Rio Grande (Rio Grande do Sul)

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Município de Rio Grande
"Noiva do mar"
Noiva do Mar.jpg

Bandeira de Rio Grande
Brasão de Rio Grande
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 19 de fevereiro de 1737 (277 anos)
Gentílico rio-grandino
Prefeito(a) Alexandre Lindenmeyer (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Rio Grande
Localização de Rio Grande no Rio Grande do Sul
Rio Grande está localizado em: Brasil
Rio Grande
Localização de Rio Grande no Brasil
32° 2' 6" S 52° 5' 56" O32° 2' 6" S 52° 5' 56" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Sudeste Rio-grandense IBGE/2008 [1]
Microrregião Litoral Lagunar IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Capão do Leão e Arroio Grande (oeste)
Pelotas (norte)
Santa Vitória do Palmar (sul)
Distância até a capital 317 km
Características geográficas
Área 2 813,907 km² (BR: 546º)[2]
População 207,036 hab. (RS: 10º) –  Estimativa IBGE/2014[3]
Densidade 0,07 hab./km²
Altitude 1 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,793 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 5 402 761,489 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 27 624,02 IBGE/2008[5]
Página oficial
Outras informações
Ficha técnica
Região Sul
Padroeiro São Pedro
Gini 0,41
Vereadores 21

Rio Grande é um município brasileiro localizado no sul do estado do Rio Grande do Sul. Possui uma população estimada pelo IBGE em 207.036 habitantes (dados de 2014), sendo a mais meridional dentre todas as cidades brasileiras de médio e grande porte.

Rio Grande foi fundada em 1737 pelo brigadeiro José da Silva Pais, e elevada - com substancial ajuda de Francisco Xavier Ferreira - à condição de cidade em 27 de junho de 1835, ano em que o coronel da guarda nacional Bento Gonçalves iniciou a Revolução Farroupilha. Está situada no extremo sul do estado do Rio Grande do Sul, entre a Lagoa Mirim, a Lagoa dos Patos (a maior laguna do Brasil) e o oceano Atlântico.

A cidade construiu sua riqueza ao longo de sua história devido à forte movimentação industrial. Ainda hoje, é uma das cidades mais ricas do Rio Grande do Sul, e a mais rica da região sul do estado, principalmente devido ao seu porto (o segundo em movimentação de cargas do Brasil), e à sua refinaria (a cidade é a sede da "Refinaria de Petróleo Riograndense", antiga "Refinaria Ipiranga").

Rio Grande forma, juntamente com Arroio do Padre, Capão do Leão, Pelotas e São José do Norte, uma das três aglomerações urbanas do Rio Grande do Sul, sendo classificada como centro sub-regional 1.[6]

História[editar | editar código-fonte]

Quando Até a chegada dos primeiros europeus à região, ela se situava no limite entre o território dos índios minuanos, ao sul, e o dos índios carijós, ao norte.[7] A área de Rio Grande já era mostrada em mapas holandeses décadas antes do início da colonização portuguesa na região. Por volta de 1720, açorianos vindos de Laguna chegaram à região de São José do Norte para buscar o gado cimarrón (selvagem) vindo das missões, possibilitando a posterior fundação do Forte Jesus, Maria, José e de Rio Grande, em 1737.

Nesse ano, uma expedição militar portuguesa a mando de José da Silva Paes foi enviada com o propósito de garantir a possessão das terras situadas ao sul do atual Brasil. Em 19 de fevereiro, Silva Pais fundou o presídio de Rio Grande, uma colônia militar na desembocadura do Rio São Pedro, que liga a Lagoa dos Patos ao Oceano Atlântico. Este presídio é o Forte Jesus, Maria, José, que constituiu o núcleo da colônia de "Rio Grande de São Pedro", fundada oficialmente em maio do mesmo ano. O termo "Rio Grande" é uma alusão à desembocadura da Lagoa dos Patos no Oceano Atlântico, e a origem do nome do próprio estado.

A escolha do lugar, com o estabelecimento de estâncias de gado, permitiu apoiar as comunicações por terra entre Laguna e Colônia do Sacramento. Assim, foi fundada uma das cidades mais antigas do Rio Grande do Sul (No espaço que hoje compreende o estado, já existiam os Sete Povos das Missões, de domínio espanhol. Alguns destes povoados de formação jesuíta ainda existem, com o status de cidade tendo sido reconhecido posteriormente.).

Em 1760, Rio Grande, que até então estava sujeita à Capitania de Santa Catarina, passou a ser a capital da nova Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul, dependente do Rio de Janeiro.

Em 12 de maio de 1763, o espanhol Pedro de Ceballos, governador de Buenos Aires, invadiu a então vila de Rio Grande, conquistando o forte e removendo os portugueses até São José do Norte, na margem oposta a Rio Grande - a qual também seria ocupada por Ceballos, passando a capital da capitania à população de Viamão em 1766. Os povoadores portugueses que não fugiram até Porto dos Casais foram transladados por Ceballos a Maldonado, dando origem ao povoado de São Carlos. Na noite de 6 de julho de 1767, as tropas portuguesas, por ordem do governador da Capitania do Rio Grande do Sul, coronel José Custódio de Sá e Faria, depois de violentos combates, expulsaram os espanhóis de São José do Norte.

A permanência dos espanhóis na vila durou até 1º de abril de 1776, data em que o comandante general português de São José do Norte, o alemão Johann Heinrich Bohm, atacou os fortes de "Santa Bárbara" e "Trindade" e recuperou a vila com ajuda do sargento maior Rafael Pinto Bandeira.[8]

Pedro de Ceballos foi o primeiro vice-rei do Vice-reino do Rio da Prata e, ao ser nomeado, recebeu a ordem de deter a expansão portuguesa. Em princípios de 1777, Ceballos e seus homens recuperaram a Ilha de Santa Catarina, sem disparar um só tiro, já que a esquadra portuguesa abandonou a ilha. Em 21 de abril, chegou a Montevidéu, onde atacou o Forte de Santa Teresa, no atual departamento uruguaio de Rocha, e dirigia-se mais uma vez contra a cidade de Rio Grande quando recebeu notícias de um tratado de paz assinado entre Espanha e Portugal, que o obrigava a retirar-se da cidade.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Distritos[editar | editar código-fonte]

1º Distrito - Rio Grande: está subdividido em 1º Sub-distrito: Cidade do Rio Grande; 2º Subdistrito: Balneário Cassino.

2º Distrito - Ilha dos Marinheiros: tem como sede a Vila do Porto do Rei. Abrange, além da Ilha dos Marinheiros, as ilhas das Pombas, dos Cavalos, da Pólvora, do Leonídio, Caldeirão, Cabras e Constância.

3º Distrito - Povo Novo: tem como sede a Vila do Povo Novo. Abrange, também, as ilhas Torotama, Carneiros, Mosquitos e Martin Coelho.

4º Distrito - Taim: tem, como sede, a Vila do Taim, abrangendo as ilhas Grande e Pequena.

5º Distrito - Vila da Quinta: tem como sede a própria Vila da Quinta

Relevo[editar | editar código-fonte]

Rio Grande é uma cidade litorânea, que possui a praia mais extensa do mundo (Praia do Cassino), com uma extensão de aproximadamente 240 km de costa para o Oceano Atlântico. Toda a sua área municipal se situa em baixa altitude com, no máximo, 11 metros acima do nível do mar.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A maior parte do município é composta por campos, com vegetação rasteira e herbácea. Também há pequenos bosques com árvores plantadas (eucaliptos e pinhos). Dunas de areia são encontradas em toda a costa litorânea.

Clima[editar | editar código-fonte]

Maiores acumulados de chuva em 24 horas
registrados em Rio Grande por meses
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 112,7 mm 06/01/2002 Julho 100,7 mm 15/07/1983
Fevereiro 194 mm 15/02/1983 Agosto 95,6 mm 05/08/1970
Março 179 mm 17/03/1961 Setembro 156,9 mm 07/09/1977
Abril 95,8 mm 05/04/2013 Outubro 98,9 mm 13/10/2004
Maio 112,2 mm 08/05/1974 Novembro 86,2 mm 16/11/1975
Junho 82,7 mm 27/06/1966 Dezembro 114,1 mm 01/12/2001
Fonte: Rede de dados do INMET. Período: 1961-1983, 1988-1989 e 1991-2013.[9]

O clima de Rio Grande é subtropical ou temperado, com forte influência oceânica e com invernos relativamente frios, verões tépidos e precipitações regularmente distribuídas durante o ano. A temperatura média anual é de 18,2 °C e a precipitação média é de aproximadamente 1 250 milímetros (mm) por ano.[10] [11] O mês mais quente é fevereiro, com temperatura média de 23,5 °C, e o mais frio é julho, com temperatura média de 13 °C.[10] Devido à intensa incidência de ventos na cidade, a sensação térmica no inverno em Rio Grande frequentemente chega abaixo de 0 °C, durante os meses mais frios.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1983, 1988 a 1989 e 1991 a 2013, a menor temperatura registrada em Rio Grande foi de -0,5 ºC nos dias 28 de junho de 1994 e, mais recentemente, em 9 de junho de 2012,[12] enquanto a maior atingiu 39,6 ºC em 25 de dezembro de 2012.[13] O maior acumulado de chuva observado em 24 horas foi de 194 mm em 15 de fevereiro de 1983. Outros grandes acumulados foram 179 mm em 11 de março de 1966, 156,9 mm em 7 de setembro de 1977, 146,6 mm em 16 de fevereiro de 2010, 132,5 mm em 10 de março de 2011, 118,5 mm em 15 de maio de 2004, 114,1 mm em 1 de dezembro de 2002, 113,2 mm em 24 de março de 2011, 112,7 mm em 6 de janeiro de 2002, 112,2 mm em 8 de maio de 1974, 110,7 mm em 15 de julho de 1983, 107,9 mm em 11 de março de 2011, 106,8 mm em 31 de janeiro de 1983, 104,2 mm em 18 de julho de 1974, 103,8 mm em 3 de março de 2000, 103,5 mm em 4 de fevereiro de 1992, 100,7 mm nos dias 8 de setembro de 1997 e 3 de setembro de 1961.[9] Em um mês o maior volume de chuva observado foi de 485,4 mm em julho de 1995.[14]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Rio Grande Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 37,2 39,3 37,6 35,4 30,6 29,3 31,4 31,3 35,3 32,6 35,1 39,6 39,6
Temperatura máxima média (°C) 27 27 25,6 22,9 19,9 16,8 16,2 17 18,4 20,8 23 25,5 21,7
Temperatura média (°C) 23,3 23,5 22,2 19,3 16,4 13,3 13 13,8 15,3 17,5 19,5 21,8 18,2
Temperatura mínima média (°C) 20,6 20,8 19,7 16,5 13,6 10,6 10,7 11,4 12,8 14,9 16,7 19,1 15,6
Temperatura mínima registrada (°C) 9 10,4 7,5 4,2 1,6 -0,5 -0,3 0 1,4 5,1 5,7 9,7 -0,5
Chuva (mm) 112,8 100,7 112,6 51,5 86,9 109,6 174,9 126,2 143,2 81,2 74,1 59,9 1 233,6
Dias com chuva (≥ 1 mm) 8 8 8 5 6 8 10 8 9 7 6 5 88
Umidade relativa (%) 78,3 78,6 79,3 79,6 82,8 83,7 86,7 84,3 83,8 80,5 77,6 77,6 81,1
Horas de sol 266,5 214,1 210,5 192,3 175,1 126,6 135,8 156,5 153,7 209,4 228,2 269,6 2 338,3
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (médias climatológicas de 1961 a 1990;[10] [15] [16] [11] [17] [18] [19] recordes de temperatura de 1961 a 1983, 1988 a 1989 e 1991 a 2013).[12] [13]

Etnias[editar | editar código-fonte]

A principal emigração ocorrida no município foi por portugueses provenientes da Póvoa de Varzim, Aveiro, zona da Bairrada e do arquipélago dos Açores, que influíram profundamente na cultura e na arquitetura da cidade. Outras etnias que também se estabeleceram na cidade foram os africanos, italianos, alemães, poloneses, árabes libaneses e, em menor número, árabes palestinos, ingleses, espanhóis e japoneses.

Em Rio Grande, existe a FEARG/FECIS, uma feira na qual é possível assistir e acompanhar diversas culturas de todo o mundo. A feira é realizada anualmente e reúne milhares de visitantes.

Economia[editar | editar código-fonte]

Uma escuna na Lagoa dos Patos, durante a feira municipal denominada Festa do Mar.

Rio Grande tem se destacado em âmbito estadual e nacional ao longo dos últimos anos. Com a ampliação do canal no porto da cidade, novos investimentos deram novo fôlego à economia do município. Um polo naval está se desenvolvendo em Rio Grande, sendo a plataforma petrolífera P-53 da Petrobras, a primeira grande operação na cidade. Além disso, Rio Grande tem uma economia extremamente competitiva e diversificada, sendo bem abastecida de bens e serviços em qualquer área.

Durante a cerimônia de batismo da plataforma P-53, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, confirmaram a assinatura do principal contrato para a plataforma P-55, com o consórcio das empresas Queiroz Galvão, Iesa e UTC Engenharia, que inclui a integração do casco com os módulos, que será realizado no Estaleiro Rio Grande, junto ao dique seco, no Superporto. Dos seis módulos, quatro serão montados no dique seco do Rio Grande, sendo um de remoção de sulfato e outro de compressão, que ficará sobre responsabilidade da Iesa. Já o Consórcio Top 55, formado por acionistas da Quip (Queiroz Galvão, IESA e UTC Engenharia), além da integração do casco com os módulos da plataforma, construirá o convés e os módulos de alojamento e de painéis elétricos.

O Calçadão, principal rua comercial da cidade

Em seu discurso, após a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, ter batizado a P-53, Gabrielli salientou que além da construção e integração dos módulos da P-55 no porto gaúcho, ainda serão construídos oito cascos em séries em Rio Grande.

A economia de Rio Grande se concentra na maior parte na atividade portuária, sendo um dos grandes responsáveis pela exportação de grãos e importação de containeres e fertilizantes do país.

Há diversas empresas que exportam e importam produtos a partir dos Terminais do Porto de Rio Grande e seu Cais Comercial: ADM, Amaggi, Bianchini S/A, Bunge, Cargill, CHS, Cooperoque, Cotribá, Cotrimaio, Cotrirosa, Cotrisal, Cotricasul, Coxilha, Giovelli, Granol, Heringer, Mosaic, Marasca, Nidera, Phenix, Piratini, Tecon, Yara Brasil e Timac Agro.

Mas esse serviço só é possível graças às agências e operadores, que contribuem para o fortalecimento e produtividade do Porto do Rio Grande, tais como Eichenberg & Transeich, Fertimport, Oceanus, Orion, Quip, Rio Grande, Sagres, Sampayo, Serra Morena, Supermar, Tecon, Tranships, Vanzin, Wilson Sons e Yara.

Política[editar | editar código-fonte]

Atual administração municipal[editar | editar código-fonte]

  1. Prefeito - Alexandre Lindenmeyer
  2. Vice-prefeito - Eduardo Lawson
  3. Primeira-Dama - Eunice Lindenmeyer
  4. Chefe de Gabinete do Prefeito - Darlene Pereira[20]
  5. Chefe de Gabinete da Primeira Dama - Eunice Lindenmeyer
  6. Chefe de Gabinete do Vice-prefeito - Dejair Chagas Camargo
  7. Procurador do Município - Fernado Grassi
  8. Coordenador de Defesa do Consumidor - André Lima Bragagnolo
  9. Chefe do Departamento Autárquico de Transportes Coletivos - Jorge Rafael da Costa Lopes
  10. Chefe de Gabinete de Compras, Licitações e Contratos - Jeferson Alonso dos Santos
  11. Chefe de Gabinete de Programas e Projetos Especiais - Jomar Lima
  12. Chefe da Previdência do Rio Grande - Frederico Montana
  13. Secretário Municipal da Cultura - Celso Santos
  14. Secretário Municipal da Educação - André Lemes
  15. Secretário Municipal da Fazenda - Paulo Roberto Garcia[21]
  16. Secretário Municipal da Pesca - Ederson Pinto da Silva
  17. Secretária Municipal da Saúde - Vera Elisabeth da Silva
  18. Secretária Municipal de Cidadania e Assistência Social - Maria Cristina Juliano[22]
  19. Secretário Municipal de Comunicação e Relações Institucionais - Paulo Roberto Rodrigues[23]
  20. Secretário Municipal de Controle e Serviços Urbanos - Nilson Roberto Pinheiro
  21. Secretário Municipal de Coordenação e Planejamento - João Carlos Cousin
  22. Secretário Municipal de Desenvolvimento, Inovação, Emprego e Renda - Jordano dos Santos Marques
  23. Secretário Municipal de Desenvolvimento Primário - Claudio Costa
  24. Secretária Municipal de Gestão Administrativa - Nídia Acosta Bonfim
  25. Secretário Municipal de Habitação e Regularização Fundiária - Gilmar Ávila
  26. Secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Acessibilidadei - Edson Lopes
  27. Secretário Municipal de Infraestrutura - Cleide Torres Rodrigues
  28. Secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Acessibilidade - Edson Lopes
  29. Secretário Municipal de Turismo, Esporte e Lazer - Luiz Antonio Parise
  30. Secretário Municipal do Cassino - Ângelo Ribeiro[24]
  31. Secretária Municipal do Meio Ambiente - Miriam Balestro
  32. Chefe do Departamento de Defesa Civil - Eduardo Lawson

Educação[editar | editar código-fonte]

A cidade de Rio Grande conta com um sistema de educação completo:

  • Ensino médio: destacam-se o Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS - antigo Colégio Técnico Industrial - CTI) e a Escola Técnica Estadual Getúlio Vargas, entre outras escolas estaduais e particulares;
  • Ensino fundamental: dezenas de escolas públicas e particulares.
FURG

IFRS[editar | editar código-fonte]

O Instituto Federal do Rio Grande do Sul, em seu campus localizado na cidade de Rio Grande, possui cursos técnicos de nível médio e tecnológicos de nível superior.

FURG[editar | editar código-fonte]

A FURG, Universidade Federal do Rio Grande, é conhecida por ser uma das mais completas do sul brasileiro. Foi fundada a 8 de julho de 1953 com o nome de Fundação Cidade do Rio Grande e na época só contava com o Curso de Engenharia. Ao passar do tempo, foram criadas outras faculdades: ciências políticas, ciências econômicas, direito etc. Começou a sua história com aulas na Biblioteca Rio-Grandense e, posteriormente, foi erigido o campus Cidade, atualmente pertencente ao IFRS. Hoje a universidade tem cursos no campus Cidade, campus Carreiros e campus Saúde e conta com complexos de museus (ex.: Museu Oceanográfico de Rio Grande), Estação de Apoio Antártico, Hospital Universitário e Sistemas de Bibliotecas, além de três campi em outras cidades gaúchas: Santo Antônio da Patrulha, Santa Vitória do Palmar e São Lourenço do Sul. A atual reitora é Cleuza Maria Sobral Dias.

Faculdade Anhanguera do Rio Grande[editar | editar código-fonte]

A Faculdade Anhanguera do Rio Grande é uma instituição de ensino pertencente à Rede Anhanguera.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

A cidade é servida pela BR-392, duplicada até Pelotas, que se interliga com BR-471, BR-116 que será duplicado até a cidade de Guaíba, sendo que essa cidade até Porto Alegre já está duplicado o percurso rodoviário. E BR-293. Pela BR-116, chega-se à capital do estado, Porto Alegre, e ao norte do país.

Ferrovias[editar | editar código-fonte]

A cidade possui acesso ferroviário através das linhas Bagé e Cacequi/Rio Grande, da Ferrovia Sul-Atlântico, atualmente operada pela América Latina Logística (ALL).

Hidrovias[editar | editar código-fonte]

Através da Lagoa dos Patos, a cidade liga-se ao Lago Guaíba (que banha Porto Alegre), bem como aos rios que desembocam neste, como o rio Jacuí e o rio dos Sinos.

Igreja Anglicana do Salvador, situada no centro da cidade

Aeroporto[editar | editar código-fonte]

Rio Grande conta com um aeroporto (IATA: RIG, ICAO: SJRG) localizado cerca de 12 km do centro da cidade, sob as coordenadas 32°04'54.00"S de latitude e 52°09'48.00"W de longitude. Ele possui 1 500 metros de pista pavimentada e sinalizada e mais 400 metros de áreas de escape. Opera diariamente três voos para Porto Alegre e um para Pelotas, sendo que há previsão de voos para São Paulo e Rio de Janeiro no segundo semestre de 2010 através da NHT Linhas Aéreas. É um dos maiores aeroportos do interior do Rio Grande do Sul, servindo cerca de cinco mil passageiros por ano.

Pórtico de entrada da cidade, construído em 1950

Trânsito[editar | editar código-fonte]

Com uma população acima de 210 000 habitantes, Rio Grande enfrenta sérios problemas de trânsito. Diversos fatores explicam esses problemas, como a crescente população - devido ao pólo naval presente na região - e também o significativo aumento da frota, acompanhando o aumento do poder de compra da população. Em apenas três anos, a frota de veículos na cidade aumentou em 50%, saltando de 40 000 para 60 000. E, em outubro de 2012, essa frota atingiu a marca de 94 099 veículos. Para amenizar os problemas no tráfego, a Secretaria dos Transportes promove desde o início de 2008 várias mudanças de fluxo, sendo as principais a mudança no sentido das vias Senador Corrêa, Avenida Buarque de Macedo, Rua 2 de Novembro, Avenida Presidente Vargas e Avenida Rheingantz. As duas primeiras passam a ser vias de saída da cidade, funcionando em mão única no sentido centro-bairro, enquanto a avenida Rheingantz faz o sentido inverso. Dize-se que tais mudanças não passaram de meros paliativos, pois não resolvem o problema a médio prazo, tendo em vista que são necessárias obras viárias de alargamentos, duplicações de ruas etc.

Cinemas[editar | editar código-fonte]

Rio Grande já contou com diversas salas de cinemas, fechados sistematicamente ao longo das últimas décadas, sendo que atualmente só existem três salas de cinema: Cine Dunas Cassino (Av. Rio Grande) e Cine Dunas Cidade (Rua Andradas). Para 2014, é esperada a inauguração de 5 salas 3D no [Praça Rio Grande Shopping Center].

Ao longo do século XX, vários cinemas foram abertos e fechados: Lido (na Av. Buarque de Macedo), Avenida (na Av. Major Carlos Pinto, funcionou entre 1929 e 1983), Glória (na Rua Benjamin Constant, 423, esquina com Nascimento), Carlos Gomes (na Av. Bacelar), Figueiras (na Rua Aquidaban, 714, no interior do Shopping Figueiras, fechada em 2006 e depois Copacabana, fechada em 2013), e Sete de Setembro (rua Gen. Bacelar [25] ) e Plaza (na Avenida Silva Paes, durante a década de 1990)[26] .

Esportes[editar | editar código-fonte]

A cidade tem uma forte movimentação esportiva. Possui vários campeões de diversas modalidades de natação, artes marciais e maratonistas, mas o forte da cidade é o futebol. A cidade conta com três clubes profissionais: o Football Club Rio-Grandense(atualmente inativo), o Sport Club São Paulo e o Sport Club Rio Grande (o clube de futebol mais antigo do Brasil). Todos os clubes já foram campeões gaúchos. Os títulos de Campeão Gaúcho foram os seguintes:

De 2005 a 2009, a Associação Noiva do Mar de Futsal representou a cidade nos campeonatos estaduais, sempre tendo destaque entre as equipes participantes. Em 2008, sagrou-se vice-campeão estadual da Série Prata em partidas com público acima de trê mil pessoas.

Comunicações[editar | editar código-fonte]

Capa de um folhetim publicado em 1856 pela Tipografia de B. Berlink

Tipografias[editar | editar código-fonte]

A cidade possuiu diversas tipografias ao longo do século XIX, editando jornais e livros diversos na cidade:

I - Tipografia de Francisco Xavier Ferreira, que publica o jornal "O Noticiador", fundado em 3 de janeiro de 1832, e "O Propagador da Indústria Rio-grandense", entre outros, além de obras como "Hino que se cantou na noite do dia 24 do corrente pela feliz noticia da Gloriosa Elevação do Sr. dom Pedro II ao Trono do Brasil" (1831), considerado o primeiro texto impresso na cidade riograndina, e "Relação dos festejos, que fizeram os portugueses residentes na vila do Rio Grande do Sul, em demonstração de seu júbilo pelo restabelecimento da paz, e da liberdade, na sua pátria, em 1834";

II - Tipografia do "Observador";

III - Tipografia de Sabino Antônio de Souza Niterói, denominada inicialmente de Mercantil, enquanto eram impressos os jornais Liberal Rio-Grandense e Mercantil do Rio Grande (entre os anos de 1835 e 1840), e posteriormente de Niterói, quando foi editado o jornal "Conciliador" (1840-41) e o "A Voz da Verdade" (1845-1846);

IV - Tipografia Pomatelli; em 5 julho de 1847, foi vendida para Perry de Carvalho; em 1º de maio de 1849, foi revendida a Antonio Bonone Martins Viana e, em setembro de 1850, a Bernardino Berlink;

V - Tipografia de Cândido Augusto de Mello, com diversos jornais e obras;

VI - Tipografia do jornal "Diário de Rio Grande", com diversos jornais e obras;

Jornais[editar | editar código-fonte]

A cidade possuiu centenas de jornais durante os séculos XIX e XX, destacando-se tanto pelo número, como pela importância e também pela longevidade de alguns desses periódicos, dentre os quais destacam-se "A Luta" e "Eco do Sul". Atualmente, existem dois jornais de circulação diária, o "Agora" e o Diário Popular, além do semanários "Folha Gaúcha" em 2011 o "Jornal Cassino" encerrou sua circulação.

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

Passarela sobre as dunas na Praia do Cassino
Igreja do Carmo, localizada no Centro de Rio Grande
Navio Altair, encalhado desde 1976 a cerca de 12 quilômetros da Avenida principal do Balneário Cassino em Rio Grande

A cidade como um todo é considerada um patrimônio histórico. Como principais pontos a serem visitados na zona central, que conta com vários prédios antigos, podem ser destacados:

Afastado da zona central, há outros locais de visitação, tais como:

Praças[editar | editar código-fonte]

Por conta de ser uma cidade antiga, Rio Grande conta com um grande número de praças:

Festas culturais[editar | editar código-fonte]

  • Festa do Mar: festa realizada pela primeira vez há 50 anos. O objetivo deste evento, desde seu início, é salientar as potencialidades turísticas e econômicas da região, ao mesmo tempo em que resgata em cada cidadão, o orgulho e o amor por sua terra. Organizada pela FEMAR Agência de Desenvolvimento, a Festa do Mar é um evento de característica popular, portanto, preocupado em servir a comunidade através de uma programação cultural e esportiva diversificada que satisfaça e motive a todos. Pode-se destacar, também, a área gastronômica da festa que atrai milhares de visitantes curiosos em conhecer e degustar o prato típico da região: a famosa anchova assada no espeto, além do diversificado cardápio de frutos do mar oferecido. Além disso, são atrações importantes nessa festa os estandes comerciais, que promovem produtos e serviços e alavancam a economia da região.
  • Fearg e Fecis: Essa "dupla" feira que acontece na cidade de Rio Grande aborda a cada ano diferentes etnias, como a africana. Ela reúne empresas ligadas ao artesanato e também do comércio em geral da cidade.
  • Festa do Peixe e do Camarão: A indústria pesqueira local perdeu força diante do cenário nacional nos últimos anos. Entretanto, o setor continua sendo um dos mais tradicionais da cidade, conhecida nacionalmente por sua vocação, através da pesca artesanal e de embarcações especializadas na captura de camarões e demais pescados. Por isso, a meta da festa é proporcionar um cardápio à base de frutos do mar, mostrando a potencialidade do município que tem São Pedro como padroeiro. Esta é uma grande feira gastronômica para degustação de peixes e camarões preparados de várias formas. A feira é realiza anualmente na Praia do Cassino.
  • Festa de Iemanjá: Grande festa em tributo à rainha do mar é realizada anualmente na Praia do Cassino. A festa conta com a participação de milhares de pessoas à beira-mar.

Cidade-irmã[editar | editar código-fonte]

Rio Grande possui uma cidade-irmã, Águeda. É possível ver-se uma homenagem a esta cidade num painel de lajes azuis - símbolo de Portugal - próximo ao Largo Doutor Pio.

Rio-grandinos notórios[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Estimativa Populacional 2014 Estimativa Populacional 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (01 de julho de 2014). Página visitada em 02 de setembro de 2014.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. MOTTA, Diana Meirelles da; Cesar Ajara (Junho de 2001). Configuração da Rede Urbana do Brasil (em português) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 24 de julho de 2009.
  7. BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p. 19.
  8. Río Grande - Página do Gaúcho
  9. a b Série Histórica - Dados Diários - Precipitação (mm) - Rio Grande Instituto Nacional de Meteorologia. Página visitada em 23 de junho de 2014.
  10. a b c Temperatura Média Compensada (°C) Instituto Nacional de Meteorologia (1961-1990). Página visitada em 23 de junho de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  11. a b Precipitação Acumulada Mensal e Anual (mm) Instituto Nacional de Meteorologia (1961-1990). Página visitada em 23 de junho de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  12. a b Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Mínima (ºC) - Rio Grande Instituto Nacional de Meteorologia. Página visitada em 23 de junho de 2014.
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  14. [1].
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  16. Temperatura Mínima (°C) Instituto Nacional de Meteorologia (1961-1990). Página visitada em 23 de junho de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  17. Número de Dias com Precipitação Maior ou Igual a 1 mm (dias) Instituto Nacional de Meteorologia. Página visitada em 23 de junho de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  18. Insolação Total (horas) Instituto Nacional de Meteorologia. Página visitada em 23 de junho de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  19. Umidade Relativa do Ar Média Compensada (%) Instituto Nacional de Meteorologia. Página visitada em 23 de junho de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  20. http://www.riogrande.rs.gov.br/pagina/index.php/secretarias
  21. http://www.riogrande.rs.gov.br/pagina/index.php/secretarias+170161,,smf.html
  22. http://www.riogrande.rs.gov.br/pagina/index.php/secretarias+2abe10,,smcas.html
  23. http://www.riogrande.rs.gov.br/pagina/index.php/secretarias+1ed,,pagina-2.html
  24. http://www.riogrande.rs.gov.br/pagina/index.php/secretarias+3da,,pagina-3.html
  25. Reportagem do Zero Hora de 2007
  26. Cinema no Interior do Rio Grande do Sul
  27. Torres, Luís Henrique. "A Catedral de São Pedro". In: Biblos, 2006; 18:55-64

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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