SCUM Manifesto

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SCUM Manifesto
SCUM Manifesto cover.jpg
Autor (es) Valerie Solanas
Idioma inglês
País  Estados Unidos
Género Feminismo; estudos de gênero; sátira
Lançamento 1967 (auto-publicação)
1968 (publicação comercial)
Páginas 21
ISBN 9781859845530

SCUM Manifesto é um manifesto feminista radical[1] [2] feito por Valerie Solanas e publicado em 1967. Ele argumenta que os homens têm arruinado o mundo e que cabe às mulheres corrigi-lo. Para atingir este objetivo, sugere a formação da "SCUM", uma organização dedicada a dominar a sociedade e eliminar o sexo masculino. O Manifesto é amplamente considerado satírico, mas criado com base em preocupações filosóficas e sociais legítimas.[3] Ele foi reproduzido por pelo menos 10 edições e traduzido em 13 idiomas.

O termo SCUM apareceu na capa da primeira edição da Olympia Press como S.C.U.M., sigla que foi associada a "Society for Cutting Up Men".[4] Solanas negou, insistindo que o termo não era uma sigla.[5] Solanas realizou uma série de reuniões de recrutamento para a SCUM no Hotel Chelsea, em Nova York, onde ela viveu, mas uma década depois insistiu que a organização era "apenas um artifício literário" e que nunca realmente existiu.[6]

O Manifesto era pouco conhecido até Solanas tentar matar Andy Warhol em 1968. Este evento trouxe a atenção significativa do público para a obra e para a própria Solanas.[7] [8] Enquanto algumas feministas defendem Solanas e consideram o Manifesto uma crítica válida ao patriarcado, outras, tais como Betty Friedan, consideram os pontos de vista de Solanas demasiadamente radicais e polarizados. Embora os motivos de Solanas para atirar em Warhol permanecem obscuros, o Manifesto ainda é freqüentemente associado a este evento.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Penner, James, Pinks, Pansies, and Punks: The Rhetoric of Masculinity in American Literary Culture (Bloomington, Ind.: Indiana Univ. Press, 2011 (ISBN 978-0-253-22251-0)), p. 232 (author asst. prof. Eng., Univ. of Puerto Rico, Rio Piedras).
  2. Jansen, Sharon L., Reading Women's Worlds from Christine de Pizan to Doris Lessing: A Guide to Six Centuries of Women Writers Imagining Rooms of Their Own (N.Y.: Palgrave Macmillan, 1st ed. Apr., 2011 (ISBN 978-0-230-11066-3)), pp. 137 & 134 and see pp. 6, 129–160 (ch. 6, esp. pp. 131–135, 137–142, 145–148, & 150–160), 208, & 218 (author a teacher).
  3. Solanas, Valerie. SCUM Manifesto. London: Verso, 2004. 1–31 p. ISBN 1-85984-553-3
  4. Jansen, Sharon L., Reading Women's Worlds from Christine de Pizan to Doris Lessing, op. cit., pp. 159–160.
  5. Fahs, Breanne. Valerie Solanas. [S.l.]: The Feminist Press, 2014. p. 85. ISBN 9781558618480
  6. Fahs, Breanne. Valerie Solanas. [S.l.]: The Feminist Press, 2014. p. 306. ISBN 9781558618480
  7. Drake, Temple; Kerekes, David. In: Temple. Headpress Guide to the Counterculture: A Sourcebook for Modern Readers. Manchester: Headpress, 2004. p. 199. ISBN 1900486350
  8. Bernstein Weiss, Tracey. The Rhetoric of Radical Feminism: A Pentadic Analysis of the Inception of a Rhetorical Movement. [S.l.]: Temple University, 1978. p. 3.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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