Reflexo plantar

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Na medicina (neurologia), o reflexo plantar, reflexo de Babinski é um reflexo descoberto por Joseph Babinski, um neurologista francês de ascendência polonesa, que pode identificar doenças da medula espinhal e cérebro e que também existe como reflexo primitivo em bebês. O termo sinal de Babinski refere-se ao sinal do reflexo plantar patológico, quando há a extensão do hálux (1º dedo do pé).

A presença do reflexo (extensão do hálux) é uma reação normal em crianças até 2 anos de idade. Em adultos indica lesão neurológica. Sua assimetria, isto é, o fato de ser observado em apenas um dos membros, indica qual hemisfério cerebral foi lesionado.[1]

Métodos[editar | editar código-fonte]

Sinal de Babinski

Caracteriza-se por uma extensão dos pododáctilos em forma de leque, quando um firme estímulo táctil (que não deve ser chegar a ser doloroso, nem causar desconforto ou lesão na pele) é aplicado à sola lateral do pé. Junto com a extensão do hálux, os outros dedos do pé afastam-se entre si.

Existem três respostas possíveis:

  • Flexão: os dedos do pé curvam-se para baixo. Esta é a resposta normal observada em adultos hígidos.
  • Indiferente: Não há resposta ou difícil de classificar.
  • Extensão: o hálux realiza uma extensão para cima. A esta resposta, atribui-se o nome de sinal de Babinski.

Interpretação[editar | editar código-fonte]

Sinal de Babinski em um recém-nascido saudável

O sinal de Babinski pode indicar lesão superior no neuronio motor da medula espinhal na região torácica ou lombar, ou pode indicar doença cerebral - constituindo lesão no trato corticoespinhal. Ocasionalmente um reflexo plantar patológico é o primeiro (e único) indício de um processo patológico sério e um reflexo plantar claramente anormal frequentemente requer investigações neurológicas detalhadas, incluindo tomografia computadorizada do cérebro ou ressonância magnética da coluna vertebral, assim como punção lombar para o estudo do líquido cefalorraquidiano.

Em bebês[editar | editar código-fonte]

Os bebês também mostram uma resposta extensora, que neste caso é normal. Isso ocorre porque o trato corticoespinhal que corre do cérebro para a medula espinhal ainda não está completamente mielinizado nesta idade, então o reflexo não é inibido pelo córtex cerebral. A resposta extensora desaparece e dá lugar à resposta flexora por volta dos 12-18 meses de vida.

Epônimo[editar | editar código-fonte]

O epônimo do reflexo plantar patológico é nomeado em homenagem a Joseph Jules François Félix Babiński (1857-1932), um neurologista francês de ascendência polonesa.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. José María López Piñero - médico, doutor em história da medicina pela Universidade de Valência e autor de História de la medicina (La Esfera de Los Libros, 2002), tradução de Vera de Paula Assis.