Yves Hublet

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Yves Hublet (Curitiba[1], 7 de abril de 1938 - 26 de julho de 2010) foi um escritor brasileiro, autor de livros infantis como A Grande Guerra de Dona Baleia e Artes & Manhas do Mico-leão-dourado. Hublet também escreveu duas histórias em quadrinhos Disney para a Editora Abril, "A Torta Certa" e "O Materializador de Desejos". Estes créditos foram levantados pelo pesquisador Fernando Ventura.

Yves Hublet ficou mais conhecido por todo o Brasil em 29 de novembro de 2005, ao agredir às bengaladas contra o então deputado federal José Dirceu, na véspera do dia em que a Câmara dos Deputados decidiria a cassação do mandato por estar envolvido no Escândalo do Mensalão, o que ocorreu no dia seguinte.

Índice

[editar] Agressão contra José Dirceu

Na tarde do dia 29 de novembro de 2005, Yves Hublet estava em uns dos corredores da Câmara dos Deputados Federais em Brasília, distribuíndo livros infantis em salas, quando viu o ex-ministro da Casa Civil e deputado federal José Dirceu sendo entrevistado na imprensa sobre o dia da véspera em que a Câmara deveria cassar o mandato por estar envolvido no Mensalão. Depois do Dirceu dar risadas sobre o caso, Yves Hublet, revoltado com isso, se aproximou e levantou a bengala, bateu três vezes no Dirceu (duas na cabeça e uma nas costas). A agressão foi flagrada por todas redes de televisões do país, inclusive a TV Câmara.

Yves Hublet foi preso na hora pela Polícia da Câmara e levado à Polícia Militar e José Dirceu registrou o boletim de ocorrência contra o escritor por agressão.

Na noite, o caso da agressão teve repecussão nacional e manchete em telejornais e capas de jornais no dia seguinte.

Na noite do dia 30 de novembro, a Câmara iniciou o processo de cassação do mandato, o que ocorreu no início da madrugada do dia 1º de dezembro, que cassou os direitos políticos de Dirceu por 8 anos.

[editar] Depois da agressão

O agora o ex-ministro e deputado cassado, José Dirceu tentou processar o escritor por duas vezes por causa da agressão, mas a Justiça considerou os pedidos improcedentes.[2]

Após o episódio da agressão, Yves Hublet foi solto e deu entrevistas à imprensa. Em seguida, mudou-se para a Bélgica, pois possuía dupla cidadania, no final de 2005. Ele tinha uma pequena propriedade em Charleroi.[3]

[editar] Volta ao Brasil

”Voltou em maio último para Curitiba a fim de tratar de um livro a ser publicado por minha editora e para tratar de papéis de um casamento anterior, pois pretendia se casar novamente na Europa”, revela seu editor e amigo Airo Zamoner, da editora Protexto.

Porém, foi preso pela Polícia Federal ao descer do avião em Brasília, e, segundo Zamoner, ficou incomunicável. No presídio teria adoecido e foi hospitalizado, sob escolta. Alegou-se que estava com câncer. Uma ex-namorada de Curitiba de nome Solange foi quem recebeu telefonema de Brasília comunicando o falecimento do Yves. O corpo teria sido cremado na capital federal.[4]

[editar] Morte misteriosa no Brasil

Na internet, só aparecem "explicações" como um alegado e-mail de uma Tatiana que transmitiu para outra pessoa, Cláudio, com um "relato" de um tal Rômulo Marinho e que não se consegue confirmar, ou verificar origem ou veracidade.[5]

Nestas versões, atribuídas ao tal Rômulo Marinho e nunca confirmadas, alega-se que Hublet teria sido liberado cinco dias depois, internado em 3 de julho no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), onde teria falecido em 26 de julho de 2010, após ser alegadamente diagnosticado com câncer no intestino, já em processo de metástase.[6] Tais versões não foram confirmadas sequer pela respectiva página da internet, apesar de questionamentos de leitores.

Referências

[editar] Ligações externas

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