Viktor Chklovsky

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Viktor Shklovsky

Viktor Borisovich Shklovsky (ainda Shklovskii ou Chklovski; em russo: Виктор Борисович Шкловский); São Petersburgo, 24 de janeiro de 1893 (antigo calendário: 12 de janeiro) - Moscou, 6 de Dezembro 1984 foi um crítico literário, escritor e cenógrafo russo e soviético. Foi um dos principais expoentes do Formalismo Russo, importante pela conceitualização do estranhamento na arte, foi organizador da Sociedade para o Estudo da Linguagem Poética (Obscestvo izucenija Poeticeskogo Jazyka - OPOJAZ) em São Petesburgo.

Vida pessoal e trabalho[editar | editar código-fonte]

Frequentou a Universidade de São Petersburgo. Durante a Primeira Guerra Mundial, serviu como comissário no exército vermelho, como ele descreve em suas memórias Sentimental'noe puteshestvie, vospominaniia (Uma Jornada Sentimental).

Shklovsky desenvolveu o conceito de ostranenie ou estranhamento em literatura. Este conceito foi aplicado por Bertolt Brecht ao seu teatro. Shklovsky explica suas idéias da seguinte maneira:

Cquote1.svg O propósito da arte é promover (impart) a sensação das coisas como elas são percebidas e não como elas são conhecidas. O objetivo da técnica na arte é tornar os objetos não familiares, fazer as formas difíceis, aumentar a dificuldade e capacidade de percepção porque o processo de percepção na arte é um fim em si e deve ser prolongado. Arte é sempre um caminho da experiência artística de um objeto; o objeto não é importante. (Shklovsky, "Art as Technique", p.12) Cquote2.svg

Em outras palavras, a Arte deve apresentar as coisas numa nova e estranha forma, desfamiliarizando o conhecido.

Shklovsky fundou a OPOJAZ (Sociedade para o Estudo da Linguagem Poética - Obscestvo izucenija Poeticeskogo Jazyka), um dos dois principais grupos do Círculo Linguístico de Moscou, onde foram desenvolvidas as técnicas e teorias críticas do formalismo russo.

O trabalho de Shklovsky colocou o formalismo russo na direção do entendimento da atividade literária como parte integral da prática social, uma idéia central no trabalho de Mikhail Bakhtin, dos formalistas e da semiótica.

Além de trabalhos críticos e biografias sobre os seguintes autores Laurence Sterne, Máximo Gorki, Leo Tolstoy e Vladimir Mayakovsky, ele escreveu um grande número de trabalhos autobiográficos. Praticamente toda sua obra pode ser encontrada em traduções do russo ao italiano.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Teoria da literatura: formalistas russos. Dionisio de Oliveira Toledo, Ana Maria Ribeiro Filipouski (org.). Porto Alegre: Globo, 1978.
  • Teoria Da Literatura, V.1 e 2 . Textos dos Formalistas Russos. Tzvevtan Todorov. Lisboa: Edições 70, 1999.
Inglês
  • A Sentimental Journey: Memoirs, 1917-1922 (1923, traduzida ao inglês em 1970)
  • Zoo, or Letters Not About Love (1923, traduzida ao inglês em 1971)
  • Mayakovsky and his circle (1941, traduzida ao inglês em 1972)
  • Third Factory (1926, traduzida ao inglês em 1979)
  • Theory of Prose (1925, traduzida ao inglês em 1990)
  • Leo Tolstoy (1963, traduzida ao inglês em 1996)
  • Knight's Move (1923, traduzida ao inglês em 2005)
  • Energy of Delusion: A Book on Plot (1981, traduzida ao inglês em 2007)
Francês

Ensaios e biografias

  • Résurrection du mot, 1913
  • La Marche du Cheval, 1923
  • Technique du métier d'écrivain, 1927
  • Tolstoï, 1928

Romances

  • Voyage sentimental, 1923
  • Zoo, lettres qui ne parlent pas d'amour, 1923
  • La Troisième Fabrique, 1926
  • Il était une fois, 1964
Espanhol
  • Viaje Sentimental. Barcelona, Anagrama, 1972.
  • Maiakovski. Barcelona, Anagrama, 1972.
  • Formalismo y Vanguardia: textos de los formalistas rusos. Madrid: A. Corazón,1973.
  • La Disimilitud de lo Similar. Madrid, Alberto Corazón Editor, 1973.
  • Teoría de la Litératura de los Formalistas Rusos. Buenos Aires: Siglo Veintiuno, 1976.
  • Formalistas Rusos y el Cine. Paidós, 1998.
  • Zoo o cartas de no amor, Ático de los Libros, 2010
Italiano
  • Teoria della prosa, 1917 (tr. Maria Olsoufieva, Bari: De Donato, 1966; tr. Cesare G. de Michelis e Renzo Oliva, Torino: Einaudi, 1976, 1981, 1991), int. Jan Mukařovský
    • Connessione tra i procedimenti di costruzione dell'intreccio e i procedimenti stilistici generali
  • Viaggio sentimentale: ricordi 1917-1922, 1923 (tr. Maria Olsoufieva, Bari: De Donato, 1966; Milano: SE, 1991)
  • Zoo o lettere non d'amore, 1923 (tr. Sergio Leone e Sergio Pescatore, Torino: Einaudi, 1966, 1979; tr. Maria Zalambani, Palermo: Sellerio, 2002)
  • La mossa del cavallo: libro di articoli, 1923 (tr. Maria Olsoufieva, Bari: De Donato, 1967)
  • La terza fabbrica, 1926
  • Materiale e e leggi di trasformazione stilistica in "Guerra e pace" di L. N. Tolstoj, 1928 (tr. M. Guerrini, Parma: Pratiche, 1978)
  • Majakovskij, 1940 (tr. Maria Olsoufieva, Milano: Il Saggiatore, 1967)
  • Saggio introduttivo a Ivan Turgenev, Memorie d'un cacciatore, tr. Clara Coisson, Torino: Einaudi, 1950
  • Saggi sulla prosa d'arte, 1959
  • Lev Tolstoj, 1963 (tr. Maria Olsoufieva, Milano: Il Saggiatore, 1978)
  • C'era una volta, 1966 (tr. Sergio Leone, Milano: Il Saggiatore, 1968, 1994)
  • I fratelli di Serapione, a cura di Maria Olsoufieva, Bari: De Donato, 1967 (antologia di scritti di Sklovskij, Grudzev, Lunc, Ivanov, Fedin, Nikitin, Kaverin, Slonimskij, Zamjatin, Zoscenko e Tichonov)
  • Il punteggio di Amburgo, 1968 (tr. Maria Olsoufieva, Bari: De Donato, 1969)
  • Introduzione a Jurij Nikolaevič Tynjanov, Avanguardia e tradizione, tr. Sergio Leone, Bari: Dedalo, 1968
  • Lettura del Decameron: dal romanzo d'avventura al romanzo di carattere, tr. Alessandro Ivanov, Bologna: Il mulino, 1969
  • Marco Polo (tr. Maria Olsufieva, Milano: Oscar Mondadori, 1972, 1982)
  • Sua maestà Ejzenstejn: biografia di un protagonista, 1973 (tr. Pietro Zvzteremich, Bari: De Donato, 1974; Torino: Aleph, 1992)
  • Saggio in Aleksandr Petrovič Dovzenko, Memorie di fuoco, a cura di Umberto Silva con la collaborazione di Michele Mancini, Alessandro Cappabianca e Rita Giuliani, Milano: Mazzotta, 1973
  • Testimone di un'epoca: conversazioni con Serena Vitale, Roma: Editori Riuniti, 1979
  • Prefazione a Jurij Karlovič Oleša, Nessun giorno senza una riga, a cura di Costantino Di Paola, Milano: Garzanti, 1981
  • Simile e dissimile: saggi di poetica, tr. Erica Klein, Milano: Mursia, 1982
  • L'energia dell'errore: libro sul soggetto, 1983 (tr. Maria Di Salvo, Roma: Editori Riuniti, 1984)
  • Articoli in appendice a I formalisti russi nel cinema, a cura di Giorgio Kraiski, Milano: Garzanti, 1987
  • Postfazione a Lev Tolstoj, Guerra e pace, tr. Erme Cadei, introduzione di Giovanni Giudici, Milano: Oscar Mondadori, 1995
  • Il mestiere dello scrittore e la sua tecnica, tr. Pia Pera, con saggi di Vittorio Strada ed Emanuele Trevi, Firenze: Liberal libri, 1999
  • Introduzione a Lev Tolstoj, La sonata a Kreutzer, con uno scritto di Stefan Zweig, Milano: Oscar Mondadori, 2003
  • Le autoblinde del formalismo: conversazione con Viktor B. Sklovskij tra memoria e teoria, a cura di Enzo Roggi, Palermo: Sellerio, 2006
  • Sul cinema: saggi, recensioni, essais, a cura di Damiano Rebecchini, Trento: Temi, 2009

Cenografia em filmes[editar | editar código-fonte]

  • La baie de la mort, filme de Abram Room, 1926
  • Trois dans un sous-sol, filme de Abram Room, 1927
  • La maison de la place Trubnaia (em colaboração), filme de Boris Barnet, 1928
  • Turskib, filme de Victor Tourine, 1929
  • La maison morte, depois de Dostoïevski, filme de Vassili Fiodorov, 1932
  • Horizon, filme de Lev Kuleshov, 1932
  • Minin et Pozharsky, filme de Vsevolod Pudovkin, 1939
  • Ovod, filme de Alexandre Fajntsimmer, 1955
  • Les cosaques, filme de Vassili Pronine, 1961, apresentado no Festival de Cannes.
  • Tri tolstyaka, filme de Valentina e Zinaida Brumberg, Youri Olecha, 1963
  • Skazka o zolotom petushke, filme de Aleksandra Snezhko-Blotskaya, Pouchkine, 1965
  • La ballade de Bering et ses amis, (em colaboração), filme de Youri Chviryov, 1970.

Referências[editar | editar código-fonte]

inglês

Ver também[editar | editar código-fonte]

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