Sapajus flavius

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Como ler uma caixa taxonómicaMacaco-prego-dourado
S. flavius SP Zoo.jpg

Estado de conservação
Status iucn3.1 CR pt.svg
Em perigo crítico (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Primates
Família: Cebidae
Subfamília: Cebinae
Género: Sapajus
Espécie: S. flavius
Nome binomial
Sapajus flavius
(Schreber, 1774)
Distribuição geográfica
Mapa de distribuição
Mapa de distribuição
Sinónimos[2]
  • queirozi Mendes Pontes & Malta, 2006

O macaco-prego-dourado ou macaco-prego-galego (nome científico:Sapajus flavius) é uma espécie de macaco-prego, um macaco do Novo Mundo da família Cebidae e gênero Sapajus. Sua identidade e linhagem eram desconhecidas até 2005, quando um espécime foi descrito, e até considerado uma espécie nova, Cebus queirozi.[3] [2] De Oliveira & Langguth (2006) demonstraram que se tratava de Simia flavia, descrito por Johann Christian Daniel von Schreber, em 1774, e classificaram a espécie como Cebus flavius.[4] O táxon foi incluído no gênero Sapajus em 2012.[5]

Ocorre na costa nordeste do Brasil, do sul do Rio Grande do Norte até o nordeste de Pernambuco. É possível que ocorra em Alagoas, até as margens do rio São Francisco.[3] Sua distribuição se estende pelo interior até a Caatinga, na Serra do Estreito. Entretanto, habita principalmente os pequenos fragmentos de floresta secundária da Mata Atlântica, mangues e até canaviais.[3]

Macaco-prego-galego na RPPN Engenho Gargaú.

Possui entre 36,8 e 40 cm de comprimento, com a cauda tendo até 42 cm.[3] Os machos pesam entre 2,9 e 3 kg, e as fêmeas entre 1,8 e 2,5 kg. A pelagem é uniformemente dourada, e as partes inferiores dos membros são mais escuras. Não possui topete aparente. Possui longos pelos no pescoço. As mãos e pés são pretos. A face é rosada e os olhos são marrons. Os grupos possuem entre 2 e 32 indivíduos, e vivem em sociedades de fissão-fusão. Se alimentam de frutos, folhas, insetos e pequenos vertebrados.[3]

É classificado como "criticamente em perigo" pela IUCN, [1] e já foi considerado um dos 25 primatas mais ameaçados do mundo, na lista de 2010 a 2012.[6] Vive em área com longa história de colonização pelos europeus e de desmatamento e todo o habitat foi reduzido a pequenos fragmentos cercados por plantações de cana-de-açúcar e pastagens, o que representa menos 5% da cobertura original da Mata Atlântica. Até 2008, estimava-se uma população de 180 indivíduos, com 12 subpopulações.[1] A inclusão das populações da Caatinga aumentou a estimativa para entre 1000 e 2000 indivíduos.[3] Conhece-se populações da espécie em 26 fragmentos de floresta da Mata Atlântica, sendo 15, somente no estado da Paraíba.[3] Ocorre em algumas unidades de conservação particulares como a RPPN Engenho Gargaú na Paraíba e a RPPN Mata Estrela no Rio Grande do Norte, e públicas, como a Área de Proteção Ambiental da Barra do Rio Mamanguape e a Estação Ecológica do Pau Brasil, ambas na Paraíba.[7]

Referências

  1. a b c de Oliveira, M. M., Boubli, J.-P., & Kierulff, M. C. M. (2008). Cebus flavius (em Inglês). IUCN 2012. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN de 2012 Versão 2. Página visitada em 18 de janeiro de 2013.
  2. a b Mendes Pontes, A. R.; Malta, A.; Asfora, P. H. (2006), "A new species of capuchin monkey, genus Cebus Erxleben (Cebidae, Primates): Found at the very brink of extinction in the Pernambuco Endemism Centre.", Zootaxa 1200: 1–12, http://www.mapress.com/zootaxa/2006f/zt01200p012.pdf 
  3. a b c d e f g Anthony B. Rylands, Russell A. Mittermeier, Bruna M. Bezerra, Fernanda P. Paim & Helder L. Queiroz. In: Mittermeier, R.; Rylands, A.B.; Wilson, D. E.. Handbook of the Mammals of the World - Volume 3. [S.l.]: Lynx, 2013. Capítulo Family Cebidae (Squirrel Monkeys and Capuchins). 952 pp. ISBN 978-84-96553-89-7.
  4. de Oliveira, M. M.; Langguth, A. (2006), "Rediscovery of Marcgrave’s capuchin monkey and designation of a neotype for Simia flavia Schreber, 1774 (Primates, Cebidae).", Boletim do Museu Nacional: Nova Série: Zoologia 523: 1–16, http://acd.ufrj.br/~museuhp/CP/Bol-Zool/BolZool2006/Bol%20Zool%20MN%20523.pdf 
  5. Lynch Alfaro, J.W.; Silva, J.S. & Rylands,A.B.. (2012). "How Different Are Robust and Gracile Capuchin Monkeys? An Argument for the Use of Sapajus and Cebus". American Journal of Primatology: 1–14. DOI:10.1002/ajp.222007.
  6. Mittermeier, R.A.;Schwitzer, C.; Rylands, A.B.; Schwitzer, C.; Taylor, L.A.; Chiozza, F.; Williamson, E.A.. (2012). "Primates in Peril: The World's 25 Most Endangered Primates 2010–2012" (PDF): 1–40. IUCN/SSC Primate Specialist Group (PSG), International Primatological Society (IPS), Conservation International (CI), and Bristol Conservation and Science Foundation (BCSF).
  7. Plano de Ação Nacional para Conservação dos Primatas do Nordeste ICMBio (2011). Visitado em 10 de julho de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikispecies Diretório no Wikispecies
Ícone de esboço Este artigo sobre Macacos do Novo Mundo, integrado ao WikiProjeto Primatas é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.