Medicina regenerativa

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Células tronco humanas

Medicina regenerativa é o "processo de substituir ou regenerar células, tecidos ou órgãos humanos para restaurar as funções normais".[1] Muito promissor é esse campo, em relação à regeneração de tecidos e órgãos danificados no corpo, pela troca de tecidos danificados e/ou simulando os mecanismos corpóreos de reparo para curar o que anteriormente era irreparável.

Medicina regenerativa também inclui a possibilidade de crescimento de tecidos e órgãos em laboratório, e a possibilidade de implante seguro em um organismo incapaz de curar a si próprio. Esses desenvolvimentos possuem o potencial de solucionar a escassez de órgãos disponíveis para a doação; assim como da rejeição à transplantação de órgãos, pois as células de órgãos são derivadas das células dos tecidos do próprio paciente.[2] [3] [4]

Termo largamente atribuído por ter sido primeiramente cunhado por William Haseltine (fundador da Human Genome Sciences),[5] o termo "Medicina Regenerativa" é pela primeira vez encontrado em um artigo de 1992 de um hospital administrado por Leland Kaiser. O documento de Kaiser é constituído por pequenos parágrafos, que tratam de tecnologias futuras que vão impactar os centros hospitalares. Em um dos parágrafos, havia "Medicina Regenerativa" como título em negrito e com uma declaração a respeito: "Um novo ramo da medicina que tentará o curso das doenças crônicas" e, em muitas instâncias, regenerará órgãos e sistemas orgânicos cansados e prestes a morrer.

Medicina regenerativa refere-se ao grupo de abordagens biomédicas e terapias clínicas em que deve envolver o uso de células tronco.[6] Exemplos são a injeção de células tronco ou de células progenitoras (terapia celular); a indução de regeneração por moléculas biologicamente ativas injetadas individualmente ou como uma secreção por infusão de células(terapia por imunomodulação - ver Imunoterapia); e transplante de órgãos e tecidos criados in vitro (Engenharia de tecidos).[7] [8]

Uma forma de medicina regenerativa, que atualmente tem sido empregada em prática clínica, consisti no uso de sulfatos análogos de heparan em cicatrização de feridas crônicas. Análogos de sulfato de heparan substituem sulfato de heparan degradado no local machucado. Eles auxiliam o tecido danificado a curar-se através do reposicionamento dos fatores de crescimento e das citocinas dentro da matriz extracelular danificada.[9] [10] [11] Exemplificando, na reconstrução da parede abdominal (como na cirurgia da hérnia inguinal) malhas biológicas tem sido aplicadas com resultados consideráveis.

Pioneiros[editar | editar código-fonte]

No Instituto para Medicina Regenerativa Wake Forest, na Carolina do Norte, o dr. Anthony Atala e seus colegas tem obtido êxito na extração de células musculares e da bexigado corpo de diversos pacientes, cultivadas em placas de petri e, em seguida, dispões as células em camadas de moldes tridimensionais que se assemelham à bexigas. Dentro de algumas semanas, as células nos moldes começaram a funcionar da mesma maneira que bexigas normais e, então, foram implantas de volta nos pacientes.[12] A equipe está atualmente trabalhando no recrescimento de outras 22 órgãos, entre eles: fígado, coração, rim, testículo.[13]

De 1995 a 1998, o PhD Michael D. West gerenciou e organizou a pesquisa entre a Geron Corporation e seus colaboradores acadêmicos James Thomson da Universidade do Wisconsin-Madison e John Gearhart da Universidade John Hopkins, que liderou a primeira isolação de um célula-tronco embrionária e de células-tronco humana germinativas.[14]

Referências

  1. Regenerative Medicine, 2008, 3(1), 1–5 [47]
  2. Regenerative Medicine. NIH Fact sheet 092106.doc (PDF) (September 2006). Página visitada em 2010-08-16.
  3. Mason C, Dunnill P. (January 2008). "A brief definition of regenerative medicine". Regenerative Medicine 3 (1): 1–5. DOI:10.2217/17460751.3.1.1. PMID 18154457.
  4. (July 2009) "Regenerative medicine glossary". Regenerative Medicine 4 (4 Suppl): S1–88. DOI:10.2217/rme.09.s1. PMID 19604041.
  5. Viola, J., Lal, B., and Grad, O. The Emergence of Tissue Engineering as a Research Field. Arlington, VA: National Science Foundation, 2003.
  6. Riazi AM, Kwon SY, Stanford WL. (2009). "Stem cell sources for regenerative medicine". Methods in Molecular Biology 482: 55–90. DOI:10.1007/978-1-59745-060-7_5. PMID 19089350.
  7. Stoick-Cooper CL, Moon RT, Weidinger G. (June 2007). "Advances in signaling in vertebrate regeneration as a prelude to regenerative medicine". Genes & Development 21 (11): 1292–315. DOI:10.1101/gad.1540507. PMID 17545465.
  8. Muneoka K, Allan CH, Yang X, Lee J, Han M. (December 2008). "Mammalian regeneration and regenerative medicine". Birth Defects Research. Part C, Embryo Today 84 (4): 265–80. DOI:10.1002/bdrc.20137. PMID 19067422.
  9. Tong et al, Stimulated neovascularization, inflammation resolution and collagen maturation in healing rat cutaneous wounds by a heparan sulfate glycosaminoglycan mimetic, OTR4120. Wound Repair Regen. 2009 Nov-Dec;17(6):840-52.
  10. Barritault et al, Regenerating agents (RGTAs): a new therapeutic approach. Ann Pharm Fr. 2006 Mar;64(2):135-44.
  11. Van Neck et al, Heparan sulfate proteoglycan mimetics thrive tissue regeneration: an overview. In Intech book under the working title "Tissue Regeneration", ISBN 978-953-307-876-2 is scheduled for on line publication on Nov 26, 2011”
  12. Stephanie Smith, April 5, 2006. Edition.cnn.com. Página visitada em 2010-03-19.
  13. Wake Forest University Institute for Regenerative Medicine. Wfirm.org (2009-02-06). Página visitada em 2010-03-19.
  14. Bloomberg Longevity Economy Conference 2013 Panelist Bio.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Leitura de baixo nível técnico

Leitura de alto nível técnico

  • Metallo CM, Azarin SM, Ji L, de Pablo JJ, Palecek SP. (June 2008). "Engineering tissue from human embryonic stem cells". Journal of Cellular and Molecular Medicine 12 (3): 709–29. DOI:10.1111/j.1582-4934.2008.00228.x. PMID 18194458.
  • Placzek MR, Chung IM, Macedo HM, et al.. (March 2009). "Stem cell bioprocessing: fundamentals and principles". Journal of the Royal Society, Interface 6 (32): 209–32. DOI:10.1098/rsif.2008.0442. PMID 19033137.

Jornais científicos