Bocejo

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Joseph Ducreux se espreguiçando; autorretrato, aprox. 1783

O bocejo é um movimento muscular que se produz tanto em animais como em pessoas.

Diz-se que o bocejo corresponde ao sono. Estudos científicos [1] recentes apontam que o bocejo está sim relacionado ao sono, no entanto, conforme apontam as pesquisas, o bocejo é uma forma do organismo driblar o sono. Ao bocejar a pessoa estimula a circulação sanguínea e diminui a temperatura corporal, o que colabora para aumentar o estado de atenção[2] .

O estudo citado anteriormente corrobora com as afirmações comuns de que o ato de bocejar está relacionado a momentos de baixo metabolismo do corpo.

O bocejo é muito encontrado nas artes em geral, como no desenho animado A Bela Adormecida, de Walt Disney. Na literatura também encontra-se uma grande quantidade de alusões ao dito fenômeno.

Ainda há o aspecto sobrenatural do bocejo. Determinadas crenças acreditam que o bocejo é a conexão das almas de cada pessoa. Quando uma pessoa boceja, o reflexo humano é de, em circunstâncias complexas, sem nenhuma percepção aparente, bocejar em resposta. A sobrenaturalidade pode ser observada quando em proximidades espaciais, mas sem nenhum contato direto, esse efeito ocorre.

Algumas Teorias:

Teoria física - nossos corpos induzem o bocejo para obter mais oxigênio e retirar um acúmulo de dióxido de carbono. Esta teoria ajuda a explicar o motivo de bocejarmos quando estamos em grupos. Grupos grandes de pessoas produzem mais dióxido de carbono, o que significa que nossos corpos criam o bocejo para conseguir mais oxigênio e se livrar do excesso de dióxido de carbono. No entanto, se nossos corpos nos fazem bocejar para obter o oxigênio de que precisamos, por que não bocejamos durante os exercícios? Robert Provine, um psicólogo da Universidade de Maryland, no Condado de Baltimore (em inglês), e um dos maiores especialistas em bocejo, testou esta teoria. Dar oxigênio a pessoas e diminuir a quantidade de dióxido de carbono no ambiente onde elas estavam não diminuiu a quantidade ou impediu que os bocejos acontecessem.

Teoria da evolução - há quem ache que o bocejo começou com nossos ancestrais, que costumavam bocejar para mostrar seus dentes e intimidar os outros. Um desdobramento dessa teoria é a idéia de que o ato de bocejar se desenvolveu nos primeiros homens como um sinal para que mudassem o que estavam fazendo.

Teoria do tédio - o dicionário diz que o bocejo é causado por tédio, fadiga ou sonolência. Embora tenhamos a tendência de bocejar quando estamos entediados ou cansados, esta teoria não explica o motivo pelo qual os atletas bocejam antes de uma competição. Não parece provável que eles fiquem entediados com o mundo inteiro os assistindo.

Um recente estudo realizado por Ivan Norscia e Elisabetta Palagi, da Universidade de Pisa, demonstra que o contágio do bocejo é dirigido primariamente pela proximidade emocional entre indivíduos e não por outras variáveis, tais como a nacionalidade [3] . Segundo o estudo um bocejo recíproco é mais provável de acontecer entre membros de uma família, amigos e conhecidos [3] . O fenômeno é menos comum em estranhos [3] . Também, estranhos mostram maior demora na resposta ao bocejo (período de latência), em comparação com amigos e parentes [3]

Atualmente a teoria mais aceita é a de que o bocejo é causado por um feromônio semelhante ao medo. Ao bocejar, o cérebro ativa um mecanismo de defesa presente desde os primeiros hominídeos, que libera o feromônio. Durante as caças e guerras, era inevitável que em algum momento sentissem cansaço e ao bocejar ficavam vulneráveis. O cérebro, então, se encarregava de causar a mesma ação em quem estivesse próximo, incluindo outros animais, permitindo uma vantagem de alguns segundos.

Com o passar da evolução, o bocejo perdeu a característica principal de defesa, e hoje atua como um reflexo retrocognitivo involuntário, podendo ser ativado por representações visuais.

Wikcionário
O Wikcionário possui o verbete bocejo.

Referências

  1. http://ciberia.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=id.stories/7218
  2. Bocejo - Brasil Escola
  3. a b c d Norscia I., Elisabetta P.. (2011). "Yawn contagion and empathy in Homo sapiens". PLoS ONE: e28472. DOI:doi:10.1371/journal.pone.0028472.
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