Água benta

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Um recipiente com água benta, comum nas Igrejas Catolicas.
Fonte de batismo da Catedral de São Raphael, Dubuque.

Água benta é, de acordo com o catolicismo, anglicanismo, ortodoxia bizantina, ortodoxia oriental, luteranismo, bem como outras igrejas, a água que foi santificada por um sacerdote, com o propósito de batismo, benção de pessoas, lugares e objetos, ou como forma de repelir o mal.[1] [2]

A utilização da água benta para o batismo e a limpeza espiritual é comum em diversas religiões, do cristianismo ao sikhismo e hinduísmo. A utilização da água benta como um sacramental para proteção contra o mal, no entanto, é exclusivo da Igreja Católica Apostólica Romana.[3]

Há menções do uso de água no ritual mosaico. " Tomará água num vaso de barro e pegando um pouco de pó do pavimento do tabernáculo, o lançará na água. Estando a mulher de pé diante do senhor, o sacerdote lhe descobrirá a cabeça e porá em suas mãos a oblação de recordação, a oblação de ciúme. O sacerdote terá na mão as águas amargas que trazem a maldição." (Nm 5,17-18).

"O Senhor disse a Moisés o seguinte;toma os levitas do meio dos israelitas e purifica-os. Eis como farás para purificá-los: asperge-os com a água da expiação e eles passem uma navalha sobre todo o corpo, lavem as suas vestes e purifiquem-se a si mesmos." (Nm 8,5-7). "Derramarei sobre vós águas puras, que vos purificarão de todas as vossas imundícies e de todas as vossas abominações." (Ez 36,25).

Contaminação[editar | editar código-fonte]

Fontes de água benta foram identificadas como fontes potenciais de infecções bacterianas e virais. Bacteriologistas encontraram staphylococci, streptococci, coli bacilli, corynebacterium diphtheriae em fontes das igrejas de Sassari, Itália desde os princípios da microbiologia .[4] Em um estudo mais recente, feito em 1995, descobriu-se que água benta é condutora de contaminação em hospitais por não estar sendo trocada frequentemente como deveria.[5]

Ritual para abençoar a água[editar | editar código-fonte]

Na Igreja Católica, um leigo pode abençoar a água, e não é necessário o sacramento da ordem para fazê-lo (segundo o Rituale Romanum). Para abençoar a água segue-se a seguinte formula:

Rituale Romanum.

†Exorcizo te, creatura aquæ, in nomine Dei Patris omnipotentis, et in nomine Jesu Christi, Filii ejus Domini nostri, et in virtute Spiritus Sancti: ut fias aqua exorcizata ad effugandam omnem potestatem inimici, et ipsum inimicum eradicare et explantare valeas cum angelis suis apostaticis, per virtutem ejusdem Domini nostri Jesu Christ: qui venturus est judicare vivos et mortuos et sæculum per ignem.

Deus, qui ad salutem humani generis maxima quæque sacramenta in aquarum substantia condidisti: adesto propitius invocationibus nostris, et elemento huic, multimodis purificationibus præparato, virtutem tuæ benedictionis infunde; ut creatura tua, mysteriis tuis serviens, ad abigendos dæmones morbosque pellendos divinæ gratiæ sumat effectum; ut quidquid in domibus vel in locis fidelium hæc unda resperserit careat omni immunditia, liberetur a noxa. Non illic resideat spiritus pestilens, non aura corrumpens: discedant omnes insidiæ latentis inimici; et si quid est quod aut incolumitati habitantium invidet aut quieti, aspersione hujus aquæ effugiat: ut salubritas, per invocationem sancti tui nominis expetita, ab omnibus sit impugnationibus defensa. Per Dominum, amen. †

Após o Concílio Vaticano II, a maioria dos sacerdotes não está usando o Rituale Romanum para abençoar, usando-se somente uma benção simples. Esse é um dos pontos atacados pelos católicos tradicionalistas: o da não utilização do Ritual Romano para abençoar objetos sagrados, o que pode, segundo os tradicionalistas, tornar a benção inválida.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Chambers's Encyclopædia, p. 394, Lippincott & Co (1870)
  2. Nathaniel Altman, 2002 Sacred water: the spiritual source of life ISBN 1587680130 p. 130-133
  3. Henry Theiler, 2003 Holy Water and Its Significance for Catholics ISBN 0766175537 pp 13-15
  4. Dietetic and Hygienic Gazette, Volume 14, page 578. The Gazette Publishing Company, 1898.
  5. J.C. Rees and K.D. Allen, 1996 "Holy water--a risk factor for hospital-acquired infection". Journal of Hospital Infection 32(1), pages 51-55.