San Pietro in Vincoli

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Fachada

A igreja de San Pietro in Vincoli é uma igreja de Roma. A sua construção teve início em 431, e foi dedicada a São Pedro e a São Paulo, ao ser consagrada pelo Papa Sisto III cujo pontificado durou de 432 a 440.

Entretanto, quando a imperatriz Licínia Eudóxia deu a seu sucessor o Papa Leão I, o Grande (pontificado de 440 a 461) as cadeias que haviam prendido São Pedro na prisão, este se tornou o patrono único desta igreja cujo nome quer justamente dizer «São Pedro em cadeias».

Muito do edifício do século V se mantem. Trata-se de uma basílica com uma ampla nave e duas alamedas laterais, com adição de um transepto, novidade naquele tempo. No interior há colunas dóricas, provavelmente reutilizadas, tiradas de algum edifício da Roma imperial. Numerosas extensões e conversões foram executadas entre os séculos VIII e XIII. Em 1475 Sisto IV, Papa de 1471 a 1484, fez construir o claustro e um pórtico de apenas um andar, aberto para arcadas com pilastras. Outras alterações foram determinadas por Giuliano della Rovere, o futuro Papa Júlio II (pontífice de 1503 a 1513), pois a igreja foi sua igreja titular como cardeal de 1471 a 1503.

Foi restaurada no início do século XVIII e o afresco do teto data dessa época.

Conjunto do túmulo de Júlio II com o Moisés de Michelangelo na base

Estátua de Moisés[editar | editar código-fonte]

A igreja deve sua fama principalmente ao túmulo de Júlio II construído por Michelangelo, à direita de quem entra, na ala lateral. O monumento foi encomendado ao grande artista pelo próprio Papa, em 1505, e nele Michelangelo trabalhou 40 anos. A própria falta de interesse do Papa, e encomendas dos seus sucessores, que recrutaram o artista, tornaram mais lento o projeto. Originalmente foi planejado para seguir o modelo de um mausoléu da antiguidade, mas de proporções inauditas, com quase 40 estátuas, para ficar no coro da recém construída igreja de São Pedro. Afinal, depois de seis mudanças no contrato, foi reduzido a menores proporções como túmulo de parece e instalado nesta igreja em 1545. O último contrato, de 1541, estipulava que Michelangelo, que em 1515 já completara a estátua de Moisés, deveria ainda entregar outras duas, as de Lea e de Raquel, enquanto outras estátuas, a da Virgem Maria, a do Papa, duas outras de uma sibila e de um profeta, seriam feitas, segundo desenho seu, por aprendizes.

A figura central do túmulo é Moisés, e por seu tamanho se pode imaginar quão enorme seria o túmulo, como projetado. Michelangelo tinha então quase 80 anos, seu estilo é calmo, o movimento interior. As figuras bíblicas femininas são Lia, «o amor ativo», e Raquel, «a fé», que ladeiam Moisés e simbolizam a vida ativa e a vida contemplativa.