Prisão Mamertina
A Prisão Mamertina (em latim: Carcere Mamertino) - ou Tullianum - era uma prisão localizada no Fórum romano na Roma antiga. Ele estava localizado no lado nordeste do Monte Capitolino, de frente para Cúria e os fóruns de Nerva, Vespasiano e Augusto.
A igreja de San Giuseppe dei Falegnami hoje está acima da prisão mamertina[1].
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[editar] Nome
As origens do nome da prisão são incertas. A derivação tradicional de "Tertullianum" é do nome de um dos reis de Roma, Túlio Hostílio ou Sérvio Túlio (este último encontrado em Lívio, Marco Terêncio Varro e também Salústio). Há uma teoria alternativa de que o nome seria uma forma latina arcaica tullius ("jato de água", em referência à cisterna). O nome "Mamertina" é medieval na sua origem e pode ser uma referência ao templo de Marte nas redondezas, ou à lenda de que São Pedro, que tradicionalmente se acredita ter sido preso aqui antes de seu martírio: ela conta que os santos Martiniano e Processo, supostamente os guardas da prisão, foram convertidos e batizados por Pedro antes de serem eles também martirizados[2].
[editar] História
A prisão foi construída por volta de 640 a.C.-616 a.C. por Anco Márcio. Ela foi originalmente criada como uma cisterna para uma fonte no chão do segundo nível abaixo do solo (há duas, a mais baixa que era onde os prisioneiros eram mantidos depois de serem baixados até ali por um buraco no chão do piso superior), mas em tempo, uma passagem entre o ralo da cisterna e a Cloaca Máxima foi construída, alegadamente para dispensar os corpos dos mortos ali[2].
Tipicamente, apenas prisioneiros de alto status eram mantidos na prisão, geralmente comandantes estrangeiros como Jugurta que eram derrotados e se tornavam peças centrais nas procissões triunfais romanas. Eles permaneciam encarcerados ali até serem desfilados e estrangulados em público, exceto se tivessem a sorte de morrer por causas naturais antes (A lei romana não reconhecia a prisão em si como punição). A prisão foi usada em 63 a.C. para aprisionar os membros da segunda conspiração catilina, incluindo Públio Cornélio Lêntulo Sura, imediatamente antes de suas execuções no suposto plano para derrubar a República Romana. O líder gaulês Vercingetórix ficou ali por cinco anos até ser ali executado - por estrangulamento - em 46 a.C.[2].
Não se sabe quando a prisão deixou de ser utilizada permanentemente, mas o lugar foi utilizado pelos cristãos desde os tempos medievais e é atualmente ocupado por duas igrejas superpostas: San Giuseppe dei Falegnami (acima) e San Pietro in Carcere (abaixo). A cruz no altar da capela inferior está invertida em homenagem à tradição de que São Pedro teria sido crucificação numa cruz invertida.
Referências
- ↑ The Roman Forum by David Watkin 2009 ISBN 0674033418 page 128 (em inglês)
- ↑ a b c
"Mamertine Prison" na edição de 1913 da Catholic Encyclopedia (em inglês)., uma publicação agora em domínio público.
[editar] Ligações externas
- Carcer (em inglês). Platner's Topographical Dictionary of Ancient Rome. Página visitada em 16/10/2010.
- Hülsen. capítulo Carcer (em inglês). Foro Romano. Página visitada em 16/10/2010.