Zoonose

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Paciente com raiva em agitação

Zoonoses são doenças que podem ser transmitidas entre os animais vertebrados e o homem. Os agentes que desencadeiam essas afecções podem ser microorganismos diversos, como bactérias, fungos, vírus, helmintos e rickettsias. Podem ser Antropozoonozes, que são doenças primarias nos animais e podem ser transmitidas aos homens e Zooantroponoses, que são doenças que são primárias nos homens e podem ser transmitidas aos animais.[1]

História[editar | editar código-fonte]

A partir do momento em que homem dominou a agricultura e o pecuarismo, deixando de viver como nômade e se estabelecendo próximo a fontes de água e alterando esses ambientes, ele desencadeou as primeiras zoonozes.

Nos tempos atuais, a abertura de estradas através da floresta e a construção de novas cidades no interior leva o homem a invadir o ambiente natural de numerosas zoonoses, como a leishmaniose e a febre amarela silvestre. A intromissão tem como conseqüência a inclusão do homem no ciclo de desenvolvimento da doença.

Características[editar | editar código-fonte]

O termo antropozoonose se aplica a doenças em que a participação humana no ciclo do parasito é apenas acidental, ou secundária, como ocorre na hidatidose. Nessa parasitose, o ciclo se completa entre cães, que hospedam a forma adulta do parasito, e carneiros, que abrigam a forma larvária. O homem, ao ingerir os ovos provenientes do cão, passa a comportar-se como hospedeiro intermediário, no qual só se desenvolve a forma larvária. O termo zooantroponose se aplica a parasitoses próprias do homem, que acidentalmente podem transferir-se para animais. É o exemplo da amebíase causada pela Entamoeba histolytica, que acidentalmente pode manifestar-se em cães.

Existem, no entanto, muitos parasitos que não causam doenças em animais, mas que, transmitidos ao homem, encontram nesse novo hospedeiro melhores condições de desenvolvimento e multiplicam-se ativamente, aproveitando-se das insuficiências defensivas desse último e acarretando graves lesões. As variantes dessa situação, envolvendo o homem, o agente etiológico e os animais reservatórios, são muito freqüentes na natureza.

Nas comunidades selvagens, o parasito ocupa seu lugar hospedado em animais e transmitido por artrópodes hematófagos. A esse ambiente dá-se o nome de nicho ecológico da doença. A leishmaniose cutâneo-mucosa, doença causada por um protozoário, a Leishmania braziliensis, tem seu ciclo de desenvolvimento entre os roedores (hospedeiros), a Leishmania (parasito) e os flebótomos (transmissores), pequenos insetos hematófagos que vivem na copa das árvores. A doença se mantém dessa forma na natureza até à chegada do homem que, para construir estradas, derruba árvores e permite que o flebótomo possa alcançá-lo e lhe transmita o parasito.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • H. Krauss, A. Weber, M. Appel, B. Enders, A. v. Graevenitz, H. D. Isenberg, H. G. Schiefer, W. Slenczka, H. Zahner: Zoonoses. Infectious Diseases Transmissible from Animals to Humans. 3rd Edition, 456 pages. ASM Press. American Society for Microbiology, Washington DC., USA. 2003. ISBN 1-55581-236-8
  • Jorge Guerra González: Infection Risk and Limitation of Fundamental Rights by Animal-To-Human Transplantations. EU, Spanish and German Law with Special Consideration of English Law. Verlag Dr. Kovac, Hamburg 2010, ISBN 978-3-8300-4712-4.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]