Regeneração (biologia)

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estrela do mar regenera seus braços.
Lygodactylus luteopicturatus regenera a cauda.

Regeneração é a capacidade dos tecidos, órgãos ou mesmo organismos se renovarem ou ainda de se recomporem após danos físicos consideráveis. Deve-se à capacidade das células não afetadas de se multiplicarem e, em acordo com a necessidade, de se diferenciarem, a fim de recompor a parte lesionada.

A capacidade de regeneração tecidual depende do tipo de célula, tecido ou órgão afetados pela injúria. Depende da capacidade de multiplicação da célula, e se as células envolvidas são lábeis, estáveis ou perenes.

O epitélio (pele) se regenera rápida e facilmente quando destruído. Células hepáticas (fígado) e tecido ósseo têm alto poder de regeneração. As células do músculo liso são capazes de regenerar em resposta a fatores quimiotáticos (que atraem outras células) e mitogênicos (que promovem mitose). Já o músculo é frequentemente classificado como permanente, incapaz de regeneração. Todas as variedades de tecido conjuntivo são capazes de se regenerar, mas em diferentes níveis de capacidade. O tecido nervoso periférico tem baixo poder de regeneração, mas pode se recompor diante de algumas agressões, já no tecido nervoso central os neurônios não podem ser regenerados.

Alguns animais são muito conhecidos pela capacidade de regeneração de seus tecidos, órgãos ou mesmo sistemas. As planárias, os axolotes e a estrela-do-mar são exemplos. A regeneração das caudas das lagartixas constitui também exemplo muito

A reparação de tecidos humanos danificados, sejam por processos patológicos ou traumáticos, é considerada um dos maiores desafios da medicina, devido a isso existem estudos sobre regeneração em certos animais, como as planárias. Devido a sua característica regenerativa, as planárias são muito estudadas, e sua regeneração é bem conhecida pela ciência. Esse animal apresenta mecanismos de diferenciação celular em todo o seu ciclo de vida. As pesquisas contribuem para estudos na área de biomédica na nas áreas de célula-tronco, regeneração tecidual e desordens degenerativas. Sua capacidade de regeneração é devido aos neoblastos, células indiferenciadas, presentes em todo o corpo do animal.

Falha no mecanismo que limita e controla a capacidade e a velocidade de regeneração em tecidos específicos levam geralmente à formação de tumores.

Tecidos e órgãos[editar | editar código-fonte]

As estratégias regenerativas incluem o rearranjo de tecido pré-existente, o uso de células-tronco somáticas adultas e a desdiferenciação e/ou transdiferenciação de células, e mais de uma maneira que se pode operar em diferentes tecidos do mesmo animal. Todas essas estratégias resultam no reestabelecimento da polaridade, estrutura e forma apropriada do tecido. [1] Durante o processo de desenvolvimento genes são ativados e servem para modificar as propriedades da célula à medida que elas se diferem de células em um Blastema.[2] A desdiferenciação de células significa que elas perdem suas características específicas do tecido assim como remodela o tecido durante o processo de regeneração. Transdiferenciação de células é quando elas perdem as características específicas do tecido durante o processo de regeneração, e então se rediferenciam em um tipo específico de célula.[1]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  1. a b (2006) "Bridging the regeneration gap: genetic insights from diverse animal models". Nat. Rev. Genet. 7 (11): 873–884. DOI:10.1038/nrg1923. PMID 17047686.
  2. (2007) "Molecular Basis for the Nerve Dependence of Limb Regeneration in an Adult Vertebrate". Science 318 (5851): 772–7. DOI:10.1126/science.1147710. PMID 17975060.

BLANES, L. Tratamento de feridas. Baptista-Silva JJC, editor. Cirurgia vascular: guia ilustrado. São Paulo:2004. Disponível em: http://www.bapbaptisca.com

CÂNDIDO, LÚCIA. C. Nova abordagem do tratamento de feridas. São Paulo: SENAC - SP, 2001.

GARCIA, MAS. R.G; BRAZ, A.G; ALVES, L. P; SALGADO, M. A. C.; PILLA, V.; MUNIN, E. Proliferação de célula-tronco em planárias submetidas a radiação laser nos estágios iniciais de regeneração tecidual. São José dos Campos,: univap, 2010.

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