majorque.svg Reino de Maiorca

Blason Royaume Navarre.svg Reino de Navarra

COA of Nasrid dynasty kingdom of Grenade (1013-1492).svg Reino de Granada

Blason Castille Léon.svg Henriquistas (Reino de Castela)

Armas de Aragón.svg Coroa de Aragão

Blason France moderne.svg Reino de França

Principais líderes

Blason Castille Léon.svg Pedro I de Castela

Royal Arms of England (1340-1367).svg Eduardo, o Príncipe Negro

Royal Arms of England (1340-1367).svg João de Gante

Armoiries Majorque.svg Jaime IV de Maiorca

Blason Royaume Navarre.svg Carlos II de Navarra

COA of Nasrid dynasty kingdom of Grenade (1013-1492).svg Maomé V de Granada

Blason Castille Léon.svg Henrique II de Castela

Blason Castille Léon.svg Fernando Sánchez de Tovar

Blason Castille Léon.svg Tello de Castela

Blason Castille Léon.svg Fadrique Afonso de Castela

Armas de Aragón.svg Pedro IV de Aragão

Blason France moderne.svg Carlos V da França

Blason France moderne.svg Bertrand Du Guesclin

A Primeira Guerra Civil de Castela durou três anos, de 1366 a 1369. Tornou-se parte do conflito entre o Reino da Inglaterra e o Reino da França: a Guerra dos Cem Anos. Foi lutada, primeiramente, no Reino de Castela e em sua costa entre o rei Pedro e seu meio-irmão ilegítimo Henrique pelo direito do trono.

Causas[editar | editar código-fonte]

Pedro era chamado pelos seus aliados de "O Justo" e pelos seus inimigos de "O Cruel". Para a alta nobreza, Pedro era um tirano. Ele teve uma grande extensão de autoridade real e acabou entrando em uma guerra contra Aragão, chamada Guerra dos Dois Pedros.

Seu irmão ilegítimo, Henrique, rapidamente obteve suporte não só da nobreza de Castela, como também da França, Aragão e do Papa. Em 1366, ele oficial depôs seu irmão como rei de Castela, Leão, Toledo, e Sevilha; ele proclamou-se rei no mosteiro de Las Huelgas.

Conflito[editar | editar código-fonte]

Em 1366, Henrique, então vivendo na França, reuniu uma grande exército, com soldados franceses e aragoneses, e mercenários ingleses, em Montpellier e invadiu Castela com o apoio dos reis de Aragão e da França, Henrique II de Castela e Carlos V da França respectivamente. Ele consegui com que Pedro fugisse.

Pedro fugiu para Baiona, uma cidade sob o domínio inglês da Gasconha. Lá ele pediu ajuda a Eduardo, o Princípe Negro, em troca de terras na Castela. Com as tropas inglesas lideradas pelo princípe, ele voltou a Castela e reassumiu o trono em 1367, forçando Henrique a voltar à França após a vitória na batalha de Nájera. No entanto, ele se recusou a cumprir sua parte no tratado com os ingleses e seus aliados, incluindo o próprio Príncipe de Gales, que o deixaram. Em 1368, Henrique e Carlos da França assinaram o Tratado de Toledo, onde os castelhanos emprestaram uma frota no golfo da Biscaia para os franceses em troca de ajuda em terra.

Henrique reentrou em Castela em 1369 e assassinou Pedro na Batalha de Montiel. Ele foi aclamado Henrique II e imediatamente solidificou seu reinado removendo judeus do alto comando. A Castela se tornou, a partir de então, um grande aliado francês em suas guerras vindouras.