Puebla de Sanabria
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— Município —
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| Localização de Póvoa de Seabra na Espanha | ||||
| Comunidade autónoma | Castela e Leão | |||
| Província | Zamora | |||
| Fundação | Ver texto | |||
| - Alcaide | Jose Fernandez Blanco (PSOE) | |||
| Área | ||||
| - Total | 81 km2 | |||
| Altitude | 990 m (3 248 ft) | |||
| População (2007) | ||||
| - Total | 1 614 | |||
| - Densidade | 19,93/km2 | |||
| Gentílico: | Sanabrés/sanabresa | |||
| Fuso horário | CET (UTC+1) | |||
| - Horário de verão | CEST (UTC+2) | |||
| Código postal | 49300 | |||
| Sítio | www.pueblasanabria.org | |||
Puebla de Sanabria é um município raiano da Espanha na província de Zamora, comunidade autónoma de Castela e Leão, de área 81 km² com população de 1614 habitantes (2007) e densidade populacional de 19,81 hab/km².
[editar] Demografia
| Variação demográfica do município entre 1991 e 2004 | |||
|---|---|---|---|
| 1991 | 1996 | 2001 | 2004 |
| 1668 | 1739 | 1565 | 1614 |
Faz fronteira com a Galiza no Padornelo, tendo como principal ligação a Autovia das Rias Baixas, que faz a transição entre as duas comunidades através de um túnel. A sua ligação mais directa a Portugal faz-se pela estrada que vai até à fronteira do Portelo, junto à Serra de Montesinho.
[editar] Património natural
As terras de Seabra, pela sua riqueza paisagística e a nível da flora e fauna, está classificada como Parque Natural. Uma das jóias deste Parque é o Lago da Sanábria, inserido no vale do Rio Tera, que pelo seu percurso conhece várias barragens, desde a sua nascente na Serra de Pena Trevinca próxima ao lago, elevação que atinge os 2124 metros de altitude. Não muito distante, na também próxima Serra Segundera, nasce o rio Tuela, um dos rios que formam o rio Tua.
[editar] Tragédia de Ribadelago
Construída entre 1954 e 1956, a barragem de Vega de Tera, com 200 metros de comprimento e 33 de altura, foi inaugurada por Francisco Franco em 25 de Setembro de 1956. Esta barragem teve uma vida curtíssima: em 1959, fortes chuvas e temperaturas extremas (-18 °C) abateram-se sobre a Serra de Peña Trevinca. Estas condições, aliadas à muita água acumulada na albufeira da barragem, levaram a que uma brecha de 70 metros de comprimento e 30 de altura se abrisse, deixando que uma torrente de 8 mil milhões de litros de água se abatessem pelo desfiladeiro do rio Tera. Os oito quilómetros do desfiladeiro foram ultrapassados pela água, lama, rochas e árvores da torrente em 20 minutos. Pelo caminho, a aldeia de Ribadelago foi apanhada desprevenida, resultando da imensa torrente a destruição de 145 das 170 habitações que existiam, e a morte de 144 habitantes que não conseguiram refugiar-se em pontos altos. A corrente chegou a atingir nove metros de altura.
Apenas 28 corpos foram resgatados; os restantes desapareceram para sempre no fundo do Lago de Sanábria, onde a imensa torrente desembocou logo a seguir à destruição de Ribadelago.
A aldeia foi reconstruída, sendo hoje bem visíveis testemunhos da noite fatídica: ruínas de casas e da igreja matriz, a par da estrutura da barragem, a montante, no silêncio da serra.
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