Silvério Pessoa

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Silvério Pessoa
Informação geral
Nome completo Silvério Pessoa
Nascimento 6 de Janeiro de 1962 (52 anos)
Origem Carpina, PE
País  Brasil
Instrumento(s) Vocal, Violão e Piano
Período em atividade 1994 - presente
Outras ocupações Músico
Silvério Pessoa é um músico brasileiro nascido na cidade de Carpina, zona da mata norte do estado de Pernambuco em 6 de janeiro de 1962.
Formalmente, ele começou a trabalhar em um banco, mas migrou para os mundos da música e da educação; graduou-se em Pedagogia (Universidade Federal de Pernambuco, 1995); concluiu a Especialização em Psicopedagogia (Faculdade Frassinetti do Recife, 2010), quando escreveu uma monografia que propõe a inserção do forró como conteúdo transversal do currículo de escolas públicas (PESSOA, 2010); concluiu o curso de Mestrado em Ciências da Religião (Universidade Católica de Pernambuco, 2012). Paralelamente à carreira de pedagogo, ele construiu a sua trajetória artística, diferencial marcante, uma vez que ele funde as duas profissões. Iniciou sua carreira artística na banda Elfos, mas ganhou projeção nacional com o Cascabulho em 1994, com a qual fez turnês por Canadá, Estados Unidos da América e Alemanha. Silvério Pessoa dá tratamento contemporâneo a referências do cancioneiro popular da Zona da Mata, Agreste e Sertão do estado, com o cuidado de não descaracterizá-las. Rock, hip-hop, punk e intervenções eletrônicas são algumas sonoridades absorvidas pelas tradições e refletidas num trabalho que sai do interior de Pernambuco e conquista ouvintes do mundo todo.

Silvério Pessoa tem buscado no “diálogo intercultural” o eixo da sua criatividade. A sua noção de valorização da tradição passa pela “descontinuidade” e pela “heterogeneidade”, alcançadas através da "hibridação" de sons tradicionais no Nordeste (forró, coco, ciranda, entre outros) e de outras músicas, como as supramencionadas. Ele tem sete discos e um DVD lançados, todos muito bem recebidos por público e crítica no Brasil e no exterior. Bate o Mancá - O Povo dos Canaviais (2001), com base nas músicas do cantador de coco Jacinto Silva, foi o primeiro trabalho da carreira solo. O álbum ganhou citações e artigos em publicações especializadas da Europa, recebeu quatro estrelas da Revista Le Monde de la Musique e foi selecionado como um dos melhores lançamentos do ano pela Revista Vibrations, ambas da França. Já Batidas Urbanas - Projeto Micróbio do Frevo (2003), revisão da obra carnavalesca de Jackson do Pandeiro, foi considerado uma renovação do frevo e recebeu nota máxima da Folha de S.Paulo, Revista VEJA e Rolling Stones Argentina.

O terceiro CD, Cabeça Elétrica, Coração Acústico (2005), é um disco autoral que conta com participação de Dominguinhos, Lenine, Alceu Valença, Siba, Lula Queiroga, Zé Vicente da Paraíba, Ivanildo Vila Nova e tantos outros músicos e amigos. Nesse ano, Silvério Pessoa foi selecionado pelo Projeto Pixinguinha e participou da Caravana do Sul e Sudeste, se apresentando em oito cidades. Cabeça Elétrica, Coração Acústico rendeu a Silvério o Premio TIM de Melhor Cantor na categoria Regional, em 2006. O show baseado nesse disco originou o primeiro DVD do artista, lançado em 2007. O quarto álbum, Projeto Ciclos (Casa de Farinha, 2009) é relacionado à religiosidade desse artista e traz o que ele considera “canções planetárias” [...] que “podem ser usadas como recurso didático para a ecologia, a solidariedade, a cultura de paz, a existência de Deus, família, amizade...”. Quase todas as músicas do disco são de sua autoria. A partir de 2004, Silvério mantém contato com comunidades remanescentes da antiga Occitània, no sul da França, o que influenciará a sua obra. A sua pesquisa com bandas dessa região resultou no CD Collectiu: encontros occitans (Casa de Farinha, 2011), álbum no qual ele mostra que “duas culturas podem dialogar, sendo diferentes, encontrando pontos comuns que são, no caso, a música nordestina (representada aqui por Pernambuco) e a música occitana”. No mesmo ano, o artista lança o disco No grau, com canções autorais (algumas delas compostas em parceria com outros) que, no âmbito da hibridação, ressaltam os elementos do rock. Aprofundando o diálogo intercultural Nordeste-Occitània, Silvério Pessoa e o grupo La Talvera produziram o álbum ForrOccitània (Outro Brasil-Casa de Farinha, 2012). O álbum reúne 24 canções em 16 faixas: 8 faixas contendo uma canção cada, e outra metade com duas canções por faixa. Silvério Pessoa e Daniel Loddo (do grupo La Talvera) assinam a maior parte das músicas; as demais são oriundas dos repertórios de Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira, Jacinto Silva, Onildo Almeida, entre outros. Ao ouvir os álbuns de Silvério Pessoa, a sensação de heterogeneidade é, de fato, um traço característico, o que se evidencia tanto na instrumentação, nos arranjos, nas texturas e na agógica (variação de andamento no decurso de uma canção), como no emprego de diversas temática e, enfim, na sonoridade geral de cada disco.

Desde 2003, quando deu início a uma série de turnês com o trabalho solo, Silvério mantém uma agenda anual com temporadas no exterior, tendo como base a França. Nesses anos, tem participado de importantes Festivais como Sfinks Festival e Esperanzah (Bélgica), Roskilde (Dinamarca), Paleo (Suíça), Festival de Sines (Portugal), dentre tantos, expandindo também para outros continentes, como a participação em um dos maiores eventos musicais, o Rainforest Festival, na Ilha de Borneo (Malásia), e a realização de dois shows em Tóquio (Japão). Com a banda Cascabulho, no início da carreira, Silvério fez turnês pelo Canadá, E.U.A. e Alemanha. Participou do Free Jazz, de três edições do Abril pro Rock.


Silvério participa freqüentemente dos eventos artísticos de Pernambuco, como o carnaval, o São João e os shows de Natal.

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