Tuba auditiva

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Tuba auditiva
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Anatomia do ouvido humano
Latim Tuba auditiva, tuba auditivea,
tuba auditoria
Gray assunto #230 1042
MeSH Eustachian+tube

A tuba auditiva ou Trompa de Eustáquio é um canal que liga o ouvido médio dos mamíferos à faringe e que ajuda a manter o equilíbrio da pressão do ar entre os dois lados da membrana timpânica.[1]

A tuba abre e fecha à medida que engolimos ou bocejamos, permitindo uma equalização entre a pressão do ouvido externo e do ouvido médio. Uma sensação de pressão pode ser causada no ouvido por este processo de equalização em um avião ou em situações de mudanças de altitude, por exemplo. O terço posterolateral da tuba é ósseo e o restante é cartilagíneo. A tuba auditiva é revestida por mucosa, que é continua posteriormente com a mucosa da cavidade timpânica e anteriormente com a mucosa da parte nasal da faringe.

Função[editar | editar código-fonte]

A função da tuba auditiva é igualar a pressão na orelha média à pressão atmosférica, permitindo, assim, o livre movimento da membrana timpânica. Essa tuba permite a entrada e a saída de ar da cavidade timpânica, equilibrando a pressão nos dois lados da membrana. Como normalmente há aposição das paredes da parte cartilaginosa da tuba, a tuba deve ser ativamente aberta.[2] A tuba é aberta pela expansão da circunferência do ventre do músculo levantador do véu palatino quando se contrai longitudinalmente, empurrando uma parede enquanto o músculo tensor do véu palatino traciona a outra. Como esses são músculos do palato mole, a equalização da pressão (“estalido nos ouvidos”) está comumente associada a atividades como bocejar e deglutir.

As artérias da tuba auditiva provêm da artéria faríngea ascendente, um ramo da artéria carótida externa, e da artéria meníngea média e artéria do canal pterigoideo, ramos da artéria maxilar.

Outra função da Tuba auditiva é a drenagem, não permitindo o acúmulo de secreções no interior da orelha média, sendo que o responsável por encaminhar estas secreções para a porção nasal da faringe é o músculo tensor do véu palatino. Além do mais, as células ciliadas e secretoras encontradas na orelha média e Tuba auditiva compõem um sistema de transporte muco ciliar.¹ Diferentes fatores interferem no funcionamento da tuba auditiva, como, por exemplo, adenoides hipertrofiadas, fissura palatina, tumores na rinofaringe e fatores de desenvolvimento.

Anatomia[editar | editar código-fonte]

1-Tympanic membrane;2- Umbo;3- Handle of the malleus;4- Lateral process;5- Anterior tympanomalleolar fold;6- Posterior tympanomalleolar fold;7-Pars flaccida;8- Anterior pouch of Tröltsch;9- Posterior pouch of Tröltsch;10- Fibrocartilaginous ring;11- Petrotympanic fissure;12- Auditory tube;13- Iter chordae posterius;14- Iter chordæ anterius;15- Fossa incudis for short crus of the incus;16- Prominentia styloidea.

A tuba auditiva é um tubo orgânico fechado que une a rinofaringe à orelha média. Se comunica com a faringe através do osteo faríngeo da tuba auditiva. É constituída de uma parte óssea, mais curta, com 12 milímetros de comprimento, correspondendo ao semi-canal da tuba auditiva; e uma cartilagínea, com 24 milímetros de comprimento, cuja base é inserida sob a mucosa da parede lateral da rinofaringe. A porção cartilaginosa é fixada ao segmento ósseo que se encontra em um sulco na base da espinha angular do osso esfenoide, expandindo-se na medida que se dirige para a rinofaringe, onde abre-se em seu óstio faríngeo, posterior à cauda do corneto inferior e anterior ao recesso faríngeo lateral (Fosseta de Rosenmüller).

O desenvolvimento da tuba auditiva só se completa aos 18 anos de vida. No feto a base do crânio é relativamente plana, de modo que a tuba auditiva tem em desvio de cerca de 10 graus do plano horizontal. Com o desenvolvimento pós-natal há aumento das dimensões verticais da base do crânio, além de um distanciamento do palato duro, gerando,no adulto um aumento da angulação da tuba auditiva para 45 graus. O crescimento da mesma varia de 30a 38 mm.

A tuba auditiva é usualmente dividida em uma porção óssea infratemporal, e uma porção cartilaginosa.A parede medial da porção óssea está em íntimo contato com o canal carotídeo e o labirinto. A mucosa desta região é semelhante a do ouvido médio, incluindo células mucosas e ciliares.

A trajetória da tuba auditiva até a rinofaringe tem a morfologia de um S invertido. O término na rinofaringe está a cerca de 20 mm acimado plano do palato duro e protrai com sua cartilagem no chamado tórus tubáreo. Há uma fina camada de epitélio recobrindo a cartilagem.[3] [4]

Referências

  1. Young, Barbara; Stevens, Alan; S. Lowe, James. Wheater histologia funcional: texto e atlas em cores (em português). [S.l.]: Elsevier Brasil, 2007. p. 417. ISBN 8535218599 Página visitada em 12 de dezembro de 2013.
  2. McPhee, Stephen J.; Papadakis, Maxine A.; Rabow, Michael W... CURRENT: Medicina (Lange) (em português). 51ª ed. Porto Alegre, Rio Grande do Sul: Grupo A Educação, 2013. p. 190. ISBN 8580551870 Página visitada em 18 de dezembro de 2013.
  3. MOORE,K.L; DALLEY,F.A, AGUR.A.M.R.. (Maio/Junho de 2010). "Anatomia orientada para clinica" (em português). Brazilian Journal of Otorhinolaryngology 76 (3). São Paulo: Guanabara Koogan. DOI:10.1590/S1808-86942010000300012. ISSN 1808-8694. Página visitada em 12 de novembro de 2013.
  4. Haruo Passerotti, Gustavo (Maio de 2003). Barotrauma em Otorrinolaringologia (PDF) (em português) Fundação Otorrinolaringologia. Página visitada em 12 de dezembro de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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